Pintor é assassinado em Costa Rica

Pintor é assassinado em Costa Rica
Uma ocorrência grave de violência registrada na manhã deste sábado (10) terminou em morte no município de Costa Rica. O caso teve início após uma briga em frente a um bar localizado na Rua Marechal Floriano Peixoto, esquina com o Cemitério Municipal.
A vítima foi identificada como Alessandro Machado da Silva, de 36 anos, conhecido como Galeguinho Pintor. Segundo informações apuradas pela reportagem, ele foi encontrado caído no meio da via pública, com uma perfuração provocada por arma branca e apresentando intenso sangramento. Seu estado de saúde era considerado gravíssimo no momento do atendimento.
Ainda conforme apurado, a confusão teria sido motivada por apostas em jogo e começou no interior do bar. Após o desentendimento, o autor teria se dirigido até um veículo, de onde pegou a faca utilizada para golpear a vítima.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros no local, encaminhando Alessandro para a Fundação Hospitalar do município. Apesar dos esforços da equipe médica, a vítima não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
O caso será investigado pelas autoridades policiais.
Fonte: MS Todo Dia
Morre Manoel Carlos, autor de novelas, aos 92 anos de idade

Ele foi autor de novelas como ‘Laços de Família’ e ‘Mulheres Apaixonadas’ (Foto: Reprodução, X)
Manoel Carlos, um dos mais conhecidos autores de novela do Brasil, morreu neste sábado, 10, aos 92 anos de idade. A informação foi confirmada pela produtora da família, a Boa Palavra.
“O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos. A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, consta em comunicado.
Quem foi Manoel Carlos
Um dos pioneiros da televisão brasileira, Manoel Carlos iniciou sua carreira como ator na década de 1950, quando fez parte no Grande Teatro Tupi, na extinta TV Tupi, onde atuou com grandes nomes, entre eles, Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Sérgio Britto, Fernando Torres, e Flávio Rangel. Além de atuar, Maneco, como era chamado pela família e amigos, adaptava peças de teatro para a televisão, os chamados teleteatros.
Certa vez, em entrevista a Jô Soares, Maneco afirmou que não era um ator “brilhante”, mas que também não chegava a ser “péssimo”. “Como eu que adaptava (as obras), sempre escrevia um papel para mim”, disse.
Nos anos 1960, foi contratado pela TV Excelsior onde criou o programa Bibi 60, conduzido pela atriz Bibi Ferreira, onde ficou até 1963.
Em seguida, na TV Record, formou, ao lado de Nilton Travesso, Tuta de Carvalho e Raul Duarte, a Equipe A. Eles eram responsáveis por produzir e dirigir programas que entraram para história da televisão brasileira, como o humorístico A Família Trapo, a competição musical Esta Noite se Improvisa e musical O Fino da Bossa, com Elis Regina e Jair Rodrigues no comando. Trabalhou ainda com Jô Soares, Hebe Camargo e Ronnie Von.
Com o declínio da TV Record e o esvaziamento dos festivais de música brasileira, Maneco se transferiu para a TV Globo e a participou da criação do semanal Fantástico, ao lado de profissionais como Nilton Travesso, Armando Nogueira, Daniel Filho e Alice-Maria.
Em 1978, Manoel Carlos deu início ao ofício que o consagraria. Passou a ser autor de telenovelas diárias. A estreia foi com Maria, Maria, baseada no romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha. Com ares de superprodução, a trama fez sucesso no horário das seis da tarde.
Quatro meses após o término de Maria, Maria, outra adaptação de Maneco entrou no ar, também no horário das seis. A Sucessora, uma adaptação do romance homônimo de Carolina Nabuco. A protagonista foi a atriz Susana Vieira, que interpretou Marina, uma moça simples que se casa com o milionário Roberto Steen, personagem de Rubens de Falco.
No fim dos anos 1970, Maneco fez parte da equipe de roteiristas do seriado Malu Mulher, um marco na teledramaturgia brasileira ao abordar questões como feminismo, divórcio, aborto, violência doméstica, orgasmo, entre outros. A série foi estrelada pela atriz Regina Duarte, que, posteriormente, protagonizou três novelas do autor, História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).
A primeira Helena de Manoel Carlos
Depois de colaborar com Gilberto Braga em Água Viva (1980), Maneco estreou, no ano seguinte, Baila Comigo, novela na qual começa sua saga com as protagonistas de nome Helena. Foi a primeira novela solo do autor no cobiçado horário das oito.
Segundo o autor, a preferência pelo nome Helena não era por causa de nenhuma mulher em especial, mas sim pela admiração que ele tinha pela história mitológica de Helena de Troia, pela força e independência da personagem.
A primeira Helena coube à atriz Lilian Lemmertz. Uma mulher comum e batalhadora, que vivia presa em uma mentira que sustentou por anos a fio. O ponto alto da novela foi quando os gêmeos Quinzinho e João Vitor, filhos de Helena, interpretados por Tony Ramos, mas criados separados, finalmente se encontram.
