Chapadão do Sul: Acidente entre carro e moto deixa jovem ferido

Polícia Militar
Um sinistro de trânsito envolvendo um carro e uma motoneta foi registrado na manhã deste sábado (09), por volta das 9h33, na Avenida Quatro, quase em frente à Isabela Móveis, em Chapadão do Sul.
A vítima da motoneta, um jovem de 26 anos identificado pelas iniciais J.V.Q.S., estava consciente e orientado no momento do atendimento. Ele apresentava ferimentos abrasivos no queixo, braço e joelho direito.
Após receber os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada ao Pronto Atendimento Médico de Chapadão do Sul.
A Polícia Militar esteve no local realizando os trâmites legais e o levantamento das causas do acidente.
O Correio News
Mulher é jogada de carro em movimento e atropelada na BR

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Campo Grande. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Uma mulher de 44 anos ficou gravemente ferida após ser empurrada de um carro e atropelada no km 369 da BR-262, na região do Indubrasil, na noite de sexta-feira (8). O companheiro da vítima foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio.
Segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, o caso ocorreu por volta das 19h20. O casal é morador da região do Indrubrasil e estaria consumindo bebida alcoólica juntos, quando começou a discutir.
No caminho para a casa, o homem, que já possuía um mandado de prisão em aberto contra ele, teria empurrado a mulher para fora do carro. Com isso, ela caiu na rodovia e, na sequência, foi atropelada, no sentido Terenos a Campo Grande.
Após a tentativa de feminicídio, o homem fugiu do local do acidente, retornando para a casa. Já a vítima foi socorrida em estado grave pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para a Santa Casa de Campo Grande.
As equipes da Polícia Militar conseguiram prender o homem ainda em flagrante. No local, a equipe teria encontrado uma arma calibre .22 e munições também.
Midiamax
Cassilândia Urgente: Morre Pedro da Silva Passos, o Pedro Carioca
Morreu ontem, sexta-feira, 8 de maio, Pedro da Silva Passos, o popular Pedro Carioca, aos 80 anos, de causa natural, conforme familiar.
Ele morava no bairro Bom Jesus, em Cassilândia, era casado com Verônica Martins Passos, deixa três filhos e cinco netos.
Nascido em Cassilândia e lavrador até se aposentar, Pedro Carioca está sendo velado na Unapaz e o sepultamento será hoje às 15h BR no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia.

Pedro da Silva Passos, o popular Pedro Carioca
Mulher é perseguida na rua por ex com faca em Paranaíba: ‘não fica com mais ninguém’

Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba / Alex Santos/RCN 67
Uma mulher precisou buscar abrigo em um comércio após ser perseguida e ameaçada com uma faca pelo companheiro, na tarde desta sexta-feira (8), na região central de Paranaíba, município a 410 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de que uma mulher corria pelas ruas enquanto era perseguida por outra pessoa armada com uma faca.
Ao chegarem ao local, os policiais localizaram duas pessoas dentro de um estabelecimento comercial, onde a vítima havia conseguido se refugiar. Conforme o registro, o suspeito ainda tentou se aproximar da companheira e pedir perdão pelos atos praticados.
O homem estava bastante alterado e tentou fugir da abordagem policial, sendo necessário o uso de munição de elastômero para contê-lo. Ele foi algemado e colocado na viatura devido ao risco de fuga e ao possível porte da faca utilizada nas ameaças.
A vítima relatou à polícia que havia chegado em casa durante o horário de almoço e encontrado o companheiro sob efeito de drogas. Segundo ela, os dois decidiram encerrar o relacionamento, mas o suspeito não aceitou o término.
Ainda conforme o depoimento, o homem pegou uma faca na cozinha, foi até o quarto e colocou a arma no pescoço da vítima, afirmando que “se não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém”. Neste momento, a vítima conseguiu gritar por socorro à irmã e, em seguida, fugir da residência. Durante a perseguição, um motociclista ajudou a protegê-la e acionou a Polícia Militar.
Antes da chegada da equipe, o suspeito ainda teria ameaçado matar familiares da vítima caso fosse preso, alegando que possuía irmãos ‘bandidos’. A faca usada na ocorrência foi entregue à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher).
A vítima solicitou medidas protetivas e afirmou temer pela própria vida e pela segurança dos filhos pequenos. O caso foi registrado como ameaça no contexto de violência doméstica.
Top Midia News
Cassilândia: Mulher denuncia ex-marido por perseguição

