Brasil é o país com mais mortes de pessoas trans no mundo

© Valter Campanato/Agência Brasil
O Brasil é o país com mais mortes de pessoas trans e travestis no mundo pelo 14º ano consecutivo. Segundo o Dossiê Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), México e Estados Unidos aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Em 2022, 131 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país. Outras 20 tiraram a própria vida em virtude de discriminação e do preconceito. Os dados fazem parte do documento divulgado, em cerimônia no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Entre os assassinatos deste ano, 130 referem-se a mulheres trans e travestis e uma a homem trans. A pessoa mais jovem assassinada tinha apenas 15 anos. Quase 90% das vítimas tinham de 15 a 40 anos.
Para o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, os dados são uma “tragédia’, mas representam a oportunidade de mudança da realidade em que vivem atualmente pessoas transexuais e travestis.
De acordo com a pesquisadora responsável e secretária de Articulação Política da Antra, Bruna Benevides, contribuem para esse quadro fatores como a ausência de ações de enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIAP+. A falta de dados e subnotificações governamentais também podem contribuir para um cenário impreciso ao longo dos anos, além de dificultar a identificação de acusados.
“Qual é a visibilidade que pessoas trans têm tido? Se pegar o telefone e pesquisar no Google ou qualquer outro mecanismo a palavra ‘travesti’, oito em cada 10 notícias são sobre violência e esse cenário tem que mudar. Nós somos linhas de frente para sermos vistas, mas também somos linhas de frente para sermos mortas”, questionou Bruna.
Segundo o levantamento, entre os 131 assassinatos do ano passado, foram identificados 32 suspeitos. O dossiê indica que a maior parte dos suspeitos não costuma ter relação direta, social ou afetiva com a vítima. Além disso, “práticas policiais e judiciais ainda se caracterizam pela falta de rigor na investigação, identificação e prisão dos suspeitos’.
“É constante a ausência, precariedade e a fragilidade dos dados, muitas vezes intencionalmente, usados para ocultar ou manipular a ideia de uma diminuição dos casos em determinada região’, diz o levantamento.
O documento apontou ainda que 61% dos assassinatos ocorreram durante o primeiro semestre de 2022. Em números absolutos, Pernambuco foi o estado que mais registrou assassinatos, com 13 casos, seguido por São Paulo (11), Ceará (11), Minas Gerais (9), Rio de Janeiro (8) e Amazonas (8).
O perfil das vítimas no Brasil é o mesmo dos outros anos: mulheres trans e travestis negras e empobrecidas. A prostituição é a fonte de renda mais frequente. Entre as vítimas, 76% eram negras e 24% brancas. O levantamento mostra que mulheres trans e travestis têm até 38 vezes mais chance de serem assassinadas em relação aos homens trans e às pessoas não-binárias.
“Não diferente dos anos anteriores, o fato de que em 2022 a maioria daquelas onde foi possível identificar a atividade, pelo menos 54% dos assassinatos foram direcionados contra travestis e mulheres trans que atuam como profissionais do sexo, as mais expostas à violência direta e vivenciam o estigma que os processos de marginalização impões a essas profissionais’, indica o dossiê.
BATANEWS/REDAçãO
Homem é morto a golpes de machado após discussão com amigo

Foto: Adilson Domingos
Um homem identificado como Joaquim Francelino Pereira, 50 anos, conhecido como Nezão, foi morto a golpes de machado após uma discussão com um amigo, na noite desta sexta-feira (27), em Dourados, município distante aproximadamente 220 quilômetros de Campo Grande.
‘Nezão’, segundo o Dourados Informa, estava em um churrasco com o amigo, quando em determinado momento ambos tiveram uma discussão.
Na posse de um machado, o suspeito deferiu golpes em ‘Nezão’, que acabou morto sentado em uma cadeira na varanda da casa que acontecia o churrasco.
A polícia científica constatou que Joaquim foi atingido com cinco golpes, sendo dois na cabeça, um no rosto, tórax, costas, região lombar e outro no braço. Próximo ao corpo havia uma machadinho e uma faca tipo peixeira que foram recolhidas e serão periciadas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas Joaquim já estava morto. A Polícia Civil também esteve no local e já deu início à investigação.
BATANEWS/MIDIAMAX
Mãe fez declaração em rede social dois meses antes da filha morrer após maus-tratos

