Enem 2026: inscrições vão até 5 de junho

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Falta uma semana para terminar o prazo de inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026. Os interessados devem se inscrever até a próxima sexta-feira, 5 de junho, na Página do Participante.

A inscrição no Enem 2026 é automática para os que estão terminando o ensino médio em escolas públicas. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar a participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.

De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição também precisam confirmar a participação no exame na Página do Participante.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. O pagamento da taxa deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários. A inscrição só será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.
Mais locais de provas

A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro. Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Ensino superior

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sisu (Sistema de Seleção Unificada), Prouni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que tenham convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

 Midiamax

 

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Jovem encontrado morto teria envolvimento na execução de ex-secretário

Richar David Rivarola Núñez, encontrado morto ao lado da motocicleta carbonizada; Fotos: Reprodução Ponta Porã News

Richard David Rivarola Núñez,  de 28 anos, encontrado morto na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, teria participado da execução do ex-secretário de Assuntos Indígenas da província de Amambay, Eulalio Aquino Fleitas, na sexta-feira passada (22).

Perícias e imagens de câmeras de segurança identificaram que Richard conduzia a motocicleta no momento do crime. O autor dos disparos seria César Ramón López Jiménez, de 33 anos.

César é considerado um criminoso de alta periculosidade e tem extensa ficha criminal. Ele já havia sido alvo de operações policiais anteriores e possuía mandado de prisão em aberto por diversos crimes graves, conforme apuração do site local Ponta Porã News.

Autoridades paraguaias acreditam que o próprio César Ramón tenha assassinado Richard após terem matado Eulaulio. O assassinato pode ter sido motivado por um desacordo financeiro relacionado ao crime por encomenda, ou pela intenção de César de ficar sozinho com o dinheiro recebido pela execução do ex-secretário.

César aguarda o julgamento e os peritos trabalham para reconstruir toda a dinâmica dos crimes e identificar outros possíveis envolvidos.
Midiamax
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Lavagem de dinheiro: operação contra Rabicó do CV prende um

Antônio Ilário Ferreira é um dos traficantes de drogas mais antigos e procurados. (Reprodução/Disque Denúncia)

Suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas, uma mulher de 33 anos foi presa nesta sexta-feira (29), em Campo Grande. A prisão ocorre como parte da Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro com mandados cumpridos em Mato Grosso do Sul.

As ações ocorrem especialmente na região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), onde a equipe policial está desde as primeiras horas da manhã para cumprimento dos mandados. Dezessete investigados foram presos suspeitos de integrar um grupo que movimentou mais de R$ 453 milhões.

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de reciclagem, comércio de sucatas, contas bancárias de passagem, emissão de notas fiscais fraudulentas e intensa movimentação financeira entre empresas para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.

A operação possui abrangência interestadual, com alvos localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Midiamax

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Gigante da celulose ameaça levar megaprojeto de R$ 27 bilhões para o Paraguai

Impasse judicial envolvendo licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul coloca em risco um dos maiores investimentos industriais do setor florestal brasileiro; Chilena CMPC cita “falta de previsibilidade” e já avalia o Paraguai como alternativa para projeto de celulose;

O Brasil pode perder um dos maiores investimentos privados previstos para a indústria de base florestal nos próximos anos. A chilena CMPC, uma das gigantes globais do setor de celulose, admitiu publicamente que avalia transferir para o Paraguai o chamado Projeto Natureza — uma megafábrica estimada entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões — caso o impasse envolvendo o licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul não seja resolvido até o fim de 2026.

O ponto central é que, para a economia, a sinalização acende um alerta que vai muito além do setor de celulose. O episódio recoloca no centro do debate um problema histórico apontado por investidores da indústria pesada, do agro e da infraestrutura: a lentidão regulatória, a insegurança jurídica e os conflitos institucionais que acabam travando projetos bilionários no Brasil.

O caso ganhou repercussão porque envolve um investimento estratégico, com capacidade prevista de produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano em Barra do Ribeiro (RS), além da possibilidade de um terminal próprio no Porto de Rio Grande para escoamento da produção.

Mas, nos bastidores, executivos do setor enxergam algo ainda mais relevante: a disputa entre competitividade regional e burocracia brasileira em um momento em que a América do Sul vive uma corrida global por investimentos ligados à bioeconomia, papel, celulose, madeira plantada e exportação de commodities industriais.

