Caminhoneiro é preso com cartelas de rebite após matar casal em acidente na BR

Local onde ocorreu o acidente. (Foto: reprodução, Coxim Agora)
Motorista, de 38 anos, que provocou o acidente que matou o casal de empresários Janir José Maggioni, de 60 anos, e Sonia Aparecida Andrade Silva, de 59 anos, foi preso com medicamentos usados para inibir o sono.
Com o impacto da colisão, a caminhonete ficou prensada carretas. Eles não resistiram e morreram no local. O motorista do caminhão também ficou ferido.
Conforme o site local, Coxim Agora, durante o trabalho de desencarceramento do motorista do caminhão, a equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) encontrou duas cartelas do medicamento Nobésio Extra Forte, contendo 15 comprimidos cada. Cinco comprimidos já haviam sido consumidos.
O motorista foi socorrido pela equipe de resgate da Motiva Pantanal – empresa que administra a via – e encaminhado ao Hospital Regional Álvaro Fontoura Silva, em Coxim.
Casal morto em acidente
Janir José Maggioni, de 60 anos, e Sonia Aparecida Andrade Silva, de 59 anos, eram empresários e moravam com os filhos há muitos anos na cidade de Bom Jesus, no interior do Piauí.
O empresário, que dirigia a camionete no momento em que o veículo foi atingido, é irmão do ex-prefeito de Sonora Zelir Maggioni. As vítimas serão sepultadas na cidade onde moravam com os filhos.
Midiamax
Defesa alega inocência de sargento preso por suposta ‘sociedade’ com traficantes

Imagem ilustrativa. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
A defesa do sargento da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Marcos Augusto Barbosa, preso na quinta-feira (28) durante a Operação Janus, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), pontua a Inocência do militar. A operação acontece após 14 meses de investigações que revelaram um esquema de associação ao tráfico de drogas e à agiotagem.
As investigações tiveram início após denúncias revelarem que os policiais associaram-se a traficantes locais para a venda de drogas. Assim, eles são apontados por firmarem uma parceria com os criminosos para permitir que vendessem drogas livremente. Inclusive, eram violentos com os rivais dos traficantes.
Segundo as investigações, os envolvidos forneciam drogas para que os comparsas revendessem e repassassem os lucros depois. Algumas das drogas fornecidas eram desviadas de apreensões em flagrante após informações repassadas pelos próprios “sócios” no esquema criminoso.
Além disso, alguns dos policiais eram agiotas no esquema. Sendo contratados para ameaçar os devedores, usando da condição de agente da segurança pública.
Já nesta sexta-feira, os presos passaram por audiência de custódia, mas foi mantida a decretação das prisões preventivas que haviam sido pronunciadas pelo juízo da Auditoria Militar Estadual. Procurado pela reportagem do Jornal Midiamax, o advogado Gerson Almada Gonzaga, que atua na defesa do sargento Augusto, frisou a inocência do seu cliente no esquema.
“Semana que vem estão previstas várias oitivas no Gaeco e estamos seguros de que, após essas oitivas e com a análise do material apreendido, o próprio Gaeco fará o pedido de revogação da prisão do Marcos, porque certamente chegarão à conclusão de que ele é inocente e isso ficará provado durante a instrução criminal”, afirmou Almada.
Para a defesa, o sargento que atua há mais de 43 anos no estado não será denunciado pelo Gaeco. “Entendemos que, após a análise das provas colhidas e das que virão, sequer será denunciado pelo Gaeco, porque é latente a sua inocência”.
Neste momento, o processo corre sob segredo de justiça; assim, a defesa aponta que ainda está tentando acesso aos autos. “A fim de estudar quais os próximos passos que iremos traçar, mas de antemão adiantamos que iremos entrar em breve com pedido de revogação da prisão preventiva e, se não houver provimento, ajuizaremos Habeas Corpus no Tribunal de Justiça de MS”, finalizou.
PMs são afastados
Os quatro policiais militares presos durante a Operação Janus serão afastados de suas funções. Para a reportagem, a PMMS informou que acompanha todo o processo e que os militares envolvidos serão afastados. Posteriormente, eles serão encaminhados ao PME (Presídio Militar Estadual).
“Os militares envolvidos serão prontamente afastados de suas funções, e já foram instaurados os devidos procedimentos administrativos internos cabíveis para apuração dos demais fatos e responsabilização das condutas em nível disciplinar, com posterior aplicação das sanções consideradas cabíveis. Após os trâmites legais, os militares presos serão conduzidos ao Presídio Militar Estadual”, informou, em nota.
A corporação ressaltou que não coaduna com desvios de conduta e que isso não reflete o padrão de atuação do efetivo. Por fim, afirmou que colabora com o MPMS e ficará à disposição para todo o apoio necessário ao andamento das ações.
“A PMMS enfatiza que eventuais desvios de conduta individuais não refletem o padrão de atuação dos nossos homens e mulheres, que trabalham diuturnamente em todos os 79 municípios do estado, buscando sempre garantir a segurança da população sul-mato-grossense. Ressaltamos que a Instituição não coaduna com desvios de conduta ou procedimentos que extrapolem os limites operacionais estabelecidos em nossas doutrinas e diretrizes”, destacou.
Midiamax
Cassilândia Urgente: Ônibus e motocicleta se envolvem em acidente no centro de Cassilândia nesta tarde de sexta-feira
Um ônibus e uma motocicleta se chocaram na esquina da Avenida Juracy Lucas e Rua Sebastião Leal no limite do centro e Vila Pernambuco, em Cassilândia, nesta tarde de sexta-feira, 29 de maio, por volta das 16h.
De acordo com informações, a moto foi atingida pelo ônibus que virou para sair da Avenida Juracy Lucas e subir a Rua Sebastião Leal no sentido da Vila Pernambuco.
Felizmente não houve feridos, conforme relato de um morador.
Confira imagens feitas pelo Cassilândia Urgente.

