Hospital do Câncer inaugura “Ala do Agro” construída com doações de 25 famílias

Famílias do agro mostram placa com nome de doadores (Foto: Osmar Veiga).
O HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão) inaugurou nesta segunda-feira (27), em Campo Grande, o 5º andar da unidade, batizado de “Ala Famílias do Agro”. O novo pavimento, com 32 leitos destinados ao atendimento de pacientes oncológicos, foi viabilizado integralmente por doações de 25 famílias do agronegócio, que contribuíram com R$ 50 mil cada, somando R$ 1,25 milhão.
A cerimônia de entrega reuniu autoridades como o governador Eduardo Riedel (PP) e a prefeita Adriane Lopes (PP), além de representantes das famílias doadoras e da direção do hospital.
A iniciativa foi organizada a partir do conselho curador do hospital e é considerada inédita no Estado. Um dos representantes das famílias doadoras, Ruy Fachini Filho, classificou a mobilização como um marco. “É uma ação sem precedentes. Eu acho que o agro entrou nesse hospital para mostrar o quanto as famílias são comprometidas e o quanto essa ação vai nos ajudar e agregar muito ao nosso estado. Hoje, o hospital é responsável por 70% dos atendimentos e nós vamos chegar a 100%”, afirmou Ruy.

Segundo Ruy, na última sexta-feira (24), as famílias doadoras foram convidadas para conhecer o andar entregue, a ala do agro, ocasião em que também foi apresentado o projeto do 7º andar, que será a ala de pediatria. “Já conseguimos 20 famílias, mas ainda vamos precisar de mais 15. Então isso não tem preço. Essa credibilidade, essa generosidade”, disse.
Durante a inauguração, a presidente do HCAA, Sueli Lopes Telles, destacou o impacto direto na capacidade de atendimento do hospital. “O hospital vem ampliando cada vez mais a oferta de vagas, para diminuir a fila de internações. Isso amplia o atendimento, com certeza. Cirurgias, internações, quimioterapia, radioterapia, todos precisam de internação. Então isso amplia o tratamento oncológico”, explicou.

Sueli também detalhou outras etapas em andamento no hospital, como a previsão de inauguração do segundo andar no final de maio, que conta com parceria público-privada com o Sicredi. “O governo do Estado investiu 70%, e agora o Sicredi está investindo R$ 1,25 milhão. São 20 novos leitos de UTI, uma UTI totalmente moderna. Provavelmente será inaugurada no final de maio”, disse.
Além disso, ela informou que está prevista a instalação de um novo acelerador linear até o fim de junho. “É um dos melhores que tem no Brasil, semelhante ao que o Hospital Albert Einstein disponibiliza ao SUS”, afirmou.
O prédio do hospital foi concluído em 2012 e passou a funcionar parcialmente a partir de 2016. A expansão vem ocorrendo de forma gradual, com entregas sucessivas de novos pavimentos. Em setembro de 2025, foi inaugurado o 4º andar.

Parcerias — Durante a inauguração da nova ala, representantes do poder público destacaram o apoio a parcerias público-privadas. Um dos que defendeu o modelo foi o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões.
“Novos leitos para o SUS são sempre uma boa notícia, mas o que eu gostaria de ressaltar é a importância da participação da sociedade civil organizada no financiamento de leitos hospitalares. Isso, para mim, é o mais relevante de hoje”, afirmou Simões.
O posicionamento também foi reiterado por Riedel, que defendeu a colaboração e projetou a continuidade da expansão. “A gente tem que, cada vez mais, ter a participação da sociedade nesses processos. A construção está sendo estruturada e acredito que até o ano que vem estejam completamente finalizados os nove andares”, disse.
Riedel também destacou o papel do Estado no custeio da unidade, com repasses de cerca de R$ 35 milhões. “Esse é o custeio do hospital que a gente tem repassado. E representa isso que a gente está vendo aqui: um saguão cheio de pessoas a serem atendidas, a grande maioria pacientes do SUS, de maneira gratuita, atendidos 100%”.
Já a prefeita Adriane ressaltou a importância das parcerias e destacou o impacto regional da unidade. “O Hospital Alfredo Abrão atende cerca de 73% da população de Mato Grosso do Sul e tem grande relevância no tratamento oncológico em todas as áreas”, afirmou.
Loja de utilidades terá que pagar R$ 5 mil em indenização por constranger cliente