Paraguai entra no radar como concorrente direto do Brasil A fala do diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, repercutiu fortemente porque expõe uma mudança de lógica no mapa industrial sul-americano. Durante anos, o Brasil foi visto como destino natural para megaprojetos de celulose por reunir clima favorável, produtividade florestal elevada e ampla disponibilidade de terras para eucalipto.

Agora, porém, países vizinhos começam a avançar justamente em pontos onde o Brasil enfrenta críticas frequentes: previsibilidade regulatória, velocidade de licenciamento e segurança jurídica.

Segundo o executivo, se não houver definição até o final deste ano, o projeto pode perder prioridade junto aos fornecedores globais de tecnologia, atrasando entre dois e três anos.

A frase que mais repercutiu no mercado foi direta: o Paraguai teria “madeira e previsibilidade jurídica”.

Nos últimos anos, o Paraguai passou a atrair atenção crescente de investidores ligados ao agronegócio, energia e indústria de transformação. Custos operacionais mais baixos, incentivos fiscais e processos regulatórios mais rápidos têm sido usados como diferenciais competitivos para captar capital estrangeiro.

Embora o país ainda esteja distante da estrutura logística brasileira, a simples possibilidade de uma companhia desse porte estudar uma migração já é interpretada como um sinal importante para o ambiente de negócios regional.

O que trava o projeto da CMPC

O principal impasse está ligado a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que questiona o processo de licenciamento ambiental da nova planta industrial.

A discussão gira em torno da necessidade de realização da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores potencialmente impactados pelo empreendimento.

A exigência é baseada em normas internacionais relacionadas aos direitos de populações tradicionais, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), frequentemente utilizada em grandes projetos de mineração, energia e infraestrutura.

A CMPC, por sua vez, sustenta que a ampliação das exigências cria um cenário de insegurança que inviabiliza o cronograma industrial. O executivo da companhia classificou o cenário como um “imbróglio jurídico gigantesco”.

Nos bastidores do setor florestal, o receio é que o caso se transforme em precedente para novos entraves envolvendo projetos industriais de larga escala.

Brasil corre risco de perder protagonismo industrial?

O episódio envolvendo a CMPC acontece em um momento em que o Brasil tenta ampliar sua imagem global como potência da bioeconomia e líder em produção sustentável.

O setor de celulose costuma ser apresentado como uma das vitrines desse posicionamento, sobretudo pela forte presença de florestas plantadas, manejo certificado e baixa dependência de florestas nativas.

Entretanto, investidores internacionais acompanham com atenção o ambiente regulatório brasileiro. Em muitos casos, a velocidade de aprovação de projetos passou a ter peso semelhante ao custo operacional ou disponibilidade de matéria-prima.

Se a transferência para o Paraguai realmente avançar, o impacto poderá ser simbólico e econômico: perda potencial de empregos, arrecadação, movimentação logística e fortalecimento de um concorrente regional em uma cadeia estratégica para o agronegócio e a indústria exportadora.

Mais do que um caso isolado, o Projeto Natureza virou um retrato do dilema brasileiro entre desenvolvimento industrial, proteção ambiental e capacidade de execução. E, neste momento, o mercado observa atentamente qual dessas forças terá mais peso na decisão final da companhia.

Compre Rural / Thiago Pereira

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Dívida de R$ 12 mil vira R$ 788 mil e cliente denuncia Nubank

A dívida do cartão de crédito de um morador do Distrito Federal chegou a R$ 788 mil quatro anos após o início do débito com o Nubank. O valor inicial era de R$ 12 mil, referente a um cartão de crédito do banco. Com os juros, a quantia aumentou cerca de 65 vezes.

Dívida de R$ 12 mil vira R$ 788 mil e cliente denuncia Nubank - destaque galeria

Na notificação enviada ao Nubank, a pasta questionou quais são as taxas atualmente praticadas no crédito rotativo do cartão de crédito; qual a fórmula de cálculo utilizada para os juros do crédito rotativo; entre outras indagações.

Em 2026, a Secretaria do Consumidor recebeu 77 reclamações contra a instituição; em todo o ano de 2025, foram 211 registros.

Procurado, o Nubank se pronunciou por meio de nota.

Veja a íntegra:

O Nubank reforça ainda que mantém iniciativas contínuas de educação financeira voltadas aos clientes, que vão desde conteúdos em canais próprios até funcionalidades educativas incorporadas aos produtos, sempre com foco em prevenção ao endividamento, inclusão financeira e segurança digital.”