Mulher e o companheiro foram presos pelo crime em Campo Grande
Mulher de 24 anos, mãe da menina de dois anos que morreu após ser espancada e supostamente estuprada, na Vila Nasser, em Campo Grande, costumava usar as redes sociais para fazer declarações para a filha.
A série de abusos e agressões foi revelada na noite de quinta-feira (26), após a menina dar entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino já sem vida. Assim, mãe e padrasto da criança foram presos.
A mãe também tem mais uma filha de seis meses com o atual companheiro. Nas redes sociais, era comum a genitora postar fotos das meninas seguidas de declarações de amor.
“Minhas princesas”, diz a legenda de uma foto das duas crianças. “Se nada der certo na vida pelo menos filha linda eu fiz”, diz outra publicação.

Há aproximadamente 15 dias, a mulher chegou a compartilhar uma recordação da menina que morreu. Na foto, ela aparece abraçada com a criança, quando ela teria apenas pouco mais duas semanas de vida pela frente.

Depoimento
Em depoimento, a mulher disse que tinha medo de denunciar o atual companheiro. Ela ainda alegou que percebia sinais de abuso na criança quando ela voltava da casa do pai, de quem está separada, mas não relatou ter feito denúncia.
Para a polícia, a mulher disse que a filha começou a passar mal na noite de quarta-feira (25), com dores no estômago e vômito. No entanto, deu remédio para a criança, que teria melhorado.
Já na quinta-feira (26), a menina acordou pedindo comida, mas acabou vomitando e relatou novas dores no estômago. Então, à tarde a menina dormiu, acordando pior já por volta das 15h30.
Ainda segundo a mãe, a barriga da criança inchou e ficou dura, quando decidiu levar a filha ao médico. Assim, a mulher alega que a menina começou a ter dificuldades para respirar.
Apesar do trajeto entre a casa e o posto de saúde durar 10 minutos, a médica que atendeu a criança confirmou que a menina já estava morta há pelo menos quatro horas.
Confirmou agressões
Também segundo a mulher, os hematomas encontrados na criança teriam sido causados pelo padrasto na última semana. Ela confirmou que o homem tinha hábito de agredir as crianças.
Ainda segundo ela, essas agressões seriam ‘corretivos’. A mulher ainda afirmou que o padrasto era quem dava banho na criança e que, quando chegava, a menina já estava de banho tomado e vestida.
Por fim, a presa disse que tinha medo de denunciar o companheiro porque ele ameaçava tirar a filha dela. Já o padrasto da menina, também preso, permaneceu em silêncio no depoimento.
Enquanto isso, o pai da criança foi ouvido como testemunha. Ele contou que buscava a filha para visitas e ela sempre tinha hematomas pelo corpo.
Por isso, registrou dois boletins de ocorrência por maus-tratos, em novembro de 2022 e dezembro de 2021. A mãe da criança é apontada como suspeita em um deles e está como autora em outro boletim. Tais registros foram feitos na DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
O que foi observado na UPA?
Segundo o relato da médica, quando a criança chegou à unidade de saúde, ela já estava morta há pelo menos 4 horas com sinais de rigidez.
Além disso, havia hematomas por todo o corpo e sangramento pela boca. Ainda segundo a médica, a mãe estava estranhamente tranquila e só ficou nervosa quando foi informada que a polícia seria acionada.
Ainda nos exames feitos na UPA, foram constatados os sinais de estupro na criança. Com a chegada dos policiais, a mãe negou que tivesse levado a criança até a UPA já morta.
30 atendimentos médicos na ficha da criança
Também foi apurado pela polícia que a criança já tinha no histórico médico o registro de 30 atendimentos feitos e, em um deles, constava fratura de tíbia.
Presos, mãe e padrasto responderão pelo infanticídio e também são apurados os crimes de estupro de vulnerável e maus-tratos.
Vizinhos ouviam os choros
Choros constantes eram ouvidos da casa onde a pequena de dois anos vivia com a mãe, padrasto e irmão.
Uma vizinha contou ao Jornal Midiamax que, na semana anterior, encontrou com a menina e a mãe em um supermercado e tudo aparentava estar bem.
Ainda segundo a testemunha, ela ouvia o choro da criança que vinha da residência. Também outro vizinho afirmou que sempre a criança chorar, mas disse que “criança chora mesmo”.
Midiamax
Polícia apreende arma de homem que estaria com intenção de matar ex-mulher