A mulher requeriu medida protetiva de urgência. (Foto: Arquivo Diário Digital)
Vítima de perseguição denuncia ex-companheiro, um homem de 41 anos, por perseguição, nesta quinta-feira(07), em Cassilândia, cidade a 434 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher sofreu diversas violações desde a separação do casal, há três meses. O suspeito é visto frequentemente rondando o local de trabalho da vítima, quando a encontra em ambientes públicos, tenta abraçá-la e beijá-la sem o consentimento da mesma.
Além dessas agressões, o investigado a persegue enquanto a denunciante passeia com o filho, uma criança de 11 anos. Ele chegou a pular o muro da casa da ex-companheira, em busca de ter contato com a mulher.
A família da vítima está preocupada com toda a situação, pois mesmo bloqueando o suspeito das redes sociais e o contato, ele ligou para a mulher de onze números diferentes nos últimos dias. Diario Digital
Menina de oito anos morre após ir quatro vezes a unidades de saúde

Hannah Julia comemorando os 7 anos; na próxima terça-feira, ela faria 9 anos (Foto: Arquivo da família)
Hannah Julia, de 8 anos, viveu seus últimos dias de vida entre idas e vindas a unidades de saúde de Campo Grande. Ela passou uma vez pelo CRS (Centro Regional de Saúde) Cophavilla e três vezes pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, até morrer em 29 de abril.
Os pais da menina acreditam que houve negligência e que faltaram equipamentos e assistência adequados, principalmente na UPA, onde uma jovem também recebeu atendimento que está sendo questionado e ocorreu próximo à data. Essa outra paciente teve um aneurisma cerebral e faleceu dois dias antes da menina.
A família falou sobre o caso que envolve a criança hoje (8), às vésperas de ajuizarem uma ação contra o Município. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) ainda não se manifestou sobre os relatos.
Supervisor de obras, pastor e pai de Hannah, Jeremias Rodrigues, 53, lamenta ter precisado desfazer a festa que organizou para o aniversário da filha, que seria na próxima terça-feira (12). Ele se emociona ao dizer que também não terá a companhia dela todas as manhãs.
“Não consigo mais acordar e fazer minhas leituras porque tenho a sensação de que ela vai chegar e falar: ‘você está aí, seu cabeçudo’. A Hannah pegava o tablet dela e ficava do meu lado, perguntando o que eu estava lendo, ela sempre se interessava. Antes de dormir, orava por mim, pela irmã e pela mãe todos os dias”, conta.
Dona de casa e mãe da criança, Sara Romeiro relata que passou cerca de 20 minutos com a filha nos braços na UPA Leblon, andando de porta em porta tentando encontrar uma sala onde pudessem medicá-la.
“Me deram duas ampolas de medicamento na mão e em toda a sala que eu entrava para deixar ela, falavam que não era lá. Não tinha vaga”, diz a mãe.
A paciente começou a ficar rígida, a ter dificuldade para respirar e a convulsionar, segundo os pais. “Foi aí que se apavoraram, pegaram ela do meu colo, desocuparam uma maca para ela deitar e não deixaram mais eu ficar perto”, continua Sara.
Jeremias afirma que não havia cilindros de oxigênio na UPA e que o ambu, usado para ventilação manual, estava aparentemente com defeito. Depois, conforme o que a equipe informou aos pais, Hannah foi entubada. Morreu horas depois, de madrugada.
Exames – A menina foi levada ao CRS em 24 de abril por estar com sintomas respiratórios e febre alta. Os primeiros exames apontaram um quadro viral.
Foi levada à UPA no dia 27, após uma piora. A glicemia foi aferida e estava em 151 mg/dL, de acordo com o que Sara ouviu de uma médica. “Ela disse que era normal, mas estranhei”, afirma.
No CRS e na UPA, a paciente recebeu dipirona e soro fisiológico. Os pais foram orientados a levar a criança para casa três vezes. Só teriam que retornar caso ela se sentisse mal novamente.
Com vômitos constantes e inchaço ao redor dos olhos, ela esteve na UPA Leblon duas vezes no dia 28. Na última ida, já estava pálida, com dores em todo o corpo, inclusive na nuca, e não conseguia andar. Outro sintoma era calafrio.
Um raio-x e mais outros novos exames seriam feitos, mas a mãe pediu que a medicação fosse dada antes devido ao estado da menina.
Causa – O atestado de óbito que a família recebeu diz que houve uma parada cardiorrespiratória com choque por motivo a esclarecer. A família aguarda sair um laudo do Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal).
“Ela estava ‘dando’ estrelinha no último domingo. A gente não foi na UPA para passear. A gente foi porque precisava de socorro imediato, vendo o estado dela. Ela não vai voltar. Queremos Justiça para que outras pessoas não passem por isso”, finaliza o pai.
Campo Grande News
JK foi assassinado pela ditadura, conclui relatório de comissão de mortos e desaparecidos