Isadora Teixeira Samara Schwingel  metrópoles

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Troca de tiros termina com um suspeito morto e outro ferido

Confronto terminou com suspeito morto e outro ferido – Crédito: Divulgação/PCMS

Troca de tiros registrada na noite de quinta-feira (28/5) terminou na morte de uma pessoa e deixou outra ferida em Coxim, na região Norte do Estado. O confronto envolveu policiais militares do Batalhão de Choque da Polícia Militar e os suspeitos, que estavam em uma motocicleta.

José Inácio da Silva, 34, morreu no hospital e o comparsa, de 29 anos, foi baleado no pescoço, tentou fugir para o quartel do Corpo de Bombeiros e acabou preso.

A abordagem ocorreu por volta das 21h30, na Rua Marechal Rondon. As equipes receberam uma denúncia sobre transação de drogas em frente a um imóvel. No endereço indicado, os policiais flagraram dois suspeitos em uma motocicleta Yamaha Factor.

Ao notar a aproximação das viaturas, José Inácio desceu da moto e tentou correr para o interior da residência, atirando contra os militares. A equipe revidou e o atingiu. Ele foi desarmado e socorrido pelos próprios policiais até o Hospital Regional de Coxim, mas não resistiu aos ferimentos, segundo o Campo Grande News.

Enquanto isso, o condutor da motocicleta, de 29 anos, sacou outro revólver e também apontou para os policiais. Ele foi baleado, mas conseguiu arrancar com o veículo e fugir. Durante o cerco, parte da equipe localizou o suspeito ferido dentro das dependências do Corpo de Bombeiros, onde ele havia entrado para pedir socorro médico.

O rapaz foi levado ao hospital local sob custódia e, devido à gravidade da lesão, acabou transferido para Campo Grande para passar por cirurgia.

No local, ainda conforme o Campo Grande News, a Perícia Técnica e a Polícia Civil apreenderam dois revólveres calibre .32, 10 munições do mesmo calibre, um celular e 10 tabletes de maconha, que pesaram aproximadamente 10 quilos. A motocicleta também foi recolhida. Segundo a PM, a apreensão gerou um prejuízo estimado em R$ 45 mil ao crime organizado.

O suspeito baleado recebeu voz de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa, resistência, desobediência e homicídio simples na forma tentada. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Coxim.

Dourados News

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Dupla suspeita de executar adolescente é detida e encaminhada à delegacia

Adolescente foi morto dentro da residência – Crédito: Dourados News

Dois suspeitos apontados como responsáveis pela morte do adolescente Samuel Henrique de Jesus Cordeiro, de 16 anos, conhecido como “PK”, estão sendo encaminhados para a delegacia na tarde desta quinta-feira (28), em Dourados. As informações foram confirmadas pelo delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Lucas Albe Veppo.

Segundo o delegado, um adolescente de 15 anos e um jovem de 18 anos foram identificados durante as investigações como autores do homicídio ocorrido no último final de semana no Jardim Pantanal.

Conforme Lucas Albe Veppo, durante diligências realizadas nesta quinta-feira, os investigadores localizaram com os suspeitos a arma de fogo utilizada no crime, além da motocicleta usada na ação criminosa, que seria produto de furto.

Ainda de acordo com a polícia, a dupla também estava em posse de aproximadamente 1,5 quilo de maconha e 100 gramas de haxixe. Os envolvidos foram autuados em flagrante pelos crimes de receptação, posse de arma de fogo e tráfico de drogas.

Caso

O crime aconteceu na noite de domingo (24), na Rua Monte Alegre, no Jardim Pantanal. Samuel foi executado a tiros dentro da própria residência.

Segundo o boletim de ocorrência, familiares relataram que o adolescente havia saído da casa enquanto os demais moradores já dormiam. Pouco depois, foram ouvidos vários disparos e um grito da vítima.

Conforme informado pelo Dourados News, mesmo baleado, Samuel ainda tentou correr para dentro do imóvel para escapar dos atiradores. Um dos autores invadiu a residência e efetuou novos tiros contra o adolescente, que caiu em um dos quartos da casa e morreu antes da chegada do socorro.

A mãe da vítima contou à polícia que ouviu cerca de três disparos e, em seguida, encontrou o filho caído dentro da residência. Ela também relatou ter escutado o barulho de uma motocicleta deixando o local logo após o crime.