Durante a busca pessoal, a equipe localizou, na cintura do homem de 56 anos (divulgação)
Policiais militares em Santa Rita do Pardo prenderam um homem de 56 anos pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, no final da tarde de sexta-feira (27).
De acordo com a polícia, a guarnição recebeu uma denúncia, relatando que na Rua Pedro Marcelino de Souza havia dois homens que estariam discutindo, sendo que um deles portava duas facas. Os policiais se deslocaram até o local e, ao se aproximarem da dupla para a abordagem, o suspeito passou duas facas a outro homem que estava com ele.
Durante a busca pessoal, a equipe localizou, na cintura do homem de 56 anos, um revólver calibre .22, marca Castelo, municiado com 08 munições. No desenrolar da ocorrência, os policiais foram informados que o homem estava armado na intenção de matar a ex-companheira dele. O outro indivíduo abordado foi detido com as duas facas. Diante dos fatos, os dois foram presos e conduzidos à DP para devidas providências.
Midiamax
Cassilândia Urgente: José Antônio Martins Passos, o Tonheca, morre nesta manhã de sábado, vítima de infarto
José Antônio Martins Passos, o Tonheca, de 50 anos, morreu nesta manhã de sábado, dia 28 de janeiro, vítima de infarto, em casa, conforme informação de familiar.
Ele vinha enfrentando problemas de saúde ultimamente e deixa pai, mãe, irmã, filhos, sobrinhos, familiares e amigos.
Morava em frente a Feira Livre de Cassilândia e era muito popular na cidade.
O velório está sendo realizado na Funerária Unapaz e o sepultamento está marcado para amanhã às 9h no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia. Texto e foto: Cassilândia Urgente

José Antônio Martins Passos, o Tonheca
Cassilândia Urgente: Morre Maura Augusta da Silva após sofrer AVC

Maura Augusta da Silva, a Maura do Quité, a popular Maura Cozinheira e Merendeira
Morreu hoje, sábado, 28 de janeiro, Maura Augusta da Silva, a popular Maura do Quité, Cozinheira e Merendeira, aos 69 anos, após sofrer um AVC – Acidente Vascular Cerebral – e ser internada na Santa Casa de Campo Grande.
O boletim médico dessa sexta-feira informava que ela enfrentava sérios problemas cardíacos e pulmonares, não tendo condições, inclusive, de fazer hemodiálise e sendo o seu caso considerado “gravíssimo”.
Infelizmente não resistiu e veio a óbito.
O corpo será trasladado para Cassilândia para ser velado na Funerária Nossa Aparecida a partir das 3h da madrugada deste domingo, e o sepultamento será amanhã, no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia, em horário a ser informado. Texto e foto: Cassilândia Urgente
Mãe e padrasto que mataram criança de 3 anos espancada são presos

A mãe não demonstrou sentimento ao saber da morte da menina na unidade de saúde
Uma mulher e um homem foram presos acusados de matar uma criança, de 3 anos, em Campo Grande.
De acordo com a Polícia Civil, a mãe chegou com a menina morta na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Cel Antonino.
Ela não demonstrou nervosismo ao saber da morte da filha. A genitora apenas ficou nervosa quando tomou conhecimento de que a equipe havia acionado a Polícia Militar.
A suspeita contou que o marido havia batido na criança. A equipe médica encontrou sinais de estupro na menina.
Ela morava com a mãe e o padrasto na Vila Nasser. O padrasto foi localizado e preso.
Os dois confessaram o crime e disseram que já haviam combinado uma versão para os fatos.
Top Mídia News
Chacina no DF: criminosos mataram toda a família e crianças para não deixar herdeiros, diz polícia