Imagem: Reprodução
Assassinado pela ditadura: a menos de três meses de se completarem 50 anos da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, um novo relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos aponta que JK foi vítima de uma ação da ditadura militar, contrariando a versão oficial sustentada por décadas de que sua morte teria sido causada por um acidente automobilístico.
O documento, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso na comissão, está em fase final de análise pelos conselheiros e deve ser votado em breve. Com mais de 5 mil páginas, incluindo anexos, o relatório reúne investigações anteriores e sustenta que a morte de JK, em 22 de agosto de 1976, foi violenta e decorrente de perseguição política.
Reviravolta em caso histórico
A possível conclusão marca uma reviravolta em um dos episódios mais controversos da história recente do país. A CEMDP, órgão de Estado criado em 1995, tem como função reconhecer mortes e desaparecimentos ligados à repressão política entre 1961 e 1988, além de emitir pareceres e buscar esclarecimento histórico.
A decisão de reabrir o caso reacendeu debates que se arrastam há décadas. Na época, o carro em que JK estava, um Opala dirigido por seu motorista Geraldo Ribeiro, colidiu com uma carreta na Via Dutra após perder o controle. Ambos morreram no local.
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Versões divergentes
Investigações conduzidas durante a ditadura e posteriormente pela Comissão Nacional da Verdade concluíram que o acidente teria sido causado após uma suposta colisão com um ônibus ao tentar uma ultrapassagem.
No entanto, outras apurações — incluindo comissões estaduais da verdade e estudos independentes — levantaram a hipótese de atentado político. Essas investigações apontam que não houve contato com o ônibus e sugerem que o veículo pode ter sido sabotado ou que o motorista tenha sido alvo de ação externa.
Perícia e falhas nas investigações
Um dos principais elementos considerados no novo relatório é um inquérito do Ministério Público Federal concluído em 2019. Embora não tenha comprovado o atentado, o documento identificou falhas graves nas investigações da época, como ausência de exames toxicológicos completos e inconsistências nos laudos periciais.
Uma análise técnica conduzida pelo engenheiro Sergio Ejzenberg reforçou essas dúvidas ao descartar, com base em simulações e reavaliações, a hipótese de colisão com o ônibus. Segundo ele, os laudos utilizados anteriormente eram inconsistentes.
Contexto político reforça suspeitas
O relatório também destaca o contexto político da época. Cassado pelo regime militar em 1964, JK era uma figura central da oposição e integrante da Frente Ampla. Seu nome teria sido citado em comunicações ligadas à Operação Condor, aliança entre ditaduras sul-americanas para eliminar adversários políticos.
Esse cenário reforça a tese de que sua morte pode ter sido resultado de uma ação coordenada do regime.
JK foi assassinado pela ditadura: os desdobramentos
Caso aprovado, o parecer da comissão poderá reconhecer oficialmente JK como vítima da ditadura. Isso abriria caminho para a retificação de sua certidão de óbito e também da de seu motorista, incluindo a causa da morte como violenta e ligada ao Estado.
Diferentemente de outros casos, como o da estilista Zuzu Angel, não haverá implicações financeiras, já que o prazo legal para pedidos de indenização já expirou. O objetivo central da reavaliação é o esclarecimento histórico.
Nos bastidores, a tendência é de aprovação do relatório pela maioria dos conselheiros, embora haja divergências internas. Integrantes ligados ao Ministério da Defesa e ao Ministério Público demonstraram cautela quanto à reabertura do caso.
Fabricio Moretti
Chapadão do Sul: Acidente entre carro e moto deixa jovem ferido