O Samu foi acionado, mas apenas constatou o óbito.

Testemunhas disseram aos investigadores que dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha.

Dourados News

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Homem que matou esposa asfixiada é condenado a 30 anos de prisão

Homem foi condenado a 30 anos pela morte da esposa em Anastácio – Crédito: A Princesinha News

O Tribunal do Júri da comarca de Anastácio condenou na quarta-feira (27/5), o professor Edson Campos Delgado, a 30 anos de reclusão em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio qualificado, além de pena adicional por fraude processual. O caso, que envolveu o assassinato da esposa Leise Aparecida Cruz, 40, no dia 6 de março, no mesmo município.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença, por maioria de votos, reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, afastou as teses da defesa e decidiu pela condenação do réu nos termos da pronúncia. A sessão do Tribunal do Júri ficou completamente lotada, sendo acompanhada por familiares, amigos e moradores da região.

O Promotor de Justiça Marcos Martins Britto sustentou a acusação em plenário e requereu a condenação, o que foi acolhido pelos jurados. Na dosimetria, a pena-base foi fixada em 20 anos de reclusão. Em seguida, foram consideradas a agravante de motivo torpe e a atenuante da confissão espontânea, que se compensaram.

Na fase final, contudo, a pena foi elevada em metade, em razão das circunstâncias do crime: cometido contra mãe de criança, na presença de descendente, com uso de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando na condenação definitiva de 30 anos de reclusão.

Além do feminicídio, o réu também foi condenado por fraude processual (artigo 347 do Código Penal), por ter tentado interferir nos elementos da investigação, com pena fixada em 6 meses de detenção e 20 dias-multa.

A decisão judicial determinou que o condenado permaneça preso, sem direito de recorrer em liberdade, e cumpra a pena em regime inicial fechado. O magistrado destacou a gravidade do crime, o abalo causado à comunidade de Anastácio e o risco à ordem pública, ressaltando, ainda, o entendimento de que, em condenações pelo Tribunal do Júri, o cumprimento da pena deve ocorrer de forma imediata.

A sentença também fixou indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima, com abatimento de valores já depositados, além de declarar a perda do poder familiar pelo réu, com base na legislação penal, civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Dourados News

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Enem 2026: inscrições vão até 5 de junho

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Falta uma semana para terminar o prazo de inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026. Os interessados devem se inscrever até a próxima sexta-feira, 5 de junho, na Página do Participante.

A inscrição no Enem 2026 é automática para os que estão terminando o ensino médio em escolas públicas. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar a participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.

De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição também precisam confirmar a participação no exame na Página do Participante.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. O pagamento da taxa deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários. A inscrição só será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.
Mais locais de provas

A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro. Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Ensino superior

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sisu (Sistema de Seleção Unificada), Prouni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que tenham convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

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Jovem encontrado morto teria envolvimento na execução de ex-secretário

Richar David Rivarola Núñez, encontrado morto ao lado da motocicleta carbonizada; Fotos: Reprodução Ponta Porã News

Richard David Rivarola Núñez,  de 28 anos, encontrado morto na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, teria participado da execução do ex-secretário de Assuntos Indígenas da província de Amambay, Eulalio Aquino Fleitas, na sexta-feira passada (22).

Perícias e imagens de câmeras de segurança identificaram que Richard conduzia a motocicleta no momento do crime. O autor dos disparos seria César Ramón López Jiménez, de 33 anos.

César é considerado um criminoso de alta periculosidade e tem extensa ficha criminal. Ele já havia sido alvo de operações policiais anteriores e possuía mandado de prisão em aberto por diversos crimes graves, conforme apuração do site local Ponta Porã News.

Autoridades paraguaias acreditam que o próprio César Ramón tenha assassinado Richard após terem matado Eulaulio. O assassinato pode ter sido motivado por um desacordo financeiro relacionado ao crime por encomenda, ou pela intenção de César de ficar sozinho com o dinheiro recebido pela execução do ex-secretário.

César aguarda o julgamento e os peritos trabalham para reconstruir toda a dinâmica dos crimes e identificar outros possíveis envolvidos.
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Lavagem de dinheiro: operação contra Rabicó do CV prende um

Antônio Ilário Ferreira é um dos traficantes de drogas mais antigos e procurados. (Reprodução/Disque Denúncia)

Suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas, uma mulher de 33 anos foi presa nesta sexta-feira (29), em Campo Grande. A prisão ocorre como parte da Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro com mandados cumpridos em Mato Grosso do Sul.

