MS terá mutirão para coletar DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Imagem Ilustrativa/Slias Lima

Mato Grosso do Sul terá, entre os dias 24 e 28 de agosto, uma mobilização para coletar DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ação faz parte de uma campanha nacional que busca aumentar as chances de identificação de pessoas desaparecidas e de corpos que ainda não tiveram a identidade confirmada.

Em Campo Grande, o chamado Dia D será realizado na segunda-feira (24), a partir das 8h, na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e Pessoas Desaparecidas (DHPP).

A mobilização será realizada pelo Setor de Pessoas Desaparecidas da DHPP, com apoio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético para inclusão em bancos de DNA. Segundo a Polícia Civil, a coleta é simples e indolor.

O material será usado para formar perfis genéticos que poderão ser cruzados com amostras de pessoas encontradas sem identificação. A comparação também pode auxiliar na identificação de restos mortais em casos nos quais não foi possível reconhecer a pessoa por outros meios.

A expectativa é ampliar o número de perfis genéticos disponíveis e, com isso, aumentar as possibilidades de encontrar respostas para famílias que aguardam informações sobre parentes desaparecidos.

A mobilização também busca integrar os órgãos responsáveis pela investigação, coleta e identificação de pessoas, fortalecendo a rede de busca em todo o país.

A Polícia Civil reforça a importância da participação dos familiares durante o período da campanha.

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Um ano após feminicídio, ato cobra condenação do assassino de Vanessa Ricarte

Gabriel do Carmo

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) esteve presente no ato em prol de justiça para a jornalista Vanessa Ricarte, vítima de feminicídio, realizado na tarde desta quinta-feira (12), na frente do Fórum de Campo Grande. O crime, cometido há exatamente um ano, ainda não teve uma resolução concreta e segue em processo na Justiça.

Caio César Nascimento Pereira, ex-noivo e responsável pelo feminicídio da jornalista, passou por audiência no dia 9 de março de 2026, com a oitiva de uma vítima e o interrogatório do réu.

O processo está em andamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri, conforme esclareceu o juiz titular, Carlos Alberto Garcete. Desde fevereiro de 2025, o processo teria passado por diversas etapas, previstas em lei, como apresentação de defesa, realização de audiências e análise de pedidos feitos pelas partes. Ao longo desse período, foram interpostos vários recursos, o que acabou prolongando a tramitação do processo.

“A gente quer saber da condenação desse criminoso que assassinou a Vanessa. Queremos justiça, proteção de verdade, queremos o estado brasileiro em todas as suas instâncias comprometidas com a vida das mulheres”, discursou.

Ribeiro ainda criticou a prefeita Adriane Lopes (PP), que cortou verbas para ações em prol das mulheres na Capital.

“Em Campo Grande, lutamos e conseguimos uma Secretaria Municipal das Mulheres, e o que aconteceu? Virou subsecretaria, depois Secretaria Executiva e este ano, a prefeita levou para a câmara um orçamento que cortou a metade das verbas destinadas às políticas para as mulheres”.

A vereadora ainda reforçou a demora pela Justiça. “Queremos que esse processo termine o mais rapidamente possível, mas a gente quer justiça concreta para a vida das mulheres e para isso é preciso se rebelar, falar grosso e alto, quebrar portas. Não dá mais para levar a luta das mulheres com meio-termo, nós estamos diante de um quadro que lesa o direito das mulheres”.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos), também estava na manifestação e reforçou que a luta das mulheres acontece todo dia, relembrando das 39 vítimas de feminicídio registradas em 2025 em Mato Grosso do Sul. Thronicke ainda reforçou que toda mulher está sujeita a sofrer algum tipo de assédio ou violência, apenas pelo fato de ser mulher.

“Se fizermos uma pesquisa, veríamos que a maioria das mulheres já sofreu assédio. A morte é a última etapa. Um exemplo é do homem que entrou em uma universidade e matou a professora; eles não tinham nenhuma ligação, ele fez isso por não gostar de mulheres”, destacou.