Polícia Militar
Um sinistro de trânsito envolvendo um carro e uma motoneta foi registrado na manhã deste sábado (09), por volta das 9h33, na Avenida Quatro, quase em frente à Isabela Móveis, em Chapadão do Sul.
A vítima da motoneta, um jovem de 26 anos identificado pelas iniciais J.V.Q.S., estava consciente e orientado no momento do atendimento. Ele apresentava ferimentos abrasivos no queixo, braço e joelho direito.
Após receber os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada ao Pronto Atendimento Médico de Chapadão do Sul.
A Polícia Militar esteve no local realizando os trâmites legais e o levantamento das causas do acidente.
O Correio News
Mulher é jogada de carro em movimento e atropelada na BR

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Campo Grande. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Uma mulher de 44 anos ficou gravemente ferida após ser empurrada de um carro e atropelada no km 369 da BR-262, na região do Indubrasil, na noite de sexta-feira (8). O companheiro da vítima foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio.
Segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, o caso ocorreu por volta das 19h20. O casal é morador da região do Indrubrasil e estaria consumindo bebida alcoólica juntos, quando começou a discutir.
No caminho para a casa, o homem, que já possuía um mandado de prisão em aberto contra ele, teria empurrado a mulher para fora do carro. Com isso, ela caiu na rodovia e, na sequência, foi atropelada, no sentido Terenos a Campo Grande.
Após a tentativa de feminicídio, o homem fugiu do local do acidente, retornando para a casa. Já a vítima foi socorrida em estado grave pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para a Santa Casa de Campo Grande.
As equipes da Polícia Militar conseguiram prender o homem ainda em flagrante. No local, a equipe teria encontrado uma arma calibre .22 e munições também.
Midiamax
Cassilândia Urgente: Morre Pedro da Silva Passos, o Pedro Carioca
Morreu ontem, sexta-feira, 8 de maio, Pedro da Silva Passos, o popular Pedro Carioca, aos 80 anos, de causa natural, conforme familiar.
Ele morava no bairro Bom Jesus, em Cassilândia, era casado com Verônica Martins Passos, deixa três filhos e cinco netos.
Nascido em Cassilândia e lavrador até se aposentar, Pedro Carioca está sendo velado na Unapaz e o sepultamento será hoje às 15h BR no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia.

Pedro da Silva Passos, o popular Pedro Carioca
Mulher é perseguida na rua por ex com faca em Paranaíba: ‘não fica com mais ninguém’

Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba / Alex Santos/RCN 67
Uma mulher precisou buscar abrigo em um comércio após ser perseguida e ameaçada com uma faca pelo companheiro, na tarde desta sexta-feira (8), na região central de Paranaíba, município a 410 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de que uma mulher corria pelas ruas enquanto era perseguida por outra pessoa armada com uma faca.
Ao chegarem ao local, os policiais localizaram duas pessoas dentro de um estabelecimento comercial, onde a vítima havia conseguido se refugiar. Conforme o registro, o suspeito ainda tentou se aproximar da companheira e pedir perdão pelos atos praticados.
O homem estava bastante alterado e tentou fugir da abordagem policial, sendo necessário o uso de munição de elastômero para contê-lo. Ele foi algemado e colocado na viatura devido ao risco de fuga e ao possível porte da faca utilizada nas ameaças.
A vítima relatou à polícia que havia chegado em casa durante o horário de almoço e encontrado o companheiro sob efeito de drogas. Segundo ela, os dois decidiram encerrar o relacionamento, mas o suspeito não aceitou o término.
Ainda conforme o depoimento, o homem pegou uma faca na cozinha, foi até o quarto e colocou a arma no pescoço da vítima, afirmando que “se não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém”. Neste momento, a vítima conseguiu gritar por socorro à irmã e, em seguida, fugir da residência. Durante a perseguição, um motociclista ajudou a protegê-la e acionou a Polícia Militar.
Antes da chegada da equipe, o suspeito ainda teria ameaçado matar familiares da vítima caso fosse preso, alegando que possuía irmãos ‘bandidos’. A faca usada na ocorrência foi entregue à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher).
A vítima solicitou medidas protetivas e afirmou temer pela própria vida e pela segurança dos filhos pequenos. O caso foi registrado como ameaça no contexto de violência doméstica.
Top Midia News
Cassilândia: Mulher denuncia ex-marido por perseguição