As ações ocorrem especialmente na região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), onde a equipe policial está desde as primeiras horas da manhã para cumprimento dos mandados. Dezessete investigados foram presos suspeitos de integrar um grupo que movimentou mais de R$ 453 milhões.

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de reciclagem, comércio de sucatas, contas bancárias de passagem, emissão de notas fiscais fraudulentas e intensa movimentação financeira entre empresas para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.

A operação possui abrangência interestadual, com alvos localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

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Gigante da celulose ameaça levar megaprojeto de R$ 27 bilhões para o Paraguai

Impasse judicial envolvendo licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul coloca em risco um dos maiores investimentos industriais do setor florestal brasileiro; Chilena CMPC cita “falta de previsibilidade” e já avalia o Paraguai como alternativa para projeto de celulose;

O Brasil pode perder um dos maiores investimentos privados previstos para a indústria de base florestal nos próximos anos. A chilena CMPC, uma das gigantes globais do setor de celulose, admitiu publicamente que avalia transferir para o Paraguai o chamado Projeto Natureza — uma megafábrica estimada entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões — caso o impasse envolvendo o licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul não seja resolvido até o fim de 2026.

O ponto central é que, para a economia, a sinalização acende um alerta que vai muito além do setor de celulose. O episódio recoloca no centro do debate um problema histórico apontado por investidores da indústria pesada, do agro e da infraestrutura: a lentidão regulatória, a insegurança jurídica e os conflitos institucionais que acabam travando projetos bilionários no Brasil.

O caso ganhou repercussão porque envolve um investimento estratégico, com capacidade prevista de produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano em Barra do Ribeiro (RS), além da possibilidade de um terminal próprio no Porto de Rio Grande para escoamento da produção.

Mas, nos bastidores, executivos do setor enxergam algo ainda mais relevante: a disputa entre competitividade regional e burocracia brasileira em um momento em que a América do Sul vive uma corrida global por investimentos ligados à bioeconomia, papel, celulose, madeira plantada e exportação de commodities industriais.

Paraguai entra no radar como concorrente direto do Brasil A fala do diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, repercutiu fortemente porque expõe uma mudança de lógica no mapa industrial sul-americano. Durante anos, o Brasil foi visto como destino natural para megaprojetos de celulose por reunir clima favorável, produtividade florestal elevada e ampla disponibilidade de terras para eucalipto.

Agora, porém, países vizinhos começam a avançar justamente em pontos onde o Brasil enfrenta críticas frequentes: previsibilidade regulatória, velocidade de licenciamento e segurança jurídica.

Segundo o executivo, se não houver definição até o final deste ano, o projeto pode perder prioridade junto aos fornecedores globais de tecnologia, atrasando entre dois e três anos.

A frase que mais repercutiu no mercado foi direta: o Paraguai teria “madeira e previsibilidade jurídica”.

Nos últimos anos, o Paraguai passou a atrair atenção crescente de investidores ligados ao agronegócio, energia e indústria de transformação. Custos operacionais mais baixos, incentivos fiscais e processos regulatórios mais rápidos têm sido usados como diferenciais competitivos para captar capital estrangeiro.

Embora o país ainda esteja distante da estrutura logística brasileira, a simples possibilidade de uma companhia desse porte estudar uma migração já é interpretada como um sinal importante para o ambiente de negócios regional.

O que trava o projeto da CMPC

O principal impasse está ligado a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que questiona o processo de licenciamento ambiental da nova planta industrial.

A discussão gira em torno da necessidade de realização da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores potencialmente impactados pelo empreendimento.

A exigência é baseada em normas internacionais relacionadas aos direitos de populações tradicionais, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), frequentemente utilizada em grandes projetos de mineração, energia e infraestrutura.

A CMPC, por sua vez, sustenta que a ampliação das exigências cria um cenário de insegurança que inviabiliza o cronograma industrial. O executivo da companhia classificou o cenário como um “imbróglio jurídico gigantesco”.

Nos bastidores do setor florestal, o receio é que o caso se transforme em precedente para novos entraves envolvendo projetos industriais de larga escala.

Brasil corre risco de perder protagonismo industrial?