Foto ilustrativa de comércio. (Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)
Uma loja de utilidades domésticas foi condenada a indenizar uma consumidora abordada por funcionários da loja sob o argumento de que não havia realizado o pagamento de suas compras. A decisão é da A 13ª Vara Cível de Campo Grande. A decisão condenou a empresa ao pagamento de R$ 109 por danos materiais, equivalente ao valor das mercadorias não entregues, e R$ 5 mil por danos morais.
Conforme os autos, a cliente efetuou compras no valor de R$ 109 e, após pagar e sair da loja, foi abordada por funcionários no estacionamento sob a alegação de que ela não havia pagado a mercadoria. Os funcionários disseram que o valor tinha sido estornado e, por esse motivo, não permitiram que ela permanecesse com os produtos, chegando a retirá-los.
De acordo com a denúncia, o ocorrido foi no dia de inauguração da loja, em ambiente com grande circulação de pessoas, o que agravou o constrangimento da consumidora. Posteriormente, ficou comprovado que não houve estorno e que o pagamento foi efetivado, conforme documentos e informações prestadas pela instituição financeira.
O juiz Fábio Henrique Calazans Ramos afirmou em decisão que a conduta da empresa, ainda que sob justificativa de prevenção a fraudes, foi desproporcional e baseada em falha operacional interna, que não pode ser transferida ao consumidor.
A sentença também apontou que a empresa não apresentou provas para afastar a versão dos fatos, inclusive deixando de juntar imagens do ocorrido que estariam sob sua posse.
O juízo então reconheceu a ocorrência de falha na prestação do serviço e entendeu configurado o dano moral, uma vez que a situação expôs a consumidora a constrangimento público.
Midiamax
Raio atinge rede elétrica e fio de alta tensão cai em rua de Água Clara

Equipe da Energisa foi ao local (Portal Mídia Clara)
Raio atingiu rede elétrica e fio de alta tensão caiu durante chuva em rua de Água Clara, cidade a 192 quilômetros de Campo Grande, na noite desta terça-feira (28).
O fio de alta tensão caiu no meio da via após um raio atingir a rede elétrica, nas proximidades da COBB, sentido perímetro urbano.
O fio está exposto no meio da rua e a área foi isolada por equipes de brigadistas da Equilíbrio e da Suzano que atuam no local, conforme o Portal Mídia Clara. A Energisa foi acionada ao local.
Midiamax
Pela primeira vez, Cassilândia representa MS em conselho nacional da previdência pública
A PREVISCA (Previdência Social dos Servidores Municipais de Cassilândia) passou a integrar o Conselho Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social (Conaprev), após eleição realizada em reunião nacional, garantindo pela primeira vez representação de Mato Grosso do Sul no órgão.
O resultado foi alcançado durante a 84ª Reunião Ordinária do Conaprev, realizada nos dias 30 e 31 de março, em Goiânia (GO).
O encontro reuniu representantes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, com foco no fortalecimento e na sustentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Um dos principais destaques foi a eleição da ADIMP-MS (Associação dos Institutos Municipais de Previdência de Mato Grosso do Sul) para integrar o Conselho Nacional, ampliando a presença de Mato Grosso do Sul nas decisões do setor.
Na composição, o presidente da ADIMP-MS, Michel Vaz Morrisson, assumiu como membro titular. Já o diretor-presidente da PREVISCA, Eberton Costa de Oliveira (Beto), que também é presidente do Conselho Fiscal da entidade, foi eleito suplente. É a primeira vez que um representante de Mato Grosso do Sul ocupa espaço no Conaprev.
“Essa conquista é fruto de muito trabalho e comprometimento com a boa gestão dos RPPS. Vamos levar a voz de Mato Grosso do Sul para as decisões nacionais e contribuir com o fortalecimento da previdência pública no Brasil”, afirmou Michel Vaz Morrisson.
Eberton Costa de Oliveira também destacou a importância da representação. “É uma grande responsabilidade representar Cassilândia e nosso Estado em um conselho nacional tão importante. Vamos atuar com seriedade, contribuindo com os debates e defendendo os interesses dos regimes próprios”, ressaltou.
O evento contou com a presença de autoridades como Gilvan Cândido, presidente do Conaprev, e Allex Albert Rodrigues, diretor do Departamento de RPPS do Ministério da Previdência Social, além de representantes de tribunais de contas e institutos de previdência de todo o país. Durante a abertura, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, destacou a importância do encontro para o avanço da gestão previdenciária no Brasil.
A participação da PREVISCA reforça o destaque de Cassilândia no cenário estadual e nacional, evidenciando o trabalho técnico desenvolvido na gestão previdenciária municipal.
Pastor é condenado a 71 anos após perseguir e estuprar a filha