Fotos: Pablo Alvarenga
Cassilândia Urgente: A Prefeitura de Cassilândia está sem dinheiro? A reforma do paço municipal está atrasada e o pagamento de servidores não saiu hoje
Essa é a grande dúvida em Cassilândia: como está a “saúde” financeira da Prefeitura Municipal?
Hoje, sexta-feira, 29 de maio, último dia útil do mês, a Câmara de Vereadores, presidida por Leandro Souza, pagou o salário dos servidores do Legislativo, o que, de acordo com informações, não ocorreu com os trabalhadores da Prefeitura de Cassilândia.
Alguns servidores municipais entraram em contato com o Cassilândia Urgente informando que o dinheiro não foi depositado na conta, como é de praxe, receber o salário no último dia útil de cada mês.
Eles disseram que a promessa é de que o pagamento será feito na próxima terça-feira, dia 2 de junho.
Um servidor municipal afirmou que “pelo jeito o nosso salário será pago com o primeiro repasse do mês subsequente, uma barrigada”.
OBRA ATRASADA
A reforma da sede da Prefeitura Municipal começou no dia 28 de maio do ano passado e deveria estar concluída no dia 15 de maio passado, conforme a placa de publicidade colocada na frente do prédio, mas o serviço não ficou pronto nem se sabe quando ficará, afinal não há sinais de homens trabalhando na obra.
Enquanto isso, a Prefeitura funciona provisoriamente no prédio do antigo Banco Santander, na Rua Amin José, onerando ainda mais o combalido caixa municipal.
Muitos cassilandenses estão indignados diante de uma gestão pública que esbanja ao promover festas com artistas famosos enquanto negligencia em serviços essenciais como saúde e educação, a exemplo da falta de atendimento e até do atraso na entrega dos prometidos uniformes escolares para parte dos alunos da rede municipal quase no meio do ano letivo.
Com a palavra quem interessar possa.
Confira as imagens festas agora à tarde pela reportagem.