Chacina no DF: sepultamento Thiago Gabriel Belchior e Marcos Antônio Lopes de Oliveira — Foto: Reprodução/TV Globo
A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou, nesta sexta-feira (27), que as dez pessoas da família da cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, inclusive três crianças, foram mortas para que não houvesse herdeiros para o terreno dos familiares. A chácara em que parte da família morava é avaliada em R$ 2 milhões.
Segundo o delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, as terras foram a motivação de Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo e Carlomam dos Santos Nogueira para cometer o crime.
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Para os investigados, segundo a corporação, sem herdeiros, eles poderiam assumir a posse das terras e vendê-las posteriormente. A polícia ainda não identificou se já havia um possível comprador.
No entanto, o terreno que motivou os crimes não era de propriedade de Marcos Antônio e é alvo de uma ação judicial de reintegração de posse, movida pela atual proprietária. Os investigadores apontam que Marcos Antônio assumiu a dívida trabalhista de um caseiro que havia no terreno como forma de pagamento para morar na chácara.
As investigações apontam que os assassinatos começaram em 28 de dezembro do ano passado. Além do terreno, o grupo queria R$ 200 mil obtidos por Cláudia Regina Marques de Oliveira — ex-mulher de Marcos Antônio — com a venda de uma casa.
Membros da família também foram mantidos em cativeiro e obrigados a passar dados pessoais sobre contas bancárias e cartões de crédito para os criminosos, segundo os investigadores.
Dinâmica do crime
As vítimas do crime são:
- Elizamar Silva, de 39 anos: cabeleireira;
- Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos: marido de Elizamar Silva;
- Rafael da Silva, de 6 anos: filho de Elizamar e Thiago;
- Rafaela da Silva, de 6 anos: filha de Elizamar e Thiago;
- Gabriel da Silva, de 7 anos: filho de Elizamar e Thiago;
- Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos: pai de Thiago e sogro de Elizamar;
- Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos: ex-mulher de Marcos Antônio;
- Renata Juliene Belchior, de 52 anos: mãe de Thiago e sogra de Elizamar;
- Gabriela Belchior, de 25 anos: irmã de Thiago e cunhada de Elizamar;
- Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos: filha de Cláudia e Marcos Antônio.
Prisões
Os cinco suspeitos presos por envolvimento na chacina da família são:
- Gideon Batista de Menezes
- Horácio Carlos Ferreira Barbosa
- Fabrício Silva Canhedo
- Carlomam dos Santos Nogueira
- Carlos Henrique Alves da Silva
De acordo com a polícia, Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Carlomam dos Santos Nogueira eram os principais articuladores dos crimes. Já Fabrício Silva Canhedo era responsável por cuidar das vítimas que ficavam no cativeiro.
A Polícia Civil afirma que o adolescente foi chamado para participar da primeira parte do crime, quando Marcos Antônio foi morto, e Renata e Gabriela foram sequestradas. Ele teria desistido de continuar no esquema por causa da crueldade do crime, segundo o delegado Ricardo Viana.
Em seguida, eles sequestraram Claudia Regina e a filha dela e de Marcos, Ana Beatriz Oliveira. Por fim, atraíram Thiago, a esposa Elizamar e os três filhos deles. Todos foram mortos em diferentes momentos, ao longo dos dias em que ficaram sob ameaça dos criminosos.
A polícia afirma que o quinto suspeito, Carlos Henrique Alves da Silva, conhecido como Galego, participou do sequestro e da morte de Thiago. Segundo os investigadores, os quatro principais envolvidos, Gideon, Carlomam, Horácio e Fabrício serão investigados pelos crimes de:
- ocultação/destruição de cadáver
- extorsão mediante sequestro com resultado morte
- homicídio qualificado (5 vezes)
- latrocínio
- associação criminosa qualificada
- corrupção de menor qualificada
Somadas as penas variam entre 190 a 340 anos de prisão, de acordo com a corporação. Carlos Henrique deve responder pelo crime de homicídio, enquanto a responsabilização do adolescente será decidida pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I), na Asa Norte.
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Por Iana Caramori, g1 DF
Brasil é o país com mais mortes de pessoas trans no mundo