“Esses 39 nomes não são apenas números, cada mulher ali tinha sua história de vida, tinha um pai, mãe e irmão. Não podemos ver apenas como números. Precisamos de mais mulheres na política, e sabe por quê? Porque quem apanha não esquece, só nós mulheres sabemos a dificuldade e a dor. Temos que provar todo dia que somos boas; temos que estudar duas vezes mais, que nos respeitem. E minha dor é não ter conhecido a Vanessa, não ter sido amiga dessa mulher, que hoje representa essas 39”, finalizou.

O crime

No dia 12 de fevereiro do ano passado, data do crime, Vanessa buscou atendimento por duas vezes na Deam. Na primeira ocasião, relatou ameaças e a exposição indevida de imagens nas redes sociais, incluindo a divulgação de fotos íntimas, atribuídas ao réu.

No retorno à unidade, detalhou episódios de violência psicológica e informou ter sido mantida em cárcere privado, impedida por dias de manter contato com familiares e amigos. Mesmo após a concessão de medida protetiva, ao retornar à residência acompanhada de um amigo, a jornalista foi atacada pelo ex- companheiro. Socorrida e encaminhada à Santa Casa de Campo Grande, não resistiu aos ferimentos.

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Polícia Civil procura homem com mandado de prisão em aberto em Mineiros

Polícia Civil procura homem com mandado de prisão em aberto em Mineiros

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Mineiros, procura Weiverth Oliveira da Silva, que possui mandado de prisão preventiva em aberto.

Segundo a corporação, o homem é procurado por seu envolvimento em crimes praticados na região Sudoeste de Goiás.

A Polícia Civil solicita a colaboração da população para ajudar na localização do procurado. Informações sobre o paradeiro podem ser repassadas de forma sigilosa pelos canais oficiais.

Disque 197 – Polícia Civil
(64) 99941-6011

A orientação é para que a população não tente abordar ou deter o procurado. Qualquer informação deve ser comunicada diretamente às autoridades policiais.

Polícia Civil de Goiás

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TSE proíbe Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário

TSE proíbe Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário

TSE proíbe Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade nesta quinta-feira (20), vetar o acesso do candidato do PRTB à Presidência, Pablo Marçal, aos fundos eleitoral e partidário. Os ministros também impediram a participação de Marçal em campanhas na TV e no rádio e em debates.

A medida tem caráter cautelar até que a Corte Eleitoral analise se Pablo Marçal pode, ou não, ser candidato no pleito de 2026. Ou seja, a Justiça ainda precisa analisar o registro da candidatura do empresário.

Em nota, a assessoria de Pablo Marçal afirmou que a equipe jurídica dele está analisando a decisão do TSE e os argumentos do Ministério Público Eleitoral para definir as “próximas providências” (leia a íntegra aqui).

Razão pela qual não nos manifestaremos sobre o mérito do processo neste momento. Esperamos que a decisão seja revista e que a candidatura siga normalmente, para continuarmos nosso movimento em favor do povo brasileiro”, afirma o comunicado da equipe de Marçal.

No último sábado (15), o PRTB protocolou o pedido de registro da candidatura do influenciador à Presidência da República depois que uma decisão da Justiça Eleitoral autorizou sua filiação ao partido.

Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

O fundo partidário é usado para manter a estrutura e o funcionamento dos partidos no Brasil. Ele é abastecido por recursos do orçamento da União e por multas eleitorais. Já o fundo eleitoral foi criado para custear as disputas eleitorais e é liberado somente nos anos de eleição. O valor é definido pela Lei Orçamentária Anual.

‘Candidatura juridicamente inviável’, diz relatora

A relatora do caso no TSE , ministra Estela Aranha, apresentou voto favorável a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Marçal, e foi acompanhada por todos os ministros.

A ministra destacou que a impugnação não se limita à apresentação de elementos isolados ou episódicos. Para Estela Aranha, a decisão cautelar se justifica pelo risco do uso de recursos públicos em uma candidatura que não deve prosperar.

“O perigo do dano está caracterizado pelo risco da utilização de recursos públicos, de meios de propaganda eleitoral, em benefício de candidatura que em análise sumária mostra-se juridicamente inviável, notadamente pela provável ausência da condição de elegibilidade”, declarou a magistrada.

O que diz o Ministério Público?

O Ministério Público Eleitoral (MPE) afirma que a candidatura de Marçal não preenche os requisitos de prova de filiação ao PRTB dentro do prazo legal e aponta que em abril, prazo final para um candidato estar filiado a um partido político para disputar a eleição de outubro, Pablo Marçal estava nos quadros do União Brasil.