Reforma paralisada um ano depois de iniciada

Sede provisória da Prefeitura em prédio alugado
Pais fazem alerta após suspeita de homem armado em escola

Comunicado teria sido enviado aos pais pelo WhatsApp. (Foto: Reprodução)
Pais de alunos de uma escola da Rede Estadual de Ensino repassam alerta de tentativa de invasão à instituição, localizada em Corumbá — cidade no oeste do Estado, a 430 quilômetros de Campo Grande. Segundo relatos, um homem armado teria tentado invadir o colégio nesta sexta-feira (29).
“Imagina o meu desespero ao receber uma mensagem dessa. Minha filha me ligou desesperada para que eu fosse buscá-la, porque tentaram entrar na escola com arma”, relata a mãe, que prefere não se identificar.
Conforme as informações, algumas crianças ignoraram os primeiros avisos imaginando que se tratava de um trote. “Hoje teria um trote dos alunos do 3º ano, então, algumas crianças da escola, no começo, não estavam acreditando”, afirma.
O comunicado supostamente enviado pela direção aos pais diz que as polícias Civil e Militar foram acionadas. A direção também teria solicitado que os pais e responsáveis que não pudessem buscar os alunos avisassem para que eles fossem colocados em um ônibus em segurança.
Midiamax
Enem 2026: inscrições vão até 5 de junho

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Falta uma semana para terminar o prazo de inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026. Os interessados devem se inscrever até a próxima sexta-feira, 5 de junho, na Página do Participante.
A inscrição no Enem 2026 é automática para os que estão terminando o ensino médio em escolas públicas. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar a participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.
De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição também precisam confirmar a participação no exame na Página do Participante.
Taxa de inscrição
Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. O pagamento da taxa deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.
Mais locais de provas
A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro. Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.
De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.
Ensino superior
O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sisu (Sistema de Seleção Unificada), Prouni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que tenham convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Midiamax
Jovem encontrado morto teria envolvimento na execução de ex-secretário

Richar David Rivarola Núñez, encontrado morto ao lado da motocicleta carbonizada; Fotos: Reprodução Ponta Porã News
Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, encontrado morto na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, teria participado da execução do ex-secretário de Assuntos Indígenas da província de Amambay, Eulalio Aquino Fleitas, na sexta-feira passada (22).
Perícias e imagens de câmeras de segurança identificaram que Richard conduzia a motocicleta no momento do crime. O autor dos disparos seria César Ramón López Jiménez, de 33 anos.
César é considerado um criminoso de alta periculosidade e tem extensa ficha criminal. Ele já havia sido alvo de operações policiais anteriores e possuía mandado de prisão em aberto por diversos crimes graves, conforme apuração do site local Ponta Porã News.
Autoridades paraguaias acreditam que o próprio César Ramón tenha assassinado Richard após terem matado Eulaulio. O assassinato pode ter sido motivado por um desacordo financeiro relacionado ao crime por encomenda, ou pela intenção de César de ficar sozinho com o dinheiro recebido pela execução do ex-secretário.
Lavagem de dinheiro: operação contra Rabicó do CV prende um

Antônio Ilário Ferreira é um dos traficantes de drogas mais antigos e procurados. (Reprodução/Disque Denúncia)
Suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas, uma mulher de 33 anos foi presa nesta sexta-feira (29), em Campo Grande. A prisão ocorre como parte da Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro com mandados cumpridos em Mato Grosso do Sul.
As ações ocorrem especialmente na região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), onde a equipe policial está desde as primeiras horas da manhã para cumprimento dos mandados. Dezessete investigados foram presos suspeitos de integrar um grupo que movimentou mais de R$ 453 milhões.
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de reciclagem, comércio de sucatas, contas bancárias de passagem, emissão de notas fiscais fraudulentas e intensa movimentação financeira entre empresas para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.
A operação possui abrangência interestadual, com alvos localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
Midiamax
Gigante da celulose ameaça levar megaprojeto de R$ 27 bilhões para o Paraguai