© Valter Campanato/Agência Brasil
O Brasil é o país com mais mortes de pessoas trans e travestis no mundo pelo 14º ano consecutivo. Segundo o Dossiê Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), México e Estados Unidos aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Em 2022, 131 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país. Outras 20 tiraram a própria vida em virtude de discriminação e do preconceito. Os dados fazem parte do documento divulgado, em cerimônia no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Entre os assassinatos deste ano, 130 referem-se a mulheres trans e travestis e uma a homem trans. A pessoa mais jovem assassinada tinha apenas 15 anos. Quase 90% das vítimas tinham de 15 a 40 anos.
Para o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, os dados são uma “tragédia’, mas representam a oportunidade de mudança da realidade em que vivem atualmente pessoas transexuais e travestis.
De acordo com a pesquisadora responsável e secretária de Articulação Política da Antra, Bruna Benevides, contribuem para esse quadro fatores como a ausência de ações de enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIAP+. A falta de dados e subnotificações governamentais também podem contribuir para um cenário impreciso ao longo dos anos, além de dificultar a identificação de acusados.
“Qual é a visibilidade que pessoas trans têm tido? Se pegar o telefone e pesquisar no Google ou qualquer outro mecanismo a palavra ‘travesti’, oito em cada 10 notícias são sobre violência e esse cenário tem que mudar. Nós somos linhas de frente para sermos vistas, mas também somos linhas de frente para sermos mortas”, questionou Bruna.
Segundo o levantamento, entre os 131 assassinatos do ano passado, foram identificados 32 suspeitos. O dossiê indica que a maior parte dos suspeitos não costuma ter relação direta, social ou afetiva com a vítima. Além disso, “práticas policiais e judiciais ainda se caracterizam pela falta de rigor na investigação, identificação e prisão dos suspeitos’.
“É constante a ausência, precariedade e a fragilidade dos dados, muitas vezes intencionalmente, usados para ocultar ou manipular a ideia de uma diminuição dos casos em determinada região’, diz o levantamento.
O documento apontou ainda que 61% dos assassinatos ocorreram durante o primeiro semestre de 2022. Em números absolutos, Pernambuco foi o estado que mais registrou assassinatos, com 13 casos, seguido por São Paulo (11), Ceará (11), Minas Gerais (9), Rio de Janeiro (8) e Amazonas (8).
O perfil das vítimas no Brasil é o mesmo dos outros anos: mulheres trans e travestis negras e empobrecidas. A prostituição é a fonte de renda mais frequente. Entre as vítimas, 76% eram negras e 24% brancas. O levantamento mostra que mulheres trans e travestis têm até 38 vezes mais chance de serem assassinadas em relação aos homens trans e às pessoas não-binárias.
“Não diferente dos anos anteriores, o fato de que em 2022 a maioria daquelas onde foi possível identificar a atividade, pelo menos 54% dos assassinatos foram direcionados contra travestis e mulheres trans que atuam como profissionais do sexo, as mais expostas à violência direta e vivenciam o estigma que os processos de marginalização impões a essas profissionais’, indica o dossiê.
BATANEWS/REDAçãO
Homem é morto a golpes de machado após discussão com amigo

Foto: Adilson Domingos
Um homem identificado como Joaquim Francelino Pereira, 50 anos, conhecido como Nezão, foi morto a golpes de machado após uma discussão com um amigo, na noite desta sexta-feira (27), em Dourados, município distante aproximadamente 220 quilômetros de Campo Grande.
‘Nezão’, segundo o Dourados Informa, estava em um churrasco com o amigo, quando em determinado momento ambos tiveram uma discussão.
Na posse de um machado, o suspeito deferiu golpes em ‘Nezão’, que acabou morto sentado em uma cadeira na varanda da casa que acontecia o churrasco.
A polícia científica constatou que Joaquim foi atingido com cinco golpes, sendo dois na cabeça, um no rosto, tórax, costas, região lombar e outro no braço. Próximo ao corpo havia uma machadinho e uma faca tipo peixeira que foram recolhidas e serão periciadas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas Joaquim já estava morto. A Polícia Civil também esteve no local e já deu início à investigação.
BATANEWS/MIDIAMAX
Mãe fez declaração em rede social dois meses antes da filha morrer após maus-tratos