A mulher requeriu medida protetiva de urgência. (Foto: Arquivo Diário Digital)
Vítima de perseguição denuncia ex-companheiro, um homem de 41 anos, por perseguição, nesta quinta-feira(07), em Cassilândia, cidade a 434 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher sofreu diversas violações desde a separação do casal, há três meses. O suspeito é visto frequentemente rondando o local de trabalho da vítima, quando a encontra em ambientes públicos, tenta abraçá-la e beijá-la sem o consentimento da mesma.
Além dessas agressões, o investigado a persegue enquanto a denunciante passeia com o filho, uma criança de 11 anos. Ele chegou a pular o muro da casa da ex-companheira, em busca de ter contato com a mulher.
A família da vítima está preocupada com toda a situação, pois mesmo bloqueando o suspeito das redes sociais e o contato, ele ligou para a mulher de onze números diferentes nos últimos dias. Diario Digital
Menina de oito anos morre após ir quatro vezes a unidades de saúde

Hannah Julia comemorando os 7 anos; na próxima terça-feira, ela faria 9 anos (Foto: Arquivo da família)
Hannah Julia, de 8 anos, viveu seus últimos dias de vida entre idas e vindas a unidades de saúde de Campo Grande. Ela passou uma vez pelo CRS (Centro Regional de Saúde) Cophavilla e três vezes pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, até morrer em 29 de abril.
Os pais da menina acreditam que houve negligência e que faltaram equipamentos e assistência adequados, principalmente na UPA, onde uma jovem também recebeu atendimento que está sendo questionado e ocorreu próximo à data. Essa outra paciente teve um aneurisma cerebral e faleceu dois dias antes da menina.
A família falou sobre o caso que envolve a criança hoje (8), às vésperas de ajuizarem uma ação contra o Município. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) ainda não se manifestou sobre os relatos.
Supervisor de obras, pastor e pai de Hannah, Jeremias Rodrigues, 53, lamenta ter precisado desfazer a festa que organizou para o aniversário da filha, que seria na próxima terça-feira (12). Ele se emociona ao dizer que também não terá a companhia dela todas as manhãs.
“Não consigo mais acordar e fazer minhas leituras porque tenho a sensação de que ela vai chegar e falar: ‘você está aí, seu cabeçudo’. A Hannah pegava o tablet dela e ficava do meu lado, perguntando o que eu estava lendo, ela sempre se interessava. Antes de dormir, orava por mim, pela irmã e pela mãe todos os dias”, conta.
Dona de casa e mãe da criança, Sara Romeiro relata que passou cerca de 20 minutos com a filha nos braços na UPA Leblon, andando de porta em porta tentando encontrar uma sala onde pudessem medicá-la.
“Me deram duas ampolas de medicamento na mão e em toda a sala que eu entrava para deixar ela, falavam que não era lá. Não tinha vaga”, diz a mãe.
A paciente começou a ficar rígida, a ter dificuldade para respirar e a convulsionar, segundo os pais. “Foi aí que se apavoraram, pegaram ela do meu colo, desocuparam uma maca para ela deitar e não deixaram mais eu ficar perto”, continua Sara.
Jeremias afirma que não havia cilindros de oxigênio na UPA e que o ambu, usado para ventilação manual, estava aparentemente com defeito. Depois, conforme o que a equipe informou aos pais, Hannah foi entubada. Morreu horas depois, de madrugada.
Exames – A menina foi levada ao CRS em 24 de abril por estar com sintomas respiratórios e febre alta. Os primeiros exames apontaram um quadro viral.
Foi levada à UPA no dia 27, após uma piora. A glicemia foi aferida e estava em 151 mg/dL, de acordo com o que Sara ouviu de uma médica. “Ela disse que era normal, mas estranhei”, afirma.
No CRS e na UPA, a paciente recebeu dipirona e soro fisiológico. Os pais foram orientados a levar a criança para casa três vezes. Só teriam que retornar caso ela se sentisse mal novamente.
Com vômitos constantes e inchaço ao redor dos olhos, ela esteve na UPA Leblon duas vezes no dia 28. Na última ida, já estava pálida, com dores em todo o corpo, inclusive na nuca, e não conseguia andar. Outro sintoma era calafrio.
Um raio-x e mais outros novos exames seriam feitos, mas a mãe pediu que a medicação fosse dada antes devido ao estado da menina.
Causa – O atestado de óbito que a família recebeu diz que houve uma parada cardiorrespiratória com choque por motivo a esclarecer. A família aguarda sair um laudo do Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal).
“Ela estava ‘dando’ estrelinha no último domingo. A gente não foi na UPA para passear. A gente foi porque precisava de socorro imediato, vendo o estado dela. Ela não vai voltar. Queremos Justiça para que outras pessoas não passem por isso”, finaliza o pai.
Campo Grande News
JK foi assassinado pela ditadura, conclui relatório de comissão de mortos e desaparecidos