Outros dois pontos importantes de Baila Comigo: a estreia da atriz Fernanda Montenegro na TV Globo e o casal interracial interpretado por Milton Gonçalves e Beatriz Lyra. Ao personagem de Milton, o artesão Otto, Maneco dedicou a principal cena do último capítulo da novela.
Os anos de Manoel Carlos longe da Globo
Em 1982, Maneco criou Sol de Verão, novela que prometia, como o título indica, ser mais solar. No entanto, o protagonista da trama, o ator Jardel Filho, para quem o autor havia criado a novela, morreu vítima de um infarto fulminante, quatro meses após a estreia. Abalado, Maneco deixou a novela, que foi finalizada por Lauro César Muniz.
A saída, porém, não foi de comum acordo. Em entrevista ao Estadão em 1986, ele revelou o descontentamento com a emissora: “Propus à Globo acabar a novela em uma semana. Eles argumentaram que não seria possível. Aumentei para duas semanas. Eles reargumentaram que teria de estendê-la, pelo menos, por mais três [semanas]. Eu disse ‘não’.”
“Não acredito quando falam que ‘o show deve continuar’. Não. Ele tem de ser interrompido quando a dor é muito forte. Tem de se respeitar a dor alheia. Não há nenhuma alegria em ver o circo pegar fogo. Temos, pelo contrário, de ajudar a apagar o incêndio”, prosseguia.
O período longe da Globo, porém, não significou o afastamento das novelas. Escreveu Novo Amor, Viver a Vida e Joana para a TV Manchete, e O Cometa para a Bandeirantes, além de El Magnate, para o público de origem mexicana dos Estados Unidos. Manoel Carlos reatou com a Globo somente cerca de oito anos depois, em 1991, quando escreveu Felicidade.
‘Laços de Família’ e ‘Mulheres Apaixonadas’
As décadas de 1990 e 2000 foram especiais para Manoel Carlos. São pelas produções que foram ao ar nesse período que o autor é lembrado. Laços de Família (2000), como Vera Fischer no papel de Helena, e Mulheres Apaixonadas (2003), com Christiane Torloni como protagonista.
Em Laços de Família, Maneco abordou o namoro de uma mulher mais velha, Helena, com um rapaz mais jovem – estreia de Reynaldo Gianecchini em novelas -, que havia sido namorado de sua filha, Camila, personagem de Carolina Dieckmmann.
A cena em que Camila, que sofria de leucemia, raspa a cabeça, foi uma das mais marcantes da história da telenovela brasileira e a maior audiência da Globo nos anos 2000. O assunto levantado pelo autor levou ao aumento das doações de medula óssea no País
Em Mulheres Apaixonadas, Maneco abordou assuntos como adoção, alcoolismo, violência doméstica, etarismo e homofobia. Cronista, ele incluiu uma cena em que a personagem Fernanda (Vanessa Gerbelli) é atingida por uma bala durante um tiroteio no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, um dos metros quadrados mais caros do País. A cena causou protestos por parte do setor de turismo do Rio, em tempos nos quais a violência urbana começou a assustar a cidade.
Apesar do sucesso e dos temas sociais que sempre abordou em suas tramas, Maneco foi acusado de elitista por sempre retratar a zona sul carioca. A falta do protagonismo preto também foi alvo de reclamação por parte do público.
A Helena de Taís Araújo
Em Viver a Vida, de 2009, Taís Araújo foi escalada para ser a modelo de sucesso Helena, que abandona a profissão ao se casar com o empresário Marcos, papel de José Mayer, outro ator que fez parte da lista de preferidos de Maneco. A personagem é considerada como a primeira protagonista negra de uma novela das 8 da Globo.
A novela não foi bem de audiência. Helena, competiu com a jovem Luciana, personagem de Alinne Moraes, filha de Marcos, que fica tetraplégica após um acidente. Em 2024, quando a novela foi reprisada no canal Viva, Taís se manifestou nas redes sociais e disse ter ressignificado a personagem, para a qual ela havia feito críticas no passado. “Não tinha nada de errado comigo. Eu, inclusive, estava atuando muito bem”, escreveu.
A última novela de Manoel Carlos
A última novela escrita por Manoel Carlos, Em Família, foi ao ar em 2014. Coube à atriz Júlia Lemmertz, filha de Lilian Lemmertz, a primeira atriz a interpretar uma Helena do Maneco, dar vida a Helena.
Maneco também escreveu novelas e seriados para outros países, entre eles, Estados Unidos, México, Chile, Argentina, Venezuela, Peru, Colômbia e Equador.
Em entrevista a Jô Soares, Maneco afirmou que os homens sabiam escrever melhor sobre mulheres. “Eles têm uma visão até mais generosa do que elas mesmas”, disse. Citou como exemplo personagens femininas criadas por autores como Gustave Flaubert, Balzac e Proust.