Fachada do Fórum Cível e Criminal de Campo Grande, onde funciona a 2ª Vara de Violência Doméstica. (Foto: Henrique Kawaminami)
Pastor de 54 anos foi condenado a 71 anos de prisão em regime fechado por abusar da própria filha por seis anos, entre os 13 e 21 anos de idade, em Campo Grande. A violência começou com maior intensidade em 2017, enquanto a mãe da menina enfrentava tratamento de câncer. Decisão da juíza Adriana Lampert, da 2ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher evidencia o caráter recorrente dos estupros.
O homem foi preso em abril do ano passado e, mesmo após vários pedidos de liberdade, continuou atrás das grades, conforme as decisões judiciais do período. Em um dos habeas corpus negados, a decisão destaca que havia risco de aliciamento de testemunhas e até de fuga para o Paraguai. O autor é natural de Ponta Porã (MS), o que facilitaria sua ida ao país vizinho.
Num dos trechos de determinação que negou a liberdade, a prisão foi considerada necessária “para evitar que o representado, venha a ameaçar e aliciar a vítima, o que já está ocorrendo, pois, como informado pela vítima à autoridade policial, o representado está lhe enviando, pessoalmente e pelo irmão da vítima, mensagens de texto, para demovê-la da ideia de levar os fatos ao conhecimento da autoridade policial. Assim como tem feito com a vítima, é fundada a suspeita de que o representado também tentará ameaçar e aliciar testemunhas”.
Na sentença atual que o condenou, a magistrada destacou que o autor utilizava a posição de autoridade para intimidar a adolescente e manter controle sobre sua rotina. Na época, ele atuava como pastor. A investigação apontou que ele monitorava a filha de forma constante, inclusive com uso de tecnologia para rastrear o celular e acompanhar seus deslocamentos.
A sentença descreve ainda que os abusos eram repetidos e planejados e o réu chegou a estabelecer códigos para exigir comportamentos da vítima, mantendo um padrão de vigilância, ameaças e pressão psicológica ao longo dos anos.
Outro contexto analisado para a condenação foi o período em que os abusos começaram. Conforme destacado pela juíza, os crimes ocorreram em um período de fragilidade, enquanto a mãe da vítima enfrentava um câncer. Após a morte dela, em 2021, a situação se agravou. De acordo com os autos, o homem passou a impor um controle ainda mais rígido, com ameaças e episódios de agressão.
Na dosimetria da pena, a magistrada apontou que a culpabilidade é acentuada, principalmente pelo vínculo entre agressor e vítima e pelas circunstâncias em que os crimes foram praticados. A decisão também reconheceu a prática de perseguição e violência psicológica, além das demais violações.
O caso tramita em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima.
Campo Grande News
Jovem morre após sofrer aneurisma em casa e família questiona atendimento médico