Planta de agroindústria chilena
Impasse judicial envolvendo licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul coloca em risco um dos maiores investimentos industriais do setor florestal brasileiro; Chilena CMPC cita “falta de previsibilidade” e já avalia o Paraguai como alternativa para projeto de celulose;
O Brasil pode perder um dos maiores investimentos privados previstos para a indústria de base florestal nos próximos anos. A chilena CMPC, uma das gigantes globais do setor de celulose, admitiu publicamente que avalia transferir para o Paraguai o chamado Projeto Natureza — uma megafábrica estimada entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões — caso o impasse envolvendo o licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul não seja resolvido até o fim de 2026.
O ponto central é que, para a economia, a sinalização acende um alerta que vai muito além do setor de celulose. O episódio recoloca no centro do debate um problema histórico apontado por investidores da indústria pesada, do agro e da infraestrutura: a lentidão regulatória, a insegurança jurídica e os conflitos institucionais que acabam travando projetos bilionários no Brasil.
O caso ganhou repercussão porque envolve um investimento estratégico, com capacidade prevista de produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano em Barra do Ribeiro (RS), além da possibilidade de um terminal próprio no Porto de Rio Grande para escoamento da produção.
Mas, nos bastidores, executivos do setor enxergam algo ainda mais relevante: a disputa entre competitividade regional e burocracia brasileira em um momento em que a América do Sul vive uma corrida global por investimentos ligados à bioeconomia, papel, celulose, madeira plantada e exportação de commodities industriais.
Paraguai entra no radar como concorrente direto do Brasil A fala do diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, repercutiu fortemente porque expõe uma mudança de lógica no mapa industrial sul-americano. Durante anos, o Brasil foi visto como destino natural para megaprojetos de celulose por reunir clima favorável, produtividade florestal elevada e ampla disponibilidade de terras para eucalipto.
Agora, porém, países vizinhos começam a avançar justamente em pontos onde o Brasil enfrenta críticas frequentes: previsibilidade regulatória, velocidade de licenciamento e segurança jurídica.
Segundo o executivo, se não houver definição até o final deste ano, o projeto pode perder prioridade junto aos fornecedores globais de tecnologia, atrasando entre dois e três anos.
A frase que mais repercutiu no mercado foi direta: o Paraguai teria “madeira e previsibilidade jurídica”.
Nos últimos anos, o Paraguai passou a atrair atenção crescente de investidores ligados ao agronegócio, energia e indústria de transformação. Custos operacionais mais baixos, incentivos fiscais e processos regulatórios mais rápidos têm sido usados como diferenciais competitivos para captar capital estrangeiro.
Embora o país ainda esteja distante da estrutura logística brasileira, a simples possibilidade de uma companhia desse porte estudar uma migração já é interpretada como um sinal importante para o ambiente de negócios regional.
O que trava o projeto da CMPC
O principal impasse está ligado a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que questiona o processo de licenciamento ambiental da nova planta industrial.
A discussão gira em torno da necessidade de realização da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores potencialmente impactados pelo empreendimento.
A exigência é baseada em normas internacionais relacionadas aos direitos de populações tradicionais, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), frequentemente utilizada em grandes projetos de mineração, energia e infraestrutura.
A CMPC, por sua vez, sustenta que a ampliação das exigências cria um cenário de insegurança que inviabiliza o cronograma industrial. O executivo da companhia classificou o cenário como um “imbróglio jurídico gigantesco”.
Nos bastidores do setor florestal, o receio é que o caso se transforme em precedente para novos entraves envolvendo projetos industriais de larga escala.
Brasil corre risco de perder protagonismo industrial?
O episódio envolvendo a CMPC acontece em um momento em que o Brasil tenta ampliar sua imagem global como potência da bioeconomia e líder em produção sustentável.
O setor de celulose costuma ser apresentado como uma das vitrines desse posicionamento, sobretudo pela forte presença de florestas plantadas, manejo certificado e baixa dependência de florestas nativas.
Entretanto, investidores internacionais acompanham com atenção o ambiente regulatório brasileiro. Em muitos casos, a velocidade de aprovação de projetos passou a ter peso semelhante ao custo operacional ou disponibilidade de matéria-prima.
Se a transferência para o Paraguai realmente avançar, o impacto poderá ser simbólico e econômico: perda potencial de empregos, arrecadação, movimentação logística e fortalecimento de um concorrente regional em uma cadeia estratégica para o agronegócio e a indústria exportadora.
Mais do que um caso isolado, o Projeto Natureza virou um retrato do dilema brasileiro entre desenvolvimento industrial, proteção ambiental e capacidade de execução. E, neste momento, o mercado observa atentamente qual dessas forças terá mais peso na decisão final da companhia.
Compre Rural / Thiago Pereira
Caminhoneiro é preso com cartelas de rebite após matar casal em acidente na BR