“Incontroverso, pois, que pesquisas em diversas fontes abertas na internet apontam, de modo convergente, que o impugnado Pablo Marçal (dentro do prazo fixado em lei para filiação partidária com o objetivo de concorrer ao cargo de Presidente da República apresentava-se publicamente como membro filiado ao partido União Brasil”, afirmou o Ministério Público.

O MPE, então, pediu ao TSE que fosse concedida uma decisão provisória impedindo que Pablo Marçal tenha acesso aos recursos públicos de campanha eleitoral e seja impedido de realizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, bem como aos demais atos de propaganda eleitoral.

Esse pedido foi analisado e atendido nesta quinta-feira pelos ministros do TSE.

A impugnação apresentada pelo MPE também destacou que Pablo Marçal está inelegível porque foi condenado pela prática de uso indevido dos meios de comunicação social quando ele concorreu à Prefeitura de São Paulo.

                                                                           Nota da equipe de Marçal

O candidato à Presidência da República pelo PRTB, Pablo Marçal, em entrevista ao Brasil Paralelo. — Foto: Reprodução/Youtube

O candidato à Presidência da República pelo PRTB, Pablo Marçal, em entrevista ao Brasil Paralelo. — Foto: Reprodução/Youtube

Veja a íntegra do comunicado divulgado pela assessoria de Pablo Marçal:

Recebemos, por meio de nosso corpo jurídico, informações sobre a decisão liminar proferida hoje pelo TSE.

Considerando a decisão liminar do TSE que suspendeu o acesso a recursos públicos de campanha e a propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV, optamos por reorganizar a agenda de hoje enquanto o corpo jurídico analisa os próximos passos.

Reforçamos que a decisão não impede a livre atuação da imprensa, e Pablo Marçal seguirá disponível para entrevistas dentro da pauta editorial de cada veículo. Pedimos apenas compreensão para que não sejam realizados debates e pautas eleitorais neste momento, tendo em vista os termos expressos da decisão judicial, que veda especificamente esse formato até nova deliberação.

G1

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MS terá mutirão para coletar DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Imagem Ilustrativa/Slias Lima

Mato Grosso do Sul terá, entre os dias 24 e 28 de agosto, uma mobilização para coletar DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ação faz parte de uma campanha nacional que busca aumentar as chances de identificação de pessoas desaparecidas e de corpos que ainda não tiveram a identidade confirmada.

Em Campo Grande, o chamado Dia D será realizado na segunda-feira (24), a partir das 8h, na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e Pessoas Desaparecidas (DHPP).

A mobilização será realizada pelo Setor de Pessoas Desaparecidas da DHPP, com apoio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético para inclusão em bancos de DNA. Segundo a Polícia Civil, a coleta é simples e indolor.

O material será usado para formar perfis genéticos que poderão ser cruzados com amostras de pessoas encontradas sem identificação. A comparação também pode auxiliar na identificação de restos mortais em casos nos quais não foi possível reconhecer a pessoa por outros meios.

A expectativa é ampliar o número de perfis genéticos disponíveis e, com isso, aumentar as possibilidades de encontrar respostas para famílias que aguardam informações sobre parentes desaparecidos.

A mobilização também busca integrar os órgãos responsáveis pela investigação, coleta e identificação de pessoas, fortalecendo a rede de busca em todo o país.

A Polícia Civil reforça a importância da participação dos familiares durante o período da campanha.

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Um ano após feminicídio, ato cobra condenação do assassino de Vanessa Ricarte

Gabriel do Carmo

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) esteve presente no ato em prol de justiça para a jornalista Vanessa Ricarte, vítima de feminicídio, realizado na tarde desta quinta-feira (12), na frente do Fórum de Campo Grande. O crime, cometido há exatamente um ano, ainda não teve uma resolução concreta e segue em processo na Justiça.

Caio César Nascimento Pereira, ex-noivo e responsável pelo feminicídio da jornalista, passou por audiência no dia 9 de março de 2026, com a oitiva de uma vítima e o interrogatório do réu.