O episódio envolvendo a CMPC acontece em um momento em que o Brasil tenta ampliar sua imagem global como potência da bioeconomia e líder em produção sustentável.

O setor de celulose costuma ser apresentado como uma das vitrines desse posicionamento, sobretudo pela forte presença de florestas plantadas, manejo certificado e baixa dependência de florestas nativas.

Entretanto, investidores internacionais acompanham com atenção o ambiente regulatório brasileiro. Em muitos casos, a velocidade de aprovação de projetos passou a ter peso semelhante ao custo operacional ou disponibilidade de matéria-prima.

Se a transferência para o Paraguai realmente avançar, o impacto poderá ser simbólico e econômico: perda potencial de empregos, arrecadação, movimentação logística e fortalecimento de um concorrente regional em uma cadeia estratégica para o agronegócio e a indústria exportadora.

Mais do que um caso isolado, o Projeto Natureza virou um retrato do dilema brasileiro entre desenvolvimento industrial, proteção ambiental e capacidade de execução. E, neste momento, o mercado observa atentamente qual dessas forças terá mais peso na decisão final da companhia.

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Dívida de R$ 12 mil vira R$ 788 mil e cliente denuncia Nubank

A dívida do cartão de crédito de um morador do Distrito Federal chegou a R$ 788 mil quatro anos após o início do débito com o Nubank. O valor inicial era de R$ 12 mil, referente a um cartão de crédito do banco. Com os juros, a quantia aumentou cerca de 65 vezes.

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Na notificação enviada ao Nubank, a pasta questionou quais são as taxas atualmente praticadas no crédito rotativo do cartão de crédito; qual a fórmula de cálculo utilizada para os juros do crédito rotativo; entre outras indagações.

Em 2026, a Secretaria do Consumidor recebeu 77 reclamações contra a instituição; em todo o ano de 2025, foram 211 registros.

Procurado, o Nubank se pronunciou por meio de nota.

Veja a íntegra:

O Nubank reforça ainda que mantém iniciativas contínuas de educação financeira voltadas aos clientes, que vão desde conteúdos em canais próprios até funcionalidades educativas incorporadas aos produtos, sempre com foco em prevenção ao endividamento, inclusão financeira e segurança digital.”

Isadora Teixeira Samara Schwingel  metrópoles

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Troca de tiros termina com um suspeito morto e outro ferido

Confronto terminou com suspeito morto e outro ferido – Crédito: Divulgação/PCMS

Troca de tiros registrada na noite de quinta-feira (28/5) terminou na morte de uma pessoa e deixou outra ferida em Coxim, na região Norte do Estado. O confronto envolveu policiais militares do Batalhão de Choque da Polícia Militar e os suspeitos, que estavam em uma motocicleta.

José Inácio da Silva, 34, morreu no hospital e o comparsa, de 29 anos, foi baleado no pescoço, tentou fugir para o quartel do Corpo de Bombeiros e acabou preso.

A abordagem ocorreu por volta das 21h30, na Rua Marechal Rondon. As equipes receberam uma denúncia sobre transação de drogas em frente a um imóvel. No endereço indicado, os policiais flagraram dois suspeitos em uma motocicleta Yamaha Factor.

Ao notar a aproximação das viaturas, José Inácio desceu da moto e tentou correr para o interior da residência, atirando contra os militares. A equipe revidou e o atingiu. Ele foi desarmado e socorrido pelos próprios policiais até o Hospital Regional de Coxim, mas não resistiu aos ferimentos, segundo o Campo Grande News.

Enquanto isso, o condutor da motocicleta, de 29 anos, sacou outro revólver e também apontou para os policiais. Ele foi baleado, mas conseguiu arrancar com o veículo e fugir. Durante o cerco, parte da equipe localizou o suspeito ferido dentro das dependências do Corpo de Bombeiros, onde ele havia entrado para pedir socorro médico.

O rapaz foi levado ao hospital local sob custódia e, devido à gravidade da lesão, acabou transferido para Campo Grande para passar por cirurgia.

No local, ainda conforme o Campo Grande News, a Perícia Técnica e a Polícia Civil apreenderam dois revólveres calibre .32, 10 munições do mesmo calibre, um celular e 10 tabletes de maconha, que pesaram aproximadamente 10 quilos. A motocicleta também foi recolhida. Segundo a PM, a apreensão gerou um prejuízo estimado em R$ 45 mil ao crime organizado.