Local onde ocorreu o acidente. (Foto: reprodução, Coxim Agora)
Motorista, de 38 anos, que provocou o acidente que matou o casal de empresários Janir José Maggioni, de 60 anos, e Sonia Aparecida Andrade Silva, de 59 anos, foi preso com medicamentos usados para inibir o sono.
Com o impacto da colisão, a caminhonete ficou prensada carretas. Eles não resistiram e morreram no local. O motorista do caminhão também ficou ferido.
Conforme o site local, Coxim Agora, durante o trabalho de desencarceramento do motorista do caminhão, a equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) encontrou duas cartelas do medicamento Nobésio Extra Forte, contendo 15 comprimidos cada. Cinco comprimidos já haviam sido consumidos.
O motorista foi socorrido pela equipe de resgate da Motiva Pantanal – empresa que administra a via – e encaminhado ao Hospital Regional Álvaro Fontoura Silva, em Coxim.
Casal morto em acidente
Janir José Maggioni, de 60 anos, e Sonia Aparecida Andrade Silva, de 59 anos, eram empresários e moravam com os filhos há muitos anos na cidade de Bom Jesus, no interior do Piauí.
O empresário, que dirigia a camionete no momento em que o veículo foi atingido, é irmão do ex-prefeito de Sonora Zelir Maggioni. As vítimas serão sepultadas na cidade onde moravam com os filhos.
Midiamax
Defesa alega inocência de sargento preso por suposta ‘sociedade’ com traficantes

Imagem ilustrativa. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
A defesa do sargento da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Marcos Augusto Barbosa, preso na quinta-feira (28) durante a Operação Janus, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), pontua a Inocência do militar. A operação acontece após 14 meses de investigações que revelaram um esquema de associação ao tráfico de drogas e à agiotagem.
As investigações tiveram início após denúncias revelarem que os policiais associaram-se a traficantes locais para a venda de drogas. Assim, eles são apontados por firmarem uma parceria com os criminosos para permitir que vendessem drogas livremente. Inclusive, eram violentos com os rivais dos traficantes.
Segundo as investigações, os envolvidos forneciam drogas para que os comparsas revendessem e repassassem os lucros depois. Algumas das drogas fornecidas eram desviadas de apreensões em flagrante após informações repassadas pelos próprios “sócios” no esquema criminoso.
Além disso, alguns dos policiais eram agiotas no esquema. Sendo contratados para ameaçar os devedores, usando da condição de agente da segurança pública.
Já nesta sexta-feira, os presos passaram por audiência de custódia, mas foi mantida a decretação das prisões preventivas que haviam sido pronunciadas pelo juízo da Auditoria Militar Estadual. Procurado pela reportagem do Jornal Midiamax, o advogado Gerson Almada Gonzaga, que atua na defesa do sargento Augusto, frisou a inocência do seu cliente no esquema.
“Semana que vem estão previstas várias oitivas no Gaeco e estamos seguros de que, após essas oitivas e com a análise do material apreendido, o próprio Gaeco fará o pedido de revogação da prisão do Marcos, porque certamente chegarão à conclusão de que ele é inocente e isso ficará provado durante a instrução criminal”, afirmou Almada.
Para a defesa, o sargento que atua há mais de 43 anos no estado não será denunciado pelo Gaeco. “Entendemos que, após a análise das provas colhidas e das que virão, sequer será denunciado pelo Gaeco, porque é latente a sua inocência”.
Neste momento, o processo corre sob segredo de justiça; assim, a defesa aponta que ainda está tentando acesso aos autos. “A fim de estudar quais os próximos passos que iremos traçar, mas de antemão adiantamos que iremos entrar em breve com pedido de revogação da prisão preventiva e, se não houver provimento, ajuizaremos Habeas Corpus no Tribunal de Justiça de MS”, finalizou.
PMs são afastados
Os quatro policiais militares presos durante a Operação Janus serão afastados de suas funções. Para a reportagem, a PMMS informou que acompanha todo o processo e que os militares envolvidos serão afastados. Posteriormente, eles serão encaminhados ao PME (Presídio Militar Estadual).
“Os militares envolvidos serão prontamente afastados de suas funções, e já foram instaurados os devidos procedimentos administrativos internos cabíveis para apuração dos demais fatos e responsabilização das condutas em nível disciplinar, com posterior aplicação das sanções consideradas cabíveis. Após os trâmites legais, os militares presos serão conduzidos ao Presídio Militar Estadual”, informou, em nota.
A corporação ressaltou que não coaduna com desvios de conduta e que isso não reflete o padrão de atuação do efetivo. Por fim, afirmou que colabora com o MPMS e ficará à disposição para todo o apoio necessário ao andamento das ações.
“A PMMS enfatiza que eventuais desvios de conduta individuais não refletem o padrão de atuação dos nossos homens e mulheres, que trabalham diuturnamente em todos os 79 municípios do estado, buscando sempre garantir a segurança da população sul-mato-grossense. Ressaltamos que a Instituição não coaduna com desvios de conduta ou procedimentos que extrapolem os limites operacionais estabelecidos em nossas doutrinas e diretrizes”, destacou.
Midiamax
Cassilândia Urgente: Ônibus e motocicleta se envolvem em acidente no centro de Cassilândia nesta tarde de sexta-feira
Um ônibus e uma motocicleta se chocaram na esquina da Avenida Juracy Lucas e Rua Sebastião Leal no limite do centro e Vila Pernambuco, em Cassilândia, nesta tarde de sexta-feira, 29 de maio, por volta das 16h.
De acordo com informações, a moto foi atingida pelo ônibus que virou para sair da Avenida Juracy Lucas e subir a Rua Sebastião Leal no sentido da Vila Pernambuco.
Felizmente não houve feridos, conforme relato de um morador.
Confira imagens feitas pelo Cassilândia Urgente.