Jovem de 23 anos foi encontrada morta.
Jovem de 23 anos foi encontrada morta no banheiro de casa e família aponta falha no atendimento médico, diante de uma série de idas à unidade de saúde por fortes dores de cabeça. Segundo a mãe, Carla Vieira, de 40 anos, o laudo indica que a causa da morte foi choque neurogênico após rompimento de aneurisma cerebral.
De acordo com Carla, Gabriella Vieira, sua filha, se arrumava na manhã desta segunda-feira (27) para o trabalho quando começou a passar mal. O marido estranhou a demora e foi até o banheiro, onde a encontrou caída. “Ele começou a fazer massagem cardíaca e chamou os bombeiros. Tentaram reanimar por mais de uma hora, mas não conseguiram salvar ela”, relata.
Após a constatação da morte, equipes da Polícia Civil estiveram na residência para os procedimentos de praxe. O esposo chegou a ser encaminhado à DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), mas foi liberado após prestar depoimento.
O boletim policial menciona a presença de latas de energético na casa, mas a mãe contesta a informação e nega qualquer relação com a causa da morte. “A necropsia saiu e foi um choque neurogênico e aneurisma cerebral que se rompeu. Não tinha latas de energético nem bebidas na casa dela”, afirma.
Carla conta que a filha sofria com dores de cabeça frequentes, inicialmente associadas a enxaquecas, mas que se intensificaram nos últimos meses. A última crise ocorreu no dia 18, nove dias antes da morte.
“Ela já havia ido à UPA com fortes dores de cabeça, foi medicada e liberada sem nenhum exame adicional que poderia ter salvado a vida dela antes do aneurisma se romper, pois ela não sabia que tinha. A última vez foi no dia 18, quando foi à UPA Leblon, tomou medicação e foi liberada”, relata.
O corpo de Gabriella é velado na manhã desta terça-feira (28), e o sepultamento está previsto para as 13h30, no Memorial Park. Abalada, a mãe descreve a dor da perda como “despedaçadora”. “Ela era cristã, trabalhadora, doadora de sangue, ótima filha, esposa e irmã, um exemplo de ser humano. Tão linda, com uma vida toda pela frente”, disse.
Questionada sobre possível responsabilização pelo atendimento, Carla afirma que a família quer que o caso seja conhecido. “Sobre a falta de atendimento, todos precisam saber. Somos humanos e não podemos estar largados pelo poder público, ao Deus dará”, declarou.
A reportagem procurou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para esclarecimentos sobre o atendimento prestado à jovem. Até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.
Campo Grande News
Mãe de bebê que teria sido estuprada pelo padrasto é presa

DEPCA (Henrique Arakaki, Midiamax)
O padrasto suspeito de esturpar o próprio enteado, bebê de apenas um ano, na manhã desta terça-feira (28), no bairro Vila Santa Luzia, em Campo Grande, afirmou que a criança teria sofrido uma queda no banheiro, nessa segunda-feira (27), mas que não teria sido levada ao hospital.
Segundo o boletim de ocorrência, o padrasto afirma que, quando foi pegar o enteado para dar banho, percebeu que ele estava sem movimentos. Ele, então, teria acionado o Samu (Serviço Móvel de Urgência) e ligado para sua esposa.
Na coberta do bebê e na cama do casal havia vestígios de sangue, o que levantou suspeita na equipe policial de possível abuso sexual. Dessa forma, o padrasto e a mãe da criança foram conduzidos à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Prisão em flagrante
O padrasto foi autuado em flagrante por maus-tratos majorado e estupro de vulnerável, com causa de aumento de pena. A autoridade policial representou pela prisão preventiva, por conta da gravidade dos fatos.
Quanto à mãe da criança, foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos majorado. Ambos aguardam audiência de custódia.
Na varanda da casa onde o crime aconteceu ainda foi encontrada porção de maconha. A mulher informou que na noite passada o casal fez uso da substância.
Midiamax
Hospital do Câncer inaugura “Ala do Agro” construída com doações de 25 famílias