Mulher e o companheiro foram presos pelo crime em Campo Grande
Mulher de 24 anos, mãe da menina de dois anos que morreu após ser espancada e supostamente estuprada, na Vila Nasser, em Campo Grande, costumava usar as redes sociais para fazer declarações para a filha.
A série de abusos e agressões foi revelada na noite de quinta-feira (26), após a menina dar entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino já sem vida. Assim, mãe e padrasto da criança foram presos.
A mãe também tem mais uma filha de seis meses com o atual companheiro. Nas redes sociais, era comum a genitora postar fotos das meninas seguidas de declarações de amor.
“Minhas princesas”, diz a legenda de uma foto das duas crianças. “Se nada der certo na vida pelo menos filha linda eu fiz”, diz outra publicação.

Há aproximadamente 15 dias, a mulher chegou a compartilhar uma recordação da menina que morreu. Na foto, ela aparece abraçada com a criança, quando ela teria apenas pouco mais duas semanas de vida pela frente.

Depoimento
Em depoimento, a mulher disse que tinha medo de denunciar o atual companheiro. Ela ainda alegou que percebia sinais de abuso na criança quando ela voltava da casa do pai, de quem está separada, mas não relatou ter feito denúncia.
Para a polícia, a mulher disse que a filha começou a passar mal na noite de quarta-feira (25), com dores no estômago e vômito. No entanto, deu remédio para a criança, que teria melhorado.
Já na quinta-feira (26), a menina acordou pedindo comida, mas acabou vomitando e relatou novas dores no estômago. Então, à tarde a menina dormiu, acordando pior já por volta das 15h30.
Ainda segundo a mãe, a barriga da criança inchou e ficou dura, quando decidiu levar a filha ao médico. Assim, a mulher alega que a menina começou a ter dificuldades para respirar.
Apesar do trajeto entre a casa e o posto de saúde durar 10 minutos, a médica que atendeu a criança confirmou que a menina já estava morta há pelo menos quatro horas.
Confirmou agressões
Também segundo a mulher, os hematomas encontrados na criança teriam sido causados pelo padrasto na última semana. Ela confirmou que o homem tinha hábito de agredir as crianças.
Ainda segundo ela, essas agressões seriam ‘corretivos’. A mulher ainda afirmou que o padrasto era quem dava banho na criança e que, quando chegava, a menina já estava de banho tomado e vestida.
Por fim, a presa disse que tinha medo de denunciar o companheiro porque ele ameaçava tirar a filha dela. Já o padrasto da menina, também preso, permaneceu em silêncio no depoimento.
Enquanto isso, o pai da criança foi ouvido como testemunha. Ele contou que buscava a filha para visitas e ela sempre tinha hematomas pelo corpo.
Por isso, registrou dois boletins de ocorrência por maus-tratos, em novembro de 2022 e dezembro de 2021. A mãe da criança é apontada como suspeita em um deles e está como autora em outro boletim. Tais registros foram feitos na DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
O que foi observado na UPA?
Segundo o relato da médica, quando a criança chegou à unidade de saúde, ela já estava morta há pelo menos 4 horas com sinais de rigidez.
Além disso, havia hematomas por todo o corpo e sangramento pela boca. Ainda segundo a médica, a mãe estava estranhamente tranquila e só ficou nervosa quando foi informada que a polícia seria acionada.
Ainda nos exames feitos na UPA, foram constatados os sinais de estupro na criança. Com a chegada dos policiais, a mãe negou que tivesse levado a criança até a UPA já morta.
30 atendimentos médicos na ficha da criança
Também foi apurado pela polícia que a criança já tinha no histórico médico o registro de 30 atendimentos feitos e, em um deles, constava fratura de tíbia.
Presos, mãe e padrasto responderão pelo infanticídio e também são apurados os crimes de estupro de vulnerável e maus-tratos.
Vizinhos ouviam os choros
Choros constantes eram ouvidos da casa onde a pequena de dois anos vivia com a mãe, padrasto e irmão.
Uma vizinha contou ao Jornal Midiamax que, na semana anterior, encontrou com a menina e a mãe em um supermercado e tudo aparentava estar bem.
Ainda segundo a testemunha, ela ouvia o choro da criança que vinha da residência. Também outro vizinho afirmou que sempre a criança chorar, mas disse que “criança chora mesmo”.
Midiamax
Polícia apreende arma de homem que estaria com intenção de matar ex-mulher