Fotos: Pablo Alvarenga
Cassilândia Urgente: A Prefeitura de Cassilândia está sem dinheiro? A reforma do paço municipal está atrasada e o pagamento de servidores não saiu hoje
Essa é a grande dúvida em Cassilândia: como está a “saúde” financeira da Prefeitura Municipal?
Hoje, sexta-feira, 29 de maio, último dia útil do mês, a Câmara de Vereadores, presidida por Leandro Souza, pagou o salário dos servidores do Legislativo, o que, de acordo com informações, não ocorreu com os trabalhadores da Prefeitura de Cassilândia.
Alguns servidores municipais entraram em contato com o Cassilândia Urgente informando que o dinheiro não foi depositado na conta, como é de praxe, receber o salário no último dia útil de cada mês.
Eles disseram que a promessa é de que o pagamento será feito na próxima terça-feira, dia 2 de junho.
Um servidor municipal afirmou que “pelo jeito o nosso salário será pago com o primeiro repasse do mês subsequente, uma barrigada”.
OBRA ATRASADA
A reforma da sede da Prefeitura Municipal começou no dia 28 de maio do ano passado e deveria estar concluída no dia 15 de maio passado, conforme a placa de publicidade colocada na frente do prédio, mas o serviço não ficou pronto nem se sabe quando ficará, afinal não há sinais de homens trabalhando na obra.
Enquanto isso, a Prefeitura funciona provisoriamente no prédio do antigo Banco Santander, na Rua Amin José, onerando ainda mais o combalido caixa municipal.
Muitos cassilandenses estão indignados diante de uma gestão pública que esbanja ao promover festas com artistas famosos enquanto negligencia em serviços essenciais como saúde e educação, a exemplo da falta de atendimento e até do atraso na entrega dos prometidos uniformes escolares para parte dos alunos da rede municipal quase no meio do ano letivo.
Com a palavra quem interessar possa.
Confira as imagens festas agora à tarde pela reportagem.