Famílias do agro mostram placa com nome de doadores (Foto: Osmar Veiga).
O HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão) inaugurou nesta segunda-feira (27), em Campo Grande, o 5º andar da unidade, batizado de “Ala Famílias do Agro”. O novo pavimento, com 32 leitos destinados ao atendimento de pacientes oncológicos, foi viabilizado integralmente por doações de 25 famílias do agronegócio, que contribuíram com R$ 50 mil cada, somando R$ 1,25 milhão.
A cerimônia de entrega reuniu autoridades como o governador Eduardo Riedel (PP) e a prefeita Adriane Lopes (PP), além de representantes das famílias doadoras e da direção do hospital.
A iniciativa foi organizada a partir do conselho curador do hospital e é considerada inédita no Estado. Um dos representantes das famílias doadoras, Ruy Fachini Filho, classificou a mobilização como um marco. “É uma ação sem precedentes. Eu acho que o agro entrou nesse hospital para mostrar o quanto as famílias são comprometidas e o quanto essa ação vai nos ajudar e agregar muito ao nosso estado. Hoje, o hospital é responsável por 70% dos atendimentos e nós vamos chegar a 100%”, afirmou Ruy.

Segundo Ruy, na última sexta-feira (24), as famílias doadoras foram convidadas para conhecer o andar entregue, a ala do agro, ocasião em que também foi apresentado o projeto do 7º andar, que será a ala de pediatria. “Já conseguimos 20 famílias, mas ainda vamos precisar de mais 15. Então isso não tem preço. Essa credibilidade, essa generosidade”, disse.
Durante a inauguração, a presidente do HCAA, Sueli Lopes Telles, destacou o impacto direto na capacidade de atendimento do hospital. “O hospital vem ampliando cada vez mais a oferta de vagas, para diminuir a fila de internações. Isso amplia o atendimento, com certeza. Cirurgias, internações, quimioterapia, radioterapia, todos precisam de internação. Então isso amplia o tratamento oncológico”, explicou.

Sueli também detalhou outras etapas em andamento no hospital, como a previsão de inauguração do segundo andar no final de maio, que conta com parceria público-privada com o Sicredi. “O governo do Estado investiu 70%, e agora o Sicredi está investindo R$ 1,25 milhão. São 20 novos leitos de UTI, uma UTI totalmente moderna. Provavelmente será inaugurada no final de maio”, disse.
Além disso, ela informou que está prevista a instalação de um novo acelerador linear até o fim de junho. “É um dos melhores que tem no Brasil, semelhante ao que o Hospital Albert Einstein disponibiliza ao SUS”, afirmou.
O prédio do hospital foi concluído em 2012 e passou a funcionar parcialmente a partir de 2016. A expansão vem ocorrendo de forma gradual, com entregas sucessivas de novos pavimentos. Em setembro de 2025, foi inaugurado o 4º andar.

Parcerias — Durante a inauguração da nova ala, representantes do poder público destacaram o apoio a parcerias público-privadas. Um dos que defendeu o modelo foi o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões.
“Novos leitos para o SUS são sempre uma boa notícia, mas o que eu gostaria de ressaltar é a importância da participação da sociedade civil organizada no financiamento de leitos hospitalares. Isso, para mim, é o mais relevante de hoje”, afirmou Simões.
O posicionamento também foi reiterado por Riedel, que defendeu a colaboração e projetou a continuidade da expansão. “A gente tem que, cada vez mais, ter a participação da sociedade nesses processos. A construção está sendo estruturada e acredito que até o ano que vem estejam completamente finalizados os nove andares”, disse.
Riedel também destacou o papel do Estado no custeio da unidade, com repasses de cerca de R$ 35 milhões. “Esse é o custeio do hospital que a gente tem repassado. E representa isso que a gente está vendo aqui: um saguão cheio de pessoas a serem atendidas, a grande maioria pacientes do SUS, de maneira gratuita, atendidos 100%”.
Já a prefeita Adriane ressaltou a importância das parcerias e destacou o impacto regional da unidade. “O Hospital Alfredo Abrão atende cerca de 73% da população de Mato Grosso do Sul e tem grande relevância no tratamento oncológico em todas as áreas”, afirmou.
Loja de utilidades terá que pagar R$ 5 mil em indenização por constranger cliente