Durante a busca pessoal, a equipe localizou, na cintura do homem de 56 anos (divulgação)
Policiais militares em Santa Rita do Pardo prenderam um homem de 56 anos pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, no final da tarde de sexta-feira (27).
De acordo com a polícia, a guarnição recebeu uma denúncia, relatando que na Rua Pedro Marcelino de Souza havia dois homens que estariam discutindo, sendo que um deles portava duas facas. Os policiais se deslocaram até o local e, ao se aproximarem da dupla para a abordagem, o suspeito passou duas facas a outro homem que estava com ele.
Durante a busca pessoal, a equipe localizou, na cintura do homem de 56 anos, um revólver calibre .22, marca Castelo, municiado com 08 munições. No desenrolar da ocorrência, os policiais foram informados que o homem estava armado na intenção de matar a ex-companheira dele. O outro indivíduo abordado foi detido com as duas facas. Diante dos fatos, os dois foram presos e conduzidos à DP para devidas providências.
Midiamax
Cassilândia Urgente: José Antônio Martins Passos, o Tonheca, morre nesta manhã de sábado, vítima de infarto
José Antônio Martins Passos, o Tonheca, de 50 anos, morreu nesta manhã de sábado, dia 28 de janeiro, vítima de infarto, em casa, conforme informação de familiar.
Ele vinha enfrentando problemas de saúde ultimamente e deixa pai, mãe, irmã, filhos, sobrinhos, familiares e amigos.
Morava em frente a Feira Livre de Cassilândia e era muito popular na cidade.
O velório está sendo realizado na Funerária Unapaz e o sepultamento está marcado para amanhã às 9h no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia. Texto e foto: Cassilândia Urgente

José Antônio Martins Passos, o Tonheca
Cassilândia Urgente: Morre Maura Augusta da Silva após sofrer AVC

Maura Augusta da Silva, a Maura do Quité, a popular Maura Cozinheira e Merendeira
Morreu hoje, sábado, 28 de janeiro, Maura Augusta da Silva, a popular Maura do Quité, Cozinheira e Merendeira, aos 69 anos, após sofrer um AVC – Acidente Vascular Cerebral – e ser internada na Santa Casa de Campo Grande.
O boletim médico dessa sexta-feira informava que ela enfrentava sérios problemas cardíacos e pulmonares, não tendo condições, inclusive, de fazer hemodiálise e sendo o seu caso considerado “gravíssimo”.
Infelizmente não resistiu e veio a óbito.
O corpo será trasladado para Cassilândia para ser velado na Funerária Nossa Aparecida a partir das 3h da madrugada deste domingo, e o sepultamento será amanhã, no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia, em horário a ser informado. Texto e foto: Cassilândia Urgente
Mãe e padrasto que mataram criança de 3 anos espancada são presos

A mãe não demonstrou sentimento ao saber da morte da menina na unidade de saúde
Uma mulher e um homem foram presos acusados de matar uma criança, de 3 anos, em Campo Grande.
De acordo com a Polícia Civil, a mãe chegou com a menina morta na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Cel Antonino.
Ela não demonstrou nervosismo ao saber da morte da filha. A genitora apenas ficou nervosa quando tomou conhecimento de que a equipe havia acionado a Polícia Militar.
A suspeita contou que o marido havia batido na criança. A equipe médica encontrou sinais de estupro na menina.
Ela morava com a mãe e o padrasto na Vila Nasser. O padrasto foi localizado e preso.
Os dois confessaram o crime e disseram que já haviam combinado uma versão para os fatos.
Top Mídia News
Chacina no DF: criminosos mataram toda a família e crianças para não deixar herdeiros, diz polícia