Reforma paralisada um ano depois de iniciada

Sede provisória da Prefeitura em prédio alugado
Pais fazem alerta após suspeita de homem armado em escola

Comunicado teria sido enviado aos pais pelo WhatsApp. (Foto: Reprodução)
Pais de alunos de uma escola da Rede Estadual de Ensino repassam alerta de tentativa de invasão à instituição, localizada em Corumbá — cidade no oeste do Estado, a 430 quilômetros de Campo Grande. Segundo relatos, um homem armado teria tentado invadir o colégio nesta sexta-feira (29).
“Imagina o meu desespero ao receber uma mensagem dessa. Minha filha me ligou desesperada para que eu fosse buscá-la, porque tentaram entrar na escola com arma”, relata a mãe, que prefere não se identificar.
Conforme as informações, algumas crianças ignoraram os primeiros avisos imaginando que se tratava de um trote. “Hoje teria um trote dos alunos do 3º ano, então, algumas crianças da escola, no começo, não estavam acreditando”, afirma.
O comunicado supostamente enviado pela direção aos pais diz que as polícias Civil e Militar foram acionadas. A direção também teria solicitado que os pais e responsáveis que não pudessem buscar os alunos avisassem para que eles fossem colocados em um ônibus em segurança.
Midiamax
Enem 2026: inscrições vão até 5 de junho

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Falta uma semana para terminar o prazo de inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026. Os interessados devem se inscrever até a próxima sexta-feira, 5 de junho, na Página do Participante.
A inscrição no Enem 2026 é automática para os que estão terminando o ensino médio em escolas públicas. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar a participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.
De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição também precisam confirmar a participação no exame na Página do Participante.
Taxa de inscrição
Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. O pagamento da taxa deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.
Mais locais de provas
A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro. Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.
De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.
Ensino superior
O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sisu (Sistema de Seleção Unificada), Prouni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que tenham convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Midiamax
Jovem encontrado morto teria envolvimento na execução de ex-secretário

Richar David Rivarola Núñez, encontrado morto ao lado da motocicleta carbonizada; Fotos: Reprodução Ponta Porã News
Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, encontrado morto na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, teria participado da execução do ex-secretário de Assuntos Indígenas da província de Amambay, Eulalio Aquino Fleitas, na sexta-feira passada (22).
Perícias e imagens de câmeras de segurança identificaram que Richard conduzia a motocicleta no momento do crime. O autor dos disparos seria César Ramón López Jiménez, de 33 anos.
César é considerado um criminoso de alta periculosidade e tem extensa ficha criminal. Ele já havia sido alvo de operações policiais anteriores e possuía mandado de prisão em aberto por diversos crimes graves, conforme apuração do site local Ponta Porã News.
Autoridades paraguaias acreditam que o próprio César Ramón tenha assassinado Richard após terem matado Eulaulio. O assassinato pode ter sido motivado por um desacordo financeiro relacionado ao crime por encomenda, ou pela intenção de César de ficar sozinho com o dinheiro recebido pela execução do ex-secretário.
Lavagem de dinheiro: operação contra Rabicó do CV prende um

Antônio Ilário Ferreira é um dos traficantes de drogas mais antigos e procurados. (Reprodução/Disque Denúncia)
Suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas, uma mulher de 33 anos foi presa nesta sexta-feira (29), em Campo Grande. A prisão ocorre como parte da Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro com mandados cumpridos em Mato Grosso do Sul.
As ações ocorrem especialmente na região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), onde a equipe policial está desde as primeiras horas da manhã para cumprimento dos mandados. Dezessete investigados foram presos suspeitos de integrar um grupo que movimentou mais de R$ 453 milhões.
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de reciclagem, comércio de sucatas, contas bancárias de passagem, emissão de notas fiscais fraudulentas e intensa movimentação financeira entre empresas para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.
A operação possui abrangência interestadual, com alvos localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
Midiamax
Gigante da celulose ameaça levar megaprojeto de R$ 27 bilhões para o Paraguai