Foto ilustrativa de comércio. (Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)
Uma loja de utilidades domésticas foi condenada a indenizar uma consumidora abordada por funcionários da loja sob o argumento de que não havia realizado o pagamento de suas compras. A decisão é da A 13ª Vara Cível de Campo Grande. A decisão condenou a empresa ao pagamento de R$ 109 por danos materiais, equivalente ao valor das mercadorias não entregues, e R$ 5 mil por danos morais.
Conforme os autos, a cliente efetuou compras no valor de R$ 109 e, após pagar e sair da loja, foi abordada por funcionários no estacionamento sob a alegação de que ela não havia pagado a mercadoria. Os funcionários disseram que o valor tinha sido estornado e, por esse motivo, não permitiram que ela permanecesse com os produtos, chegando a retirá-los.
De acordo com a denúncia, o ocorrido foi no dia de inauguração da loja, em ambiente com grande circulação de pessoas, o que agravou o constrangimento da consumidora. Posteriormente, ficou comprovado que não houve estorno e que o pagamento foi efetivado, conforme documentos e informações prestadas pela instituição financeira.
O juiz Fábio Henrique Calazans Ramos afirmou em decisão que a conduta da empresa, ainda que sob justificativa de prevenção a fraudes, foi desproporcional e baseada em falha operacional interna, que não pode ser transferida ao consumidor.
A sentença também apontou que a empresa não apresentou provas para afastar a versão dos fatos, inclusive deixando de juntar imagens do ocorrido que estariam sob sua posse.
O juízo então reconheceu a ocorrência de falha na prestação do serviço e entendeu configurado o dano moral, uma vez que a situação expôs a consumidora a constrangimento público.
Midiamax
Raio atinge rede elétrica e fio de alta tensão cai em rua de Água Clara

Equipe da Energisa foi ao local (Portal Mídia Clara)
Raio atingiu rede elétrica e fio de alta tensão caiu durante chuva em rua de Água Clara, cidade a 192 quilômetros de Campo Grande, na noite desta terça-feira (28).
O fio de alta tensão caiu no meio da via após um raio atingir a rede elétrica, nas proximidades da COBB, sentido perímetro urbano.
O fio está exposto no meio da rua e a área foi isolada por equipes de brigadistas da Equilíbrio e da Suzano que atuam no local, conforme o Portal Mídia Clara. A Energisa foi acionada ao local.
Midiamax
Pela primeira vez, Cassilândia representa MS em conselho nacional da previdência pública
A PREVISCA (Previdência Social dos Servidores Municipais de Cassilândia) passou a integrar o Conselho Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social (Conaprev), após eleição realizada em reunião nacional, garantindo pela primeira vez representação de Mato Grosso do Sul no órgão.
O resultado foi alcançado durante a 84ª Reunião Ordinária do Conaprev, realizada nos dias 30 e 31 de março, em Goiânia (GO).
O encontro reuniu representantes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, com foco no fortalecimento e na sustentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Um dos principais destaques foi a eleição da ADIMP-MS (Associação dos Institutos Municipais de Previdência de Mato Grosso do Sul) para integrar o Conselho Nacional, ampliando a presença de Mato Grosso do Sul nas decisões do setor.
Na composição, o presidente da ADIMP-MS, Michel Vaz Morrisson, assumiu como membro titular. Já o diretor-presidente da PREVISCA, Eberton Costa de Oliveira (Beto), que também é presidente do Conselho Fiscal da entidade, foi eleito suplente. É a primeira vez que um representante de Mato Grosso do Sul ocupa espaço no Conaprev.
“Essa conquista é fruto de muito trabalho e comprometimento com a boa gestão dos RPPS. Vamos levar a voz de Mato Grosso do Sul para as decisões nacionais e contribuir com o fortalecimento da previdência pública no Brasil”, afirmou Michel Vaz Morrisson.
Eberton Costa de Oliveira também destacou a importância da representação. “É uma grande responsabilidade representar Cassilândia e nosso Estado em um conselho nacional tão importante. Vamos atuar com seriedade, contribuindo com os debates e defendendo os interesses dos regimes próprios”, ressaltou.
O evento contou com a presença de autoridades como Gilvan Cândido, presidente do Conaprev, e Allex Albert Rodrigues, diretor do Departamento de RPPS do Ministério da Previdência Social, além de representantes de tribunais de contas e institutos de previdência de todo o país. Durante a abertura, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, destacou a importância do encontro para o avanço da gestão previdenciária no Brasil.
A participação da PREVISCA reforça o destaque de Cassilândia no cenário estadual e nacional, evidenciando o trabalho técnico desenvolvido na gestão previdenciária municipal.
Pastor é condenado a 71 anos após perseguir e estuprar a filha