Nascido em São Paulo, no bairro do Pari, Maneco viveu no Rio de Janeiro por mais de 50 anos. Foi casado com a atriz e apresentadora Cidinha Campos. Desde 1981 era casado com Elisabety Gonçalves de Almeida. Era pai da escritora e roteirista Maria Carolina e da atriz Júlia Almeida. Maneco perdeu outros três filhos: Ricardo, em 1987, vítima de complicações causadas pelo vírus da Aids; Manoel Carlos Júnior, que em 2012 sofreu um ataque cardíaco; e Pedro Almeida, que morreu de mal súbito em 2014.
Prefeitura de Cassilândia abre período de matrículas na Rede Municipal de Ensino

Pais e responsáveis devem procurar diretamente as unidades escolares para matrícula e rematrícula
A Prefeitura de Cassilândia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informa que está aberto o período de matrículas na Rede Municipal de Ensino para o ano letivo de 2026. Pais e responsáveis devem comparecer diretamente às unidades escolares do município para realizar a matrícula ou rematrícula dos estudantes.
O atendimento está sendo feito nas próprias escolas da rede municipal, onde as equipes estão preparadas para orientar as famílias sobre a documentação necessária, vagas disponíveis e demais informações relacionadas ao processo de matrícula.
A Administração Municipal reforça a importância de que os responsáveis fiquem atentos aos prazos e procurem as escolas o quanto antes, garantindo o acesso dos alunos à educação pública de qualidade oferecida pelo município.
A Prefeitura de Cassilândia destaca ainda o compromisso com o fortalecimento da educação, investindo na organização da rede, na valorização dos profissionais e na oferta de um ensino inclusivo e de qualidade para todas as crianças. Para mais informações, os interessados podem procurar a escola mais próxima ou a Secretaria Municipal de Educação.
Fazendeiro que deixou 457 bois passando fome vira alvo de investigação em Cassilândia

Gados estavam desnutridos. (Reprodução, PMA)
Um fazendeiro, de 69 anos, virou alvo de inquérito civil por deixar 457 cabeças de gado passando fome em uma fazenda em Cassilândia. O caso foi constatado pela PMA (Polícia Militar Ambiental), que encaminhou a infração para o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
O autor havia sido autuado pela PMA e multado em R$ 480 mil. Ele mantinha os animais em um pasto com pouca grama, além de não os alimentar adequadamente.

PMA encontrou gado morto em uma área da fazenda. (Reprodução, PMA)
A polícia constatou que os bois estavam em visível estado de desnutrição — magros a ponto dos ossos aparecerem.
Além disso, no galpão havia ração proteica e feno, mas, no momento da fiscalização, os cochos estavam vazios. A fiscalização também encontrou um bezerro morto e várias ossadas espalhadas pelo pasto.
Agora, o fazendeiro vai encarar um inquérito civil, que poderá virar uma denúncia na Justiça.
A polícia constatou que os bois estavam em visível estado de desnutrição — magros a ponto dos ossos aparecerem.
Além disso, no galpão havia ração proteica e feno, mas, no momento da fiscalização, os cochos estavam vazios. A fiscalização também encontrou um bezerro morto e várias ossadas espalhadas pelo pasto.
Agora, o fazendeiro vai encarar um inquérito civil, que poderá virar uma denúncia na Justiça.
Midiamax
Mutirão de Combate à Dengue mobiliza moradores neste sábado (10) em Cassilândia
Ação da Prefeitura será realizada e reforça prevenção contra o Aedes aegypti
A Prefeitura de Cassilândia promove neste sábado (10), das 6h às 12h (horário de MS), um Mutirão de Combate à Dengue na Vila Pernambuco. A iniciativa tem como objetivo eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, além de conscientizar a população sobre a importância da prevenção.
Durante a ação, os moradores devem separar materiais que possam acumular água, como latas, vasilhas, garrafas, pneus e outros recipientes, para que os agentes de saúde façam o recolhimento e o descarte adequado. A Prefeitura reforça que não é permitido colocar lixo comum na rua, sendo o mutirão exclusivo para materiais que possam servir de criadouros do mosquito.
A Administração Municipal destaca que a participação da comunidade é fundamental para o sucesso do mutirão e para a redução dos casos de dengue no município. Manter quintais limpos, eliminar água parada e colaborar com as ações de saúde pública são atitudes simples que fazem a diferença.
A Prefeitura de Cassilândia reforça que prevenir a dengue é um dever de todos e conta com o apoio dos moradores da Vila Pernambuco para manter a cidade mais limpa, segura e protegida.
Fonte: MS Todo Dia
Imagem: Divulgação
Mulher é atraída por falsa oferta de emprego e sofre tentativa de estupro

Vista aérea de Três Lagoas, município a 313 quilômetros de Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News).
Uma mulher de 49 anos denunciou ter sofrido tentativa de estupro após aceitar uma falsa oferta de trabalho como cuidadora, na manhã desta quinta-feira (8), em Três Lagoas, município situado a 327 quilômetros de Campo Grande. O caso ocorreu em uma casa no Jardim Bela Vista, onde o suspeito, que não teve a identidade revelada, teria atraído a vítima com a promessa de pagamento em dinheiro para cuidar de uma idosa acamada.
