O prefeito de Cassilândia, Rodrigo de Freitas (PP), tem se tornado um verdadeiro turista em decorrência das tantas viagens que faz a cada semana, mês, ano.
É um viajador contumaz que ultrapassa municípios, estados, países, oceanos.
Mas para trabalhar, na acepção da palavra, é pura decepção.
Cassilândia não viu até hoje nem a cor das tantas promessas que ele fez na campanha eleitoral de 2024 para chegar à Prefeitura, a começar pelas 80 casas por ano, a Vila do Idoso, a reubanização das margens do Córrego Cedro, o tratamento de esgoto, a recuperação das estradas vicinais e construção de pontes de boa qualidade, a melhoria da saúde que piora a cada dia e um amontoado que até hoje não saiu do papel.
Em tempos de informação global, o prefeito saiu daqui e foi aterrissar em Singapura, na Ásia, uma cidade-estado insular, localizada a cerca de 16 mil quilômetros daqui para obter informações de serviços públicos que estão disponíveis na internet à exaustão, sem necessidade, portanto, de tamanho “sacrifício” nesse deslocamento até lá.
Sacrifício ou puro turismo?
O estranho de tudo isso é utilizar exemplos de gestão pública numa cidade-país com mais de seis milhões de habitantes como sendo ideais para uma cidade com seus 20 mil moradores, que é o caso de Cassilândia.
O nosso município não precisa de prefeito viajante, andarilho, turista.
O que Cassilândia precisa é de um prefeito mais econômico, mais gestor, mais organizado, mais comprometido e mais preparado para cuidar bem dos serviços públicos aqui oferecidos.
O povo de Cassilândia precisa, sim, é de um prefeito que cuide melhor da saúde, que invista menos em festas e mais na qualidade dos serviços públicos, que cuide bem do patrimônio do povo, que tenha uma equipe competente para atrair investimentos com a finalidade de gerar mais renda e mais empregos.
Cassilândia não precisa de fórmulas mágicas de fora.
A solução está aqui mesmo. Basta trabalhar.
CORINO ALVARENGA
EDITOR DO CASSILÂNDIA URGENTE