Fachada do Fórum Cível e Criminal de Campo Grande, onde funciona a 2ª Vara de Violência Doméstica. (Foto: Henrique Kawaminami)
Pastor de 54 anos foi condenado a 71 anos de prisão em regime fechado por abusar da própria filha por seis anos, entre os 13 e 21 anos de idade, em Campo Grande. A violência começou com maior intensidade em 2017, enquanto a mãe da menina enfrentava tratamento de câncer. Decisão da juíza Adriana Lampert, da 2ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher evidencia o caráter recorrente dos estupros.
O homem foi preso em abril do ano passado e, mesmo após vários pedidos de liberdade, continuou atrás das grades, conforme as decisões judiciais do período. Em um dos habeas corpus negados, a decisão destaca que havia risco de aliciamento de testemunhas e até de fuga para o Paraguai. O autor é natural de Ponta Porã (MS), o que facilitaria sua ida ao país vizinho.
Num dos trechos de determinação que negou a liberdade, a prisão foi considerada necessária “para evitar que o representado, venha a ameaçar e aliciar a vítima, o que já está ocorrendo, pois, como informado pela vítima à autoridade policial, o representado está lhe enviando, pessoalmente e pelo irmão da vítima, mensagens de texto, para demovê-la da ideia de levar os fatos ao conhecimento da autoridade policial. Assim como tem feito com a vítima, é fundada a suspeita de que o representado também tentará ameaçar e aliciar testemunhas”.
Na sentença atual que o condenou, a magistrada destacou que o autor utilizava a posição de autoridade para intimidar a adolescente e manter controle sobre sua rotina. Na época, ele atuava como pastor. A investigação apontou que ele monitorava a filha de forma constante, inclusive com uso de tecnologia para rastrear o celular e acompanhar seus deslocamentos.
A sentença descreve ainda que os abusos eram repetidos e planejados e o réu chegou a estabelecer códigos para exigir comportamentos da vítima, mantendo um padrão de vigilância, ameaças e pressão psicológica ao longo dos anos.
Outro contexto analisado para a condenação foi o período em que os abusos começaram. Conforme destacado pela juíza, os crimes ocorreram em um período de fragilidade, enquanto a mãe da vítima enfrentava um câncer. Após a morte dela, em 2021, a situação se agravou. De acordo com os autos, o homem passou a impor um controle ainda mais rígido, com ameaças e episódios de agressão.
Na dosimetria da pena, a magistrada apontou que a culpabilidade é acentuada, principalmente pelo vínculo entre agressor e vítima e pelas circunstâncias em que os crimes foram praticados. A decisão também reconheceu a prática de perseguição e violência psicológica, além das demais violações.
O caso tramita em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima.
Campo Grande News
Jovem morre após sofrer aneurisma em casa e família questiona atendimento médico