De acordo com o relato feito à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), a vítima caminhava pela rua quando foi abordada por um homem que disse precisar de ajuda para dar banho na mãe. Ele afirmou que pagaria R$ 60 pelo serviço. Ao entrar na residência indicada, a mulher percebeu que não havia ninguém no local além do suspeito.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito trancou a porta e passou a ameaçar a vítima com duas facas. Ele ordenou que ela tirasse a roupa e, diante da recusa, usou violência para arrancar as peças. A mulher contou que chorava e pedia para que ele parasse, mas continuou sob ameaça.
Em um momento de descuido do agressor, a vítima começou a gritar por socorro. Ao tentar se defender, sofreu cortes nos dedos das duas mãos ao segurar a lâmina de uma das facas. Mesmo ferida, conseguiu fugir da casa sem roupas e pedir ajuda na rua. Moradores a ampararam e acionaram o socorro.
A mulher foi atendida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levada para a delegacia, onde prestou depoimento. No imóvel, equipes encontraram roupas da vítima, marcas de sangue, as facas usadas na agressão e um documento de identidade que permitiu identificar o suspeito, que fugiu de bicicleta e ainda não foi localizado.
O caso segue sob investigação da DAM de Três Lagoas. A polícia mantém buscas para localizar o homem, que, conforme o registro, já responde por crimes sexuais e deixou o sistema prisional recentemente.
Campo Grande News
Emagrecedores injetáveis aceleram efeito rebote e peso volta até quatro vezes mais rápido

Seringas usadas para aplicação da tizerpatida – Campo Grande News
Ao interromper o uso dos novos medicamentos para emagrecer, a recuperação do peso ocorre em ritmo até quatro vezes mais rápido do que após a suspensão de programas baseados apenas em dieta e atividade física. A conclusão é de um estudo britânico publicado nesta quinta-feira na revista BMJ. A pesquisa chega em um momento sensível para Mato Grosso do Sul. No Estado, medicamentos desse tipo se popularizaram de forma acelerada nos últimos anos, impulsionados pelo contrabando vindo do Paraguai, onde versões irregulares ou adquiridas sem prescrição médica entram no Brasil a preços muito abaixo dos praticados nas farmácias. O resultado é um consumo disseminado, muitas vezes sem acompanhamento médico e sem planejamento de longo prazo.
Nos países ricos, esses medicamentos já vinham ganhando espaço como tratamento para diabetes e obesidade. Eles atuam sobre o hormônio GLP-1, que estimula a secreção de insulina e aumenta a sensação de saciedade. Em setembro, a OMS chegou a incluí-los na lista de medicamentos essenciais, mas fez um alerta: é preciso ampliar o acesso por meio de versões genéricas e mais baratas para países de renda média e baixa.
Perda rápida, retorno acelerado
Análises anteriores mostraram que esses tratamentos ajudam a reduzir entre 15% e 20% do peso corporal. O problema começa depois. “Tudo isso parece uma boa notícia”, afirma Susan Jebb, especialista em nutrição pública da Universidade de Oxford e coautora do estudo. Mas, segundo ela, cerca de metade dos pacientes abandona o tratamento em até um ano. Entre os motivos estão os efeitos colaterais, como náuseas, e o preço elevado. Nos Estados Unidos, o custo mensal pode ultrapassar 1.000 dólares. No Brasil, o alto valor empurra parte dos consumidores para o mercado ilegal, especialmente em regiões de fronteira como Mato Grosso do Sul.
Ao analisar 37 estudos sobre a interrupção de diferentes tratamentos para emagrecer, os pesquisadores observaram que os participantes recuperaram, em média, 0,4 quilo por mês após parar a medicação. Seis dos estudos focaram na semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, e na tirzepatida, usada no Mounjaro, medicamentos fabricados por Novo Nordisk e Eli Lilly. Durante o uso, os participantes perderam cerca de 15 quilos. Após a interrupção, recuperaram aproximadamente 10 quilos em um ano. Pela projeção dos pesquisadores, o retorno ao peso inicial ocorre, em média, em 18 meses. Os indicadores cardiovasculares, como pressão arterial e colesterol, também voltaram aos níveis anteriores em cerca de um ano e quatro meses.
Comparação desfavorável
Já entre pessoas que emagreceram apenas com dieta e exercício, sem medicamentos, a perda de peso foi menor. Em compensação, o tempo médio para recuperar os quilos perdidos foi de quatro anos. Na prática, isso significa que usuários de medicamentos para emagrecer recuperam o peso cerca de quatro vezes mais rápido.
Segundo Sam West, principal autor do estudo, perdas expressivas de peso tendem a ser seguidas por um retorno mais acelerado. Outra análise citada pelos pesquisadores indica que, após o uso desses medicamentos, o ganho de peso é sistematicamente mais rápido, independentemente do peso perdido no início.