Imagem: Reprodução
Assassinado pela ditadura: a menos de três meses de se completarem 50 anos da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, um novo relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos aponta que JK foi vítima de uma ação da ditadura militar, contrariando a versão oficial sustentada por décadas de que sua morte teria sido causada por um acidente automobilístico.
O documento, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso na comissão, está em fase final de análise pelos conselheiros e deve ser votado em breve. Com mais de 5 mil páginas, incluindo anexos, o relatório reúne investigações anteriores e sustenta que a morte de JK, em 22 de agosto de 1976, foi violenta e decorrente de perseguição política.
Reviravolta em caso histórico
A possível conclusão marca uma reviravolta em um dos episódios mais controversos da história recente do país. A CEMDP, órgão de Estado criado em 1995, tem como função reconhecer mortes e desaparecimentos ligados à repressão política entre 1961 e 1988, além de emitir pareceres e buscar esclarecimento histórico.
A decisão de reabrir o caso reacendeu debates que se arrastam há décadas. Na época, o carro em que JK estava, um Opala dirigido por seu motorista Geraldo Ribeiro, colidiu com uma carreta na Via Dutra após perder o controle. Ambos morreram no local.
- Brasília 65 anos: saiba por que a capital foi construída dentro de Goiás
Versões divergentes
Investigações conduzidas durante a ditadura e posteriormente pela Comissão Nacional da Verdade concluíram que o acidente teria sido causado após uma suposta colisão com um ônibus ao tentar uma ultrapassagem.
No entanto, outras apurações — incluindo comissões estaduais da verdade e estudos independentes — levantaram a hipótese de atentado político. Essas investigações apontam que não houve contato com o ônibus e sugerem que o veículo pode ter sido sabotado ou que o motorista tenha sido alvo de ação externa.
Perícia e falhas nas investigações
Um dos principais elementos considerados no novo relatório é um inquérito do Ministério Público Federal concluído em 2019. Embora não tenha comprovado o atentado, o documento identificou falhas graves nas investigações da época, como ausência de exames toxicológicos completos e inconsistências nos laudos periciais.
Uma análise técnica conduzida pelo engenheiro Sergio Ejzenberg reforçou essas dúvidas ao descartar, com base em simulações e reavaliações, a hipótese de colisão com o ônibus. Segundo ele, os laudos utilizados anteriormente eram inconsistentes.
Contexto político reforça suspeitas
O relatório também destaca o contexto político da época. Cassado pelo regime militar em 1964, JK era uma figura central da oposição e integrante da Frente Ampla. Seu nome teria sido citado em comunicações ligadas à Operação Condor, aliança entre ditaduras sul-americanas para eliminar adversários políticos.
Esse cenário reforça a tese de que sua morte pode ter sido resultado de uma ação coordenada do regime.
JK foi assassinado pela ditadura: os desdobramentos
Caso aprovado, o parecer da comissão poderá reconhecer oficialmente JK como vítima da ditadura. Isso abriria caminho para a retificação de sua certidão de óbito e também da de seu motorista, incluindo a causa da morte como violenta e ligada ao Estado.
Diferentemente de outros casos, como o da estilista Zuzu Angel, não haverá implicações financeiras, já que o prazo legal para pedidos de indenização já expirou. O objetivo central da reavaliação é o esclarecimento histórico.
Nos bastidores, a tendência é de aprovação do relatório pela maioria dos conselheiros, embora haja divergências internas. Integrantes ligados ao Ministério da Defesa e ao Ministério Público demonstraram cautela quanto à reabertura do caso.
Fabricio Moretti