O processo está em andamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri, conforme esclareceu o juiz titular, Carlos Alberto Garcete. Desde fevereiro de 2025, o processo teria passado por diversas etapas, previstas em lei, como apresentação de defesa, realização de audiências e análise de pedidos feitos pelas partes. Ao longo desse período, foram interpostos vários recursos, o que acabou prolongando a tramitação do processo.

“A gente quer saber da condenação desse criminoso que assassinou a Vanessa. Queremos justiça, proteção de verdade, queremos o estado brasileiro em todas as suas instâncias comprometidas com a vida das mulheres”, discursou.

Ribeiro ainda criticou a prefeita Adriane Lopes (PP), que cortou verbas para ações em prol das mulheres na Capital.

“Em Campo Grande, lutamos e conseguimos uma Secretaria Municipal das Mulheres, e o que aconteceu? Virou subsecretaria, depois Secretaria Executiva e este ano, a prefeita levou para a câmara um orçamento que cortou a metade das verbas destinadas às políticas para as mulheres”.

A vereadora ainda reforçou a demora pela Justiça. “Queremos que esse processo termine o mais rapidamente possível, mas a gente quer justiça concreta para a vida das mulheres e para isso é preciso se rebelar, falar grosso e alto, quebrar portas. Não dá mais para levar a luta das mulheres com meio-termo, nós estamos diante de um quadro que lesa o direito das mulheres”.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos), também estava na manifestação e reforçou que a luta das mulheres acontece todo dia, relembrando das 39 vítimas de feminicídio registradas em 2025 em Mato Grosso do Sul. Thronicke ainda reforçou que toda mulher está sujeita a sofrer algum tipo de assédio ou violência, apenas pelo fato de ser mulher.

“Se fizermos uma pesquisa, veríamos que a maioria das mulheres já sofreu assédio. A morte é a última etapa. Um exemplo é do homem que entrou em uma universidade e matou a professora; eles não tinham nenhuma ligação, ele fez isso por não gostar de mulheres”, destacou.

“Esses 39 nomes não são apenas números, cada mulher ali tinha sua história de vida, tinha um pai, mãe e irmão. Não podemos ver apenas como números. Precisamos de mais mulheres na política, e sabe por quê? Porque quem apanha não esquece, só nós mulheres sabemos a dificuldade e a dor. Temos que provar todo dia que somos boas; temos que estudar duas vezes mais, que nos respeitem. E minha dor é não ter conhecido a Vanessa, não ter sido amiga dessa mulher, que hoje representa essas 39”, finalizou.

O crime

No dia 12 de fevereiro do ano passado, data do crime, Vanessa buscou atendimento por duas vezes na Deam. Na primeira ocasião, relatou ameaças e a exposição indevida de imagens nas redes sociais, incluindo a divulgação de fotos íntimas, atribuídas ao réu.

No retorno à unidade, detalhou episódios de violência psicológica e informou ter sido mantida em cárcere privado, impedida por dias de manter contato com familiares e amigos. Mesmo após a concessão de medida protetiva, ao retornar à residência acompanhada de um amigo, a jornalista foi atacada pelo ex- companheiro. Socorrida e encaminhada à Santa Casa de Campo Grande, não resistiu aos ferimentos.

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Polícia Civil procura homem com mandado de prisão em aberto em Mineiros

Polícia Civil procura homem com mandado de prisão em aberto em Mineiros

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Mineiros, procura Weiverth Oliveira da Silva, que possui mandado de prisão preventiva em aberto.

Segundo a corporação, o homem é procurado por seu envolvimento em crimes praticados na região Sudoeste de Goiás.

A Polícia Civil solicita a colaboração da população para ajudar na localização do procurado. Informações sobre o paradeiro podem ser repassadas de forma sigilosa pelos canais oficiais.

Disque 197 – Polícia Civil
(64) 99941-6011

A orientação é para que a população não tente abordar ou deter o procurado. Qualquer informação deve ser comunicada diretamente às autoridades policiais.

Polícia Civil de Goiás

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TSE proíbe Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário

TSE proíbe Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário

TSE proíbe Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade nesta quinta-feira (20), vetar o acesso do candidato do PRTB à Presidência, Pablo Marçal, aos fundos eleitoral e partidário. Os ministros também impediram a participação de Marçal em campanhas na TV e no rádio e em debates.