Uma possível explicação é comportamental. Pessoas que emagrecem com mudanças de hábitos tendem a manter parte dessas rotinas mesmo após algum reganho de peso. Já quem depende exclusivamente do medicamento costuma interromper o tratamento sem estratégias de sustentação. Campo Grande News
Pintor é assassinado em Costa Rica

Pintor é assassinado em Costa Rica
Uma ocorrência grave de violência registrada na manhã deste sábado (10) terminou em morte no município de Costa Rica. O caso teve início após uma briga em frente a um bar localizado na Rua Marechal Floriano Peixoto, esquina com o Cemitério Municipal.
A vítima foi identificada como Alessandro Machado da Silva, de 36 anos, conhecido como Galeguinho Pintor. Segundo informações apuradas pela reportagem, ele foi encontrado caído no meio da via pública, com uma perfuração provocada por arma branca e apresentando intenso sangramento. Seu estado de saúde era considerado gravíssimo no momento do atendimento.
Ainda conforme apurado, a confusão teria sido motivada por apostas em jogo e começou no interior do bar. Após o desentendimento, o autor teria se dirigido até um veículo, de onde pegou a faca utilizada para golpear a vítima.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros no local, encaminhando Alessandro para a Fundação Hospitalar do município. Apesar dos esforços da equipe médica, a vítima não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
O caso será investigado pelas autoridades policiais.
Fonte: MS Todo Dia
Morre Manoel Carlos, autor de novelas, aos 92 anos de idade

Ele foi autor de novelas como ‘Laços de Família’ e ‘Mulheres Apaixonadas’ (Foto: Reprodução, X)
Manoel Carlos, um dos mais conhecidos autores de novela do Brasil, morreu neste sábado, 10, aos 92 anos de idade. A informação foi confirmada pela produtora da família, a Boa Palavra.
“O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos. A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, consta em comunicado.
Quem foi Manoel Carlos
Um dos pioneiros da televisão brasileira, Manoel Carlos iniciou sua carreira como ator na década de 1950, quando fez parte no Grande Teatro Tupi, na extinta TV Tupi, onde atuou com grandes nomes, entre eles, Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Sérgio Britto, Fernando Torres, e Flávio Rangel. Além de atuar, Maneco, como era chamado pela família e amigos, adaptava peças de teatro para a televisão, os chamados teleteatros.
Certa vez, em entrevista a Jô Soares, Maneco afirmou que não era um ator “brilhante”, mas que também não chegava a ser “péssimo”. “Como eu que adaptava (as obras), sempre escrevia um papel para mim”, disse.
Nos anos 1960, foi contratado pela TV Excelsior onde criou o programa Bibi 60, conduzido pela atriz Bibi Ferreira, onde ficou até 1963.
Em seguida, na TV Record, formou, ao lado de Nilton Travesso, Tuta de Carvalho e Raul Duarte, a Equipe A. Eles eram responsáveis por produzir e dirigir programas que entraram para história da televisão brasileira, como o humorístico A Família Trapo, a competição musical Esta Noite se Improvisa e musical O Fino da Bossa, com Elis Regina e Jair Rodrigues no comando. Trabalhou ainda com Jô Soares, Hebe Camargo e Ronnie Von.
Com o declínio da TV Record e o esvaziamento dos festivais de música brasileira, Maneco se transferiu para a TV Globo e a participou da criação do semanal Fantástico, ao lado de profissionais como Nilton Travesso, Armando Nogueira, Daniel Filho e Alice-Maria.
Em 1978, Manoel Carlos deu início ao ofício que o consagraria. Passou a ser autor de telenovelas diárias. A estreia foi com Maria, Maria, baseada no romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha. Com ares de superprodução, a trama fez sucesso no horário das seis da tarde.
Quatro meses após o término de Maria, Maria, outra adaptação de Maneco entrou no ar, também no horário das seis. A Sucessora, uma adaptação do romance homônimo de Carolina Nabuco. A protagonista foi a atriz Susana Vieira, que interpretou Marina, uma moça simples que se casa com o milionário Roberto Steen, personagem de Rubens de Falco.
No fim dos anos 1970, Maneco fez parte da equipe de roteiristas do seriado Malu Mulher, um marco na teledramaturgia brasileira ao abordar questões como feminismo, divórcio, aborto, violência doméstica, orgasmo, entre outros. A série foi estrelada pela atriz Regina Duarte, que, posteriormente, protagonizou três novelas do autor, História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).
A primeira Helena de Manoel Carlos
Depois de colaborar com Gilberto Braga em Água Viva (1980), Maneco estreou, no ano seguinte, Baila Comigo, novela na qual começa sua saga com as protagonistas de nome Helena. Foi a primeira novela solo do autor no cobiçado horário das oito.
Segundo o autor, a preferência pelo nome Helena não era por causa de nenhuma mulher em especial, mas sim pela admiração que ele tinha pela história mitológica de Helena de Troia, pela força e independência da personagem.
A primeira Helena coube à atriz Lilian Lemmertz. Uma mulher comum e batalhadora, que vivia presa em uma mentira que sustentou por anos a fio. O ponto alto da novela foi quando os gêmeos Quinzinho e João Vitor, filhos de Helena, interpretados por Tony Ramos, mas criados separados, finalmente se encontram.