Chacina no DF: sepultamento Thiago Gabriel Belchior e Marcos Antônio Lopes de Oliveira — Foto: Reprodução/TV Globo
A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou, nesta sexta-feira (27), que as dez pessoas da família da cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, inclusive três crianças, foram mortas para que não houvesse herdeiros para o terreno dos familiares. A chácara em que parte da família morava é avaliada em R$ 2 milhões.
Segundo o delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, as terras foram a motivação de Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo e Carlomam dos Santos Nogueira para cometer o crime.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/q/8/Eun3xnTmiDu8AXyGPGpw/delegado.png)
Para os investigados, segundo a corporação, sem herdeiros, eles poderiam assumir a posse das terras e vendê-las posteriormente. A polícia ainda não identificou se já havia um possível comprador.
No entanto, o terreno que motivou os crimes não era de propriedade de Marcos Antônio e é alvo de uma ação judicial de reintegração de posse, movida pela atual proprietária. Os investigadores apontam que Marcos Antônio assumiu a dívida trabalhista de um caseiro que havia no terreno como forma de pagamento para morar na chácara.
As investigações apontam que os assassinatos começaram em 28 de dezembro do ano passado. Além do terreno, o grupo queria R$ 200 mil obtidos por Cláudia Regina Marques de Oliveira — ex-mulher de Marcos Antônio — com a venda de uma casa.
Membros da família também foram mantidos em cativeiro e obrigados a passar dados pessoais sobre contas bancárias e cartões de crédito para os criminosos, segundo os investigadores.
Dinâmica do crime
As vítimas do crime são:
- Elizamar Silva, de 39 anos: cabeleireira;
- Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos: marido de Elizamar Silva;
- Rafael da Silva, de 6 anos: filho de Elizamar e Thiago;
- Rafaela da Silva, de 6 anos: filha de Elizamar e Thiago;
- Gabriel da Silva, de 7 anos: filho de Elizamar e Thiago;
- Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos: pai de Thiago e sogro de Elizamar;
- Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos: ex-mulher de Marcos Antônio;
- Renata Juliene Belchior, de 52 anos: mãe de Thiago e sogra de Elizamar;
- Gabriela Belchior, de 25 anos: irmã de Thiago e cunhada de Elizamar;
- Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos: filha de Cláudia e Marcos Antônio.
Prisões
Os cinco suspeitos presos por envolvimento na chacina da família são:
- Gideon Batista de Menezes
- Horácio Carlos Ferreira Barbosa
- Fabrício Silva Canhedo
- Carlomam dos Santos Nogueira
- Carlos Henrique Alves da Silva
De acordo com a polícia, Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Carlomam dos Santos Nogueira eram os principais articuladores dos crimes. Já Fabrício Silva Canhedo era responsável por cuidar das vítimas que ficavam no cativeiro.
A Polícia Civil afirma que o adolescente foi chamado para participar da primeira parte do crime, quando Marcos Antônio foi morto, e Renata e Gabriela foram sequestradas. Ele teria desistido de continuar no esquema por causa da crueldade do crime, segundo o delegado Ricardo Viana.
Em seguida, eles sequestraram Claudia Regina e a filha dela e de Marcos, Ana Beatriz Oliveira. Por fim, atraíram Thiago, a esposa Elizamar e os três filhos deles. Todos foram mortos em diferentes momentos, ao longo dos dias em que ficaram sob ameaça dos criminosos.
A polícia afirma que o quinto suspeito, Carlos Henrique Alves da Silva, conhecido como Galego, participou do sequestro e da morte de Thiago. Segundo os investigadores, os quatro principais envolvidos, Gideon, Carlomam, Horácio e Fabrício serão investigados pelos crimes de:
- ocultação/destruição de cadáver
- extorsão mediante sequestro com resultado morte
- homicídio qualificado (5 vezes)
- latrocínio
- associação criminosa qualificada
- corrupção de menor qualificada
Somadas as penas variam entre 190 a 340 anos de prisão, de acordo com a corporação. Carlos Henrique deve responder pelo crime de homicídio, enquanto a responsabilização do adolescente será decidida pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I), na Asa Norte.
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Por Iana Caramori, g1 DF