Planta de agroindústria chilena
Impasse judicial envolvendo licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul coloca em risco um dos maiores investimentos industriais do setor florestal brasileiro; Chilena CMPC cita “falta de previsibilidade” e já avalia o Paraguai como alternativa para projeto de celulose;
O Brasil pode perder um dos maiores investimentos privados previstos para a indústria de base florestal nos próximos anos. A chilena CMPC, uma das gigantes globais do setor de celulose, admitiu publicamente que avalia transferir para o Paraguai o chamado Projeto Natureza — uma megafábrica estimada entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões — caso o impasse envolvendo o licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul não seja resolvido até o fim de 2026.
O ponto central é que, para a economia, a sinalização acende um alerta que vai muito além do setor de celulose. O episódio recoloca no centro do debate um problema histórico apontado por investidores da indústria pesada, do agro e da infraestrutura: a lentidão regulatória, a insegurança jurídica e os conflitos institucionais que acabam travando projetos bilionários no Brasil.
O caso ganhou repercussão porque envolve um investimento estratégico, com capacidade prevista de produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano em Barra do Ribeiro (RS), além da possibilidade de um terminal próprio no Porto de Rio Grande para escoamento da produção.
Mas, nos bastidores, executivos do setor enxergam algo ainda mais relevante: a disputa entre competitividade regional e burocracia brasileira em um momento em que a América do Sul vive uma corrida global por investimentos ligados à bioeconomia, papel, celulose, madeira plantada e exportação de commodities industriais.
Paraguai entra no radar como concorrente direto do Brasil A fala do diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, repercutiu fortemente porque expõe uma mudança de lógica no mapa industrial sul-americano. Durante anos, o Brasil foi visto como destino natural para megaprojetos de celulose por reunir clima favorável, produtividade florestal elevada e ampla disponibilidade de terras para eucalipto.
Agora, porém, países vizinhos começam a avançar justamente em pontos onde o Brasil enfrenta críticas frequentes: previsibilidade regulatória, velocidade de licenciamento e segurança jurídica.
Segundo o executivo, se não houver definição até o final deste ano, o projeto pode perder prioridade junto aos fornecedores globais de tecnologia, atrasando entre dois e três anos.
A frase que mais repercutiu no mercado foi direta: o Paraguai teria “madeira e previsibilidade jurídica”.
Nos últimos anos, o Paraguai passou a atrair atenção crescente de investidores ligados ao agronegócio, energia e indústria de transformação. Custos operacionais mais baixos, incentivos fiscais e processos regulatórios mais rápidos têm sido usados como diferenciais competitivos para captar capital estrangeiro.
Embora o país ainda esteja distante da estrutura logística brasileira, a simples possibilidade de uma companhia desse porte estudar uma migração já é interpretada como um sinal importante para o ambiente de negócios regional.
O que trava o projeto da CMPC
O principal impasse está ligado a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que questiona o processo de licenciamento ambiental da nova planta industrial.
A discussão gira em torno da necessidade de realização da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores potencialmente impactados pelo empreendimento.
A exigência é baseada em normas internacionais relacionadas aos direitos de populações tradicionais, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), frequentemente utilizada em grandes projetos de mineração, energia e infraestrutura.
A CMPC, por sua vez, sustenta que a ampliação das exigências cria um cenário de insegurança que inviabiliza o cronograma industrial. O executivo da companhia classificou o cenário como um “imbróglio jurídico gigantesco”.
Nos bastidores do setor florestal, o receio é que o caso se transforme em precedente para novos entraves envolvendo projetos industriais de larga escala.
Brasil corre risco de perder protagonismo industrial?
O episódio envolvendo a CMPC acontece em um momento em que o Brasil tenta ampliar sua imagem global como potência da bioeconomia e líder em produção sustentável.
O setor de celulose costuma ser apresentado como uma das vitrines desse posicionamento, sobretudo pela forte presença de florestas plantadas, manejo certificado e baixa dependência de florestas nativas.
Entretanto, investidores internacionais acompanham com atenção o ambiente regulatório brasileiro. Em muitos casos, a velocidade de aprovação de projetos passou a ter peso semelhante ao custo operacional ou disponibilidade de matéria-prima.
Se a transferência para o Paraguai realmente avançar, o impacto poderá ser simbólico e econômico: perda potencial de empregos, arrecadação, movimentação logística e fortalecimento de um concorrente regional em uma cadeia estratégica para o agronegócio e a indústria exportadora.
Mais do que um caso isolado, o Projeto Natureza virou um retrato do dilema brasileiro entre desenvolvimento industrial, proteção ambiental e capacidade de execução. E, neste momento, o mercado observa atentamente qual dessas forças terá mais peso na decisão final da companhia.
Compre Rural / Thiago Pereira