Jovem de 23 anos foi encontrada morta.
Jovem de 23 anos foi encontrada morta no banheiro de casa e família aponta falha no atendimento médico, diante de uma série de idas à unidade de saúde por fortes dores de cabeça. Segundo a mãe, Carla Vieira, de 40 anos, o laudo indica que a causa da morte foi choque neurogênico após rompimento de aneurisma cerebral.
De acordo com Carla, Gabriella Vieira, sua filha, se arrumava na manhã desta segunda-feira (27) para o trabalho quando começou a passar mal. O marido estranhou a demora e foi até o banheiro, onde a encontrou caída. “Ele começou a fazer massagem cardíaca e chamou os bombeiros. Tentaram reanimar por mais de uma hora, mas não conseguiram salvar ela”, relata.
Após a constatação da morte, equipes da Polícia Civil estiveram na residência para os procedimentos de praxe. O esposo chegou a ser encaminhado à DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), mas foi liberado após prestar depoimento.
O boletim policial menciona a presença de latas de energético na casa, mas a mãe contesta a informação e nega qualquer relação com a causa da morte. “A necropsia saiu e foi um choque neurogênico e aneurisma cerebral que se rompeu. Não tinha latas de energético nem bebidas na casa dela”, afirma.
Carla conta que a filha sofria com dores de cabeça frequentes, inicialmente associadas a enxaquecas, mas que se intensificaram nos últimos meses. A última crise ocorreu no dia 18, nove dias antes da morte.
“Ela já havia ido à UPA com fortes dores de cabeça, foi medicada e liberada sem nenhum exame adicional que poderia ter salvado a vida dela antes do aneurisma se romper, pois ela não sabia que tinha. A última vez foi no dia 18, quando foi à UPA Leblon, tomou medicação e foi liberada”, relata.
O corpo de Gabriella é velado na manhã desta terça-feira (28), e o sepultamento está previsto para as 13h30, no Memorial Park. Abalada, a mãe descreve a dor da perda como “despedaçadora”. “Ela era cristã, trabalhadora, doadora de sangue, ótima filha, esposa e irmã, um exemplo de ser humano. Tão linda, com uma vida toda pela frente”, disse.
Questionada sobre possível responsabilização pelo atendimento, Carla afirma que a família quer que o caso seja conhecido. “Sobre a falta de atendimento, todos precisam saber. Somos humanos e não podemos estar largados pelo poder público, ao Deus dará”, declarou.
A reportagem procurou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para esclarecimentos sobre o atendimento prestado à jovem. Até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.
Campo Grande News
Mãe de bebê que teria sido estuprada pelo padrasto é presa

DEPCA (Henrique Arakaki, Midiamax)
O padrasto suspeito de esturpar o próprio enteado, bebê de apenas um ano, na manhã desta terça-feira (28), no bairro Vila Santa Luzia, em Campo Grande, afirmou que a criança teria sofrido uma queda no banheiro, nessa segunda-feira (27), mas que não teria sido levada ao hospital.
Segundo o boletim de ocorrência, o padrasto afirma que, quando foi pegar o enteado para dar banho, percebeu que ele estava sem movimentos. Ele, então, teria acionado o Samu (Serviço Móvel de Urgência) e ligado para sua esposa.
Na coberta do bebê e na cama do casal havia vestígios de sangue, o que levantou suspeita na equipe policial de possível abuso sexual. Dessa forma, o padrasto e a mãe da criança foram conduzidos à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Prisão em flagrante
O padrasto foi autuado em flagrante por maus-tratos majorado e estupro de vulnerável, com causa de aumento de pena. A autoridade policial representou pela prisão preventiva, por conta da gravidade dos fatos.
Quanto à mãe da criança, foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos majorado. Ambos aguardam audiência de custódia.
Na varanda da casa onde o crime aconteceu ainda foi encontrada porção de maconha. A mulher informou que na noite passada o casal fez uso da substância.
Midiamax