O suspeito baleado recebeu voz de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa, resistência, desobediência e homicídio simples na forma tentada. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Coxim.

Dourados News

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Dupla suspeita de executar adolescente é detida e encaminhada à delegacia

Adolescente foi morto dentro da residência – Crédito: Dourados News

Dois suspeitos apontados como responsáveis pela morte do adolescente Samuel Henrique de Jesus Cordeiro, de 16 anos, conhecido como “PK”, estão sendo encaminhados para a delegacia na tarde desta quinta-feira (28), em Dourados. As informações foram confirmadas pelo delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Lucas Albe Veppo.

Segundo o delegado, um adolescente de 15 anos e um jovem de 18 anos foram identificados durante as investigações como autores do homicídio ocorrido no último final de semana no Jardim Pantanal.

Conforme Lucas Albe Veppo, durante diligências realizadas nesta quinta-feira, os investigadores localizaram com os suspeitos a arma de fogo utilizada no crime, além da motocicleta usada na ação criminosa, que seria produto de furto.

Ainda de acordo com a polícia, a dupla também estava em posse de aproximadamente 1,5 quilo de maconha e 100 gramas de haxixe. Os envolvidos foram autuados em flagrante pelos crimes de receptação, posse de arma de fogo e tráfico de drogas.

Caso

O crime aconteceu na noite de domingo (24), na Rua Monte Alegre, no Jardim Pantanal. Samuel foi executado a tiros dentro da própria residência.

Segundo o boletim de ocorrência, familiares relataram que o adolescente havia saído da casa enquanto os demais moradores já dormiam. Pouco depois, foram ouvidos vários disparos e um grito da vítima.

Conforme informado pelo Dourados News, mesmo baleado, Samuel ainda tentou correr para dentro do imóvel para escapar dos atiradores. Um dos autores invadiu a residência e efetuou novos tiros contra o adolescente, que caiu em um dos quartos da casa e morreu antes da chegada do socorro.

A mãe da vítima contou à polícia que ouviu cerca de três disparos e, em seguida, encontrou o filho caído dentro da residência. Ela também relatou ter escutado o barulho de uma motocicleta deixando o local logo após o crime.

O Samu foi acionado, mas apenas constatou o óbito.

Testemunhas disseram aos investigadores que dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha.

Dourados News

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Homem que matou esposa asfixiada é condenado a 30 anos de prisão

Homem foi condenado a 30 anos pela morte da esposa em Anastácio – Crédito: A Princesinha News

O Tribunal do Júri da comarca de Anastácio condenou na quarta-feira (27/5), o professor Edson Campos Delgado, a 30 anos de reclusão em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio qualificado, além de pena adicional por fraude processual. O caso, que envolveu o assassinato da esposa Leise Aparecida Cruz, 40, no dia 6 de março, no mesmo município.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença, por maioria de votos, reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, afastou as teses da defesa e decidiu pela condenação do réu nos termos da pronúncia. A sessão do Tribunal do Júri ficou completamente lotada, sendo acompanhada por familiares, amigos e moradores da região.

O Promotor de Justiça Marcos Martins Britto sustentou a acusação em plenário e requereu a condenação, o que foi acolhido pelos jurados. Na dosimetria, a pena-base foi fixada em 20 anos de reclusão. Em seguida, foram consideradas a agravante de motivo torpe e a atenuante da confissão espontânea, que se compensaram.

Na fase final, contudo, a pena foi elevada em metade, em razão das circunstâncias do crime: cometido contra mãe de criança, na presença de descendente, com uso de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando na condenação definitiva de 30 anos de reclusão.

Além do feminicídio, o réu também foi condenado por fraude processual (artigo 347 do Código Penal), por ter tentado interferir nos elementos da investigação, com pena fixada em 6 meses de detenção e 20 dias-multa.

A decisão judicial determinou que o condenado permaneça preso, sem direito de recorrer em liberdade, e cumpra a pena em regime inicial fechado. O magistrado destacou a gravidade do crime, o abalo causado à comunidade de Anastácio e o risco à ordem pública, ressaltando, ainda, o entendimento de que, em condenações pelo Tribunal do Júri, o cumprimento da pena deve ocorrer de forma imediata.

A sentença também fixou indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima, com abatimento de valores já depositados, além de declarar a perda do poder familiar pelo réu, com base na legislação penal, civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Dourados News

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