Outros dois pontos importantes de Baila Comigo: a estreia da atriz Fernanda Montenegro na TV Globo e o casal interracial interpretado por Milton Gonçalves e Beatriz Lyra. Ao personagem de Milton, o artesão Otto, Maneco dedicou a principal cena do último capítulo da novela.
Os anos de Manoel Carlos longe da Globo
Em 1982, Maneco criou Sol de Verão, novela que prometia, como o título indica, ser mais solar. No entanto, o protagonista da trama, o ator Jardel Filho, para quem o autor havia criado a novela, morreu vítima de um infarto fulminante, quatro meses após a estreia. Abalado, Maneco deixou a novela, que foi finalizada por Lauro César Muniz.
A saída, porém, não foi de comum acordo. Em entrevista ao Estadão em 1986, ele revelou o descontentamento com a emissora: “Propus à Globo acabar a novela em uma semana. Eles argumentaram que não seria possível. Aumentei para duas semanas. Eles reargumentaram que teria de estendê-la, pelo menos, por mais três [semanas]. Eu disse ‘não’.”
“Não acredito quando falam que ‘o show deve continuar’. Não. Ele tem de ser interrompido quando a dor é muito forte. Tem de se respeitar a dor alheia. Não há nenhuma alegria em ver o circo pegar fogo. Temos, pelo contrário, de ajudar a apagar o incêndio”, prosseguia.
O período longe da Globo, porém, não significou o afastamento das novelas. Escreveu Novo Amor, Viver a Vida e Joana para a TV Manchete, e O Cometa para a Bandeirantes, além de El Magnate, para o público de origem mexicana dos Estados Unidos. Manoel Carlos reatou com a Globo somente cerca de oito anos depois, em 1991, quando escreveu Felicidade.
‘Laços de Família’ e ‘Mulheres Apaixonadas’
As décadas de 1990 e 2000 foram especiais para Manoel Carlos. São pelas produções que foram ao ar nesse período que o autor é lembrado. Laços de Família (2000), como Vera Fischer no papel de Helena, e Mulheres Apaixonadas (2003), com Christiane Torloni como protagonista.
Em Laços de Família, Maneco abordou o namoro de uma mulher mais velha, Helena, com um rapaz mais jovem – estreia de Reynaldo Gianecchini em novelas -, que havia sido namorado de sua filha, Camila, personagem de Carolina Dieckmmann.
A cena em que Camila, que sofria de leucemia, raspa a cabeça, foi uma das mais marcantes da história da telenovela brasileira e a maior audiência da Globo nos anos 2000. O assunto levantado pelo autor levou ao aumento das doações de medula óssea no País
Em Mulheres Apaixonadas, Maneco abordou assuntos como adoção, alcoolismo, violência doméstica, etarismo e homofobia. Cronista, ele incluiu uma cena em que a personagem Fernanda (Vanessa Gerbelli) é atingida por uma bala durante um tiroteio no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, um dos metros quadrados mais caros do País. A cena causou protestos por parte do setor de turismo do Rio, em tempos nos quais a violência urbana começou a assustar a cidade.
Apesar do sucesso e dos temas sociais que sempre abordou em suas tramas, Maneco foi acusado de elitista por sempre retratar a zona sul carioca. A falta do protagonismo preto também foi alvo de reclamação por parte do público.
A Helena de Taís Araújo
Em Viver a Vida, de 2009, Taís Araújo foi escalada para ser a modelo de sucesso Helena, que abandona a profissão ao se casar com o empresário Marcos, papel de José Mayer, outro ator que fez parte da lista de preferidos de Maneco. A personagem é considerada como a primeira protagonista negra de uma novela das 8 da Globo.
A novela não foi bem de audiência. Helena, competiu com a jovem Luciana, personagem de Alinne Moraes, filha de Marcos, que fica tetraplégica após um acidente. Em 2024, quando a novela foi reprisada no canal Viva, Taís se manifestou nas redes sociais e disse ter ressignificado a personagem, para a qual ela havia feito críticas no passado. “Não tinha nada de errado comigo. Eu, inclusive, estava atuando muito bem”, escreveu.
A última novela de Manoel Carlos
A última novela escrita por Manoel Carlos, Em Família, foi ao ar em 2014. Coube à atriz Júlia Lemmertz, filha de Lilian Lemmertz, a primeira atriz a interpretar uma Helena do Maneco, dar vida a Helena.
Maneco também escreveu novelas e seriados para outros países, entre eles, Estados Unidos, México, Chile, Argentina, Venezuela, Peru, Colômbia e Equador.
Em entrevista a Jô Soares, Maneco afirmou que os homens sabiam escrever melhor sobre mulheres. “Eles têm uma visão até mais generosa do que elas mesmas”, disse. Citou como exemplo personagens femininas criadas por autores como Gustave Flaubert, Balzac e Proust.
