Servidores públicos, dono e gerente de posto são presos suspeitos de desviar combustíveis da Prefeitura

Grupo é preso suspeito de desviar combustível de prefeitura de Nova Roma (Foto: Divulgação/MP)

Grupo é preso suspeito de desviar combustível de prefeitura de Nova Roma (Foto: Divulgação/MP)

O Ministério Público prendeu nesta terça-feira (20) o secretário de Administração e o responsável pelo setor de compras de Nova Roma, no nordeste de Goiás, suspeitos de desviar combustíveis da prefeitura para abastecer carros particulares da cidade. Na ação, também foram detidos o dono e a gerente de um posto de combustível. O prejuízo, segundo o órgão, é de mais de R$ 500 mil.

Foram presos Robervaldo Neri Sampaio que é secretário de Administração e ex-prefeito da cidade; o responsável pelas compras do município, Wilton Jesus Vieira; o proprietário do Posto de Combustíveis Auto Posto Nova Roma, Péricles Gonçalves Teixeira; e a gerente, Gláucia Pereira Sousa.

G1 entrou em contato com a Prefeitura de Nova Roma por telefone e email às 15h30 e aguarda um posicionamento sobre os servidores presos. A reportagem não conseguiu contato com o dono e o gerente do posto de combustíveis.

Segundo as investigações do Ministério Público, o grupo desviava combustíveis para pessoas da cidade, mas o pagamento era feito pela administração municipal. “Apoiadores políticos do ex-prefeito, que é casado com a atual prefeita, pegavam requisições de abastecimento na prefeitura, algumas delas até em branco. O posto, então, emitia as notas fiscais e a administração pública fazia os pagamentos”, disse o promotor Douglas Chegury.

Durante a ação, denominada Bizâncio 18, também foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos celulares, uma arma de fogo, munição e R$ 7,3 mil em dinheiro.

O promotor acredita que o esquema fraudulento funcionava desde 2013. “O posto sabia das fraudes, não tem como negar. Agora, vamos investigar se existem mais pessoas envolvidas no esquema e também queremos identificar as pessoas que abasteciam de maneira irregular”, completou Chegury. G1

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