A medida tem caráter cautelar até que a Corte Eleitoral analise se Pablo Marçal pode, ou não, ser candidato no pleito de 2026. Ou seja, a Justiça ainda precisa analisar o registro da candidatura do empresário.

Em nota, a assessoria de Pablo Marçal afirmou que a equipe jurídica dele está analisando a decisão do TSE e os argumentos do Ministério Público Eleitoral para definir as “próximas providências” (leia a íntegra aqui).

Razão pela qual não nos manifestaremos sobre o mérito do processo neste momento. Esperamos que a decisão seja revista e que a candidatura siga normalmente, para continuarmos nosso movimento em favor do povo brasileiro”, afirma o comunicado da equipe de Marçal.

No último sábado (15), o PRTB protocolou o pedido de registro da candidatura do influenciador à Presidência da República depois que uma decisão da Justiça Eleitoral autorizou sua filiação ao partido.

Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

O fundo partidário é usado para manter a estrutura e o funcionamento dos partidos no Brasil. Ele é abastecido por recursos do orçamento da União e por multas eleitorais. Já o fundo eleitoral foi criado para custear as disputas eleitorais e é liberado somente nos anos de eleição. O valor é definido pela Lei Orçamentária Anual.

‘Candidatura juridicamente inviável’, diz relatora

A relatora do caso no TSE , ministra Estela Aranha, apresentou voto favorável a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Marçal, e foi acompanhada por todos os ministros.

A ministra destacou que a impugnação não se limita à apresentação de elementos isolados ou episódicos. Para Estela Aranha, a decisão cautelar se justifica pelo risco do uso de recursos públicos em uma candidatura que não deve prosperar.

“O perigo do dano está caracterizado pelo risco da utilização de recursos públicos, de meios de propaganda eleitoral, em benefício de candidatura que em análise sumária mostra-se juridicamente inviável, notadamente pela provável ausência da condição de elegibilidade”, declarou a magistrada.

O que diz o Ministério Público?

O Ministério Público Eleitoral (MPE) afirma que a candidatura de Marçal não preenche os requisitos de prova de filiação ao PRTB dentro do prazo legal e aponta que em abril, prazo final para um candidato estar filiado a um partido político para disputar a eleição de outubro, Pablo Marçal estava nos quadros do União Brasil.

“Incontroverso, pois, que pesquisas em diversas fontes abertas na internet apontam, de modo convergente, que o impugnado Pablo Marçal (dentro do prazo fixado em lei para filiação partidária com o objetivo de concorrer ao cargo de Presidente da República apresentava-se publicamente como membro filiado ao partido União Brasil”, afirmou o Ministério Público.

O MPE, então, pediu ao TSE que fosse concedida uma decisão provisória impedindo que Pablo Marçal tenha acesso aos recursos públicos de campanha eleitoral e seja impedido de realizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, bem como aos demais atos de propaganda eleitoral.

Esse pedido foi analisado e atendido nesta quinta-feira pelos ministros do TSE.

A impugnação apresentada pelo MPE também destacou que Pablo Marçal está inelegível porque foi condenado pela prática de uso indevido dos meios de comunicação social quando ele concorreu à Prefeitura de São Paulo.

                                                                           Nota da equipe de Marçal

O candidato à Presidência da República pelo PRTB, Pablo Marçal, em entrevista ao Brasil Paralelo. — Foto: Reprodução/Youtube

O candidato à Presidência da República pelo PRTB, Pablo Marçal, em entrevista ao Brasil Paralelo. — Foto: Reprodução/Youtube

Veja a íntegra do comunicado divulgado pela assessoria de Pablo Marçal:

Recebemos, por meio de nosso corpo jurídico, informações sobre a decisão liminar proferida hoje pelo TSE.

Considerando a decisão liminar do TSE que suspendeu o acesso a recursos públicos de campanha e a propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV, optamos por reorganizar a agenda de hoje enquanto o corpo jurídico analisa os próximos passos.

Reforçamos que a decisão não impede a livre atuação da imprensa, e Pablo Marçal seguirá disponível para entrevistas dentro da pauta editorial de cada veículo. Pedimos apenas compreensão para que não sejam realizados debates e pautas eleitorais neste momento, tendo em vista os termos expressos da decisão judicial, que veda especificamente esse formato até nova deliberação.

G1

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