Nascido em São Paulo, no bairro do Pari, Maneco viveu no Rio de Janeiro por mais de 50 anos. Foi casado com a atriz e apresentadora Cidinha Campos. Desde 1981 era casado com Elisabety Gonçalves de Almeida. Era pai da escritora e roteirista Maria Carolina e da atriz Júlia Almeida. Maneco perdeu outros três filhos: Ricardo, em 1987, vítima de complicações causadas pelo vírus da Aids; Manoel Carlos Júnior, que em 2012 sofreu um ataque cardíaco; e Pedro Almeida, que morreu de mal súbito em 2014.
Prefeitura de Cassilândia abre período de matrículas na Rede Municipal de Ensino

Pais e responsáveis devem procurar diretamente as unidades escolares para matrícula e rematrícula
A Prefeitura de Cassilândia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informa que está aberto o período de matrículas na Rede Municipal de Ensino para o ano letivo de 2026. Pais e responsáveis devem comparecer diretamente às unidades escolares do município para realizar a matrícula ou rematrícula dos estudantes.
O atendimento está sendo feito nas próprias escolas da rede municipal, onde as equipes estão preparadas para orientar as famílias sobre a documentação necessária, vagas disponíveis e demais informações relacionadas ao processo de matrícula.
A Administração Municipal reforça a importância de que os responsáveis fiquem atentos aos prazos e procurem as escolas o quanto antes, garantindo o acesso dos alunos à educação pública de qualidade oferecida pelo município.
A Prefeitura de Cassilândia destaca ainda o compromisso com o fortalecimento da educação, investindo na organização da rede, na valorização dos profissionais e na oferta de um ensino inclusivo e de qualidade para todas as crianças. Para mais informações, os interessados podem procurar a escola mais próxima ou a Secretaria Municipal de Educação.
Fazendeiro que deixou 457 bois passando fome vira alvo de investigação em Cassilândia

Gados estavam desnutridos. (Reprodução, PMA)
Um fazendeiro, de 69 anos, virou alvo de inquérito civil por deixar 457 cabeças de gado passando fome em uma fazenda em Cassilândia. O caso foi constatado pela PMA (Polícia Militar Ambiental), que encaminhou a infração para o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
O autor havia sido autuado pela PMA e multado em R$ 480 mil. Ele mantinha os animais em um pasto com pouca grama, além de não os alimentar adequadamente.

PMA encontrou gado morto em uma área da fazenda. (Reprodução, PMA)
A polícia constatou que os bois estavam em visível estado de desnutrição — magros a ponto dos ossos aparecerem.
Além disso, no galpão havia ração proteica e feno, mas, no momento da fiscalização, os cochos estavam vazios. A fiscalização também encontrou um bezerro morto e várias ossadas espalhadas pelo pasto.
Agora, o fazendeiro vai encarar um inquérito civil, que poderá virar uma denúncia na Justiça.
A polícia constatou que os bois estavam em visível estado de desnutrição — magros a ponto dos ossos aparecerem.
Além disso, no galpão havia ração proteica e feno, mas, no momento da fiscalização, os cochos estavam vazios. A fiscalização também encontrou um bezerro morto e várias ossadas espalhadas pelo pasto.
Agora, o fazendeiro vai encarar um inquérito civil, que poderá virar uma denúncia na Justiça.
Midiamax
Mutirão de Combate à Dengue mobiliza moradores neste sábado (10) em Cassilândia
Ação da Prefeitura será realizada e reforça prevenção contra o Aedes aegypti
A Prefeitura de Cassilândia promove neste sábado (10), das 6h às 12h (horário de MS), um Mutirão de Combate à Dengue na Vila Pernambuco. A iniciativa tem como objetivo eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, além de conscientizar a população sobre a importância da prevenção.
Durante a ação, os moradores devem separar materiais que possam acumular água, como latas, vasilhas, garrafas, pneus e outros recipientes, para que os agentes de saúde façam o recolhimento e o descarte adequado. A Prefeitura reforça que não é permitido colocar lixo comum na rua, sendo o mutirão exclusivo para materiais que possam servir de criadouros do mosquito.
A Administração Municipal destaca que a participação da comunidade é fundamental para o sucesso do mutirão e para a redução dos casos de dengue no município. Manter quintais limpos, eliminar água parada e colaborar com as ações de saúde pública são atitudes simples que fazem a diferença.
A Prefeitura de Cassilândia reforça que prevenir a dengue é um dever de todos e conta com o apoio dos moradores da Vila Pernambuco para manter a cidade mais limpa, segura e protegida.
Fonte: MS Todo Dia
Imagem: Divulgação
Mulher é atraída por falsa oferta de emprego e sofre tentativa de estupro

Vista aérea de Três Lagoas, município a 313 quilômetros de Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News).
Uma mulher de 49 anos denunciou ter sofrido tentativa de estupro após aceitar uma falsa oferta de trabalho como cuidadora, na manhã desta quinta-feira (8), em Três Lagoas, município situado a 327 quilômetros de Campo Grande. O caso ocorreu em uma casa no Jardim Bela Vista, onde o suspeito, que não teve a identidade revelada, teria atraído a vítima com a promessa de pagamento em dinheiro para cuidar de uma idosa acamada.
De acordo com o relato feito à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), a vítima caminhava pela rua quando foi abordada por um homem que disse precisar de ajuda para dar banho na mãe. Ele afirmou que pagaria R$ 60 pelo serviço. Ao entrar na residência indicada, a mulher percebeu que não havia ninguém no local além do suspeito.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito trancou a porta e passou a ameaçar a vítima com duas facas. Ele ordenou que ela tirasse a roupa e, diante da recusa, usou violência para arrancar as peças. A mulher contou que chorava e pedia para que ele parasse, mas continuou sob ameaça.
Em um momento de descuido do agressor, a vítima começou a gritar por socorro. Ao tentar se defender, sofreu cortes nos dedos das duas mãos ao segurar a lâmina de uma das facas. Mesmo ferida, conseguiu fugir da casa sem roupas e pedir ajuda na rua. Moradores a ampararam e acionaram o socorro.
A mulher foi atendida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levada para a delegacia, onde prestou depoimento. No imóvel, equipes encontraram roupas da vítima, marcas de sangue, as facas usadas na agressão e um documento de identidade que permitiu identificar o suspeito, que fugiu de bicicleta e ainda não foi localizado.
O caso segue sob investigação da DAM de Três Lagoas. A polícia mantém buscas para localizar o homem, que, conforme o registro, já responde por crimes sexuais e deixou o sistema prisional recentemente.
Campo Grande News
Emagrecedores injetáveis aceleram efeito rebote e peso volta até quatro vezes mais rápido

Seringas usadas para aplicação da tizerpatida – Campo Grande News
Ao interromper o uso dos novos medicamentos para emagrecer, a recuperação do peso ocorre em ritmo até quatro vezes mais rápido do que após a suspensão de programas baseados apenas em dieta e atividade física. A conclusão é de um estudo britânico publicado nesta quinta-feira na revista BMJ. A pesquisa chega em um momento sensível para Mato Grosso do Sul. No Estado, medicamentos desse tipo se popularizaram de forma acelerada nos últimos anos, impulsionados pelo contrabando vindo do Paraguai, onde versões irregulares ou adquiridas sem prescrição médica entram no Brasil a preços muito abaixo dos praticados nas farmácias. O resultado é um consumo disseminado, muitas vezes sem acompanhamento médico e sem planejamento de longo prazo.
Nos países ricos, esses medicamentos já vinham ganhando espaço como tratamento para diabetes e obesidade. Eles atuam sobre o hormônio GLP-1, que estimula a secreção de insulina e aumenta a sensação de saciedade. Em setembro, a OMS chegou a incluí-los na lista de medicamentos essenciais, mas fez um alerta: é preciso ampliar o acesso por meio de versões genéricas e mais baratas para países de renda média e baixa.
Perda rápida, retorno acelerado
Análises anteriores mostraram que esses tratamentos ajudam a reduzir entre 15% e 20% do peso corporal. O problema começa depois. “Tudo isso parece uma boa notícia”, afirma Susan Jebb, especialista em nutrição pública da Universidade de Oxford e coautora do estudo. Mas, segundo ela, cerca de metade dos pacientes abandona o tratamento em até um ano. Entre os motivos estão os efeitos colaterais, como náuseas, e o preço elevado. Nos Estados Unidos, o custo mensal pode ultrapassar 1.000 dólares. No Brasil, o alto valor empurra parte dos consumidores para o mercado ilegal, especialmente em regiões de fronteira como Mato Grosso do Sul.
Ao analisar 37 estudos sobre a interrupção de diferentes tratamentos para emagrecer, os pesquisadores observaram que os participantes recuperaram, em média, 0,4 quilo por mês após parar a medicação. Seis dos estudos focaram na semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, e na tirzepatida, usada no Mounjaro, medicamentos fabricados por Novo Nordisk e Eli Lilly. Durante o uso, os participantes perderam cerca de 15 quilos. Após a interrupção, recuperaram aproximadamente 10 quilos em um ano. Pela projeção dos pesquisadores, o retorno ao peso inicial ocorre, em média, em 18 meses. Os indicadores cardiovasculares, como pressão arterial e colesterol, também voltaram aos níveis anteriores em cerca de um ano e quatro meses.
Comparação desfavorável
Já entre pessoas que emagreceram apenas com dieta e exercício, sem medicamentos, a perda de peso foi menor. Em compensação, o tempo médio para recuperar os quilos perdidos foi de quatro anos. Na prática, isso significa que usuários de medicamentos para emagrecer recuperam o peso cerca de quatro vezes mais rápido.
Segundo Sam West, principal autor do estudo, perdas expressivas de peso tendem a ser seguidas por um retorno mais acelerado. Outra análise citada pelos pesquisadores indica que, após o uso desses medicamentos, o ganho de peso é sistematicamente mais rápido, independentemente do peso perdido no início.
Uma possível explicação é comportamental. Pessoas que emagrecem com mudanças de hábitos tendem a manter parte dessas rotinas mesmo após algum reganho de peso. Já quem depende exclusivamente do medicamento costuma interromper o tratamento sem estratégias de sustentação. Campo Grande News



