Cassilândia: Rodoanel terá novo estudo de traçado após impacto na zona urbana

Rodoanel de Cassilândia terá novo estudo de traçado após impacto na zona urbana

Reprodução

Evidentemente, na cidade todo mundo quer saber onde será o anel viário que será construído ligando a MS306 à BR158. Uma reunião foi realizada em Chapadão do Sul entre o Prefeito Rodrigo de Freitas, Vereadores e representantes da Way (empresa concessionária das rodovias) para discutir o projeto do Rodoanel em Cassilândia. A informação foi divulgada no Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, nesta quinta-feira, 30 de outubro.

O vereador Leandro explicou que um estudo já havia sido feito para o traçado, mas como ele impactaria diretamente a zona urbana do município, um novo estudo deverá ser realizado para definir um novo traçado. O prazo para a Way concluir este rodoanel é até o final de 2028. Nas próximas semanas, espera-se um posicionamento da Agência Reguladora de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Agems), após o qual deverá ser feito um novo estudo para traçar um novo projeto.

O traçado inicial, que é conhecido desde o início da aprovação da concessão, passava ao lado do Lar dos Idosos e contornando a serra, saindo perto do cemitério. Foi manifestada a preocupação de que este primeiro traçado não resolveria o problema a longo prazo, pois, se a cidade crescer, o rodoanel teria pouco tempo de utilidade. Além disso, a localização poderia incentivar a construção de casas nas ribanceiras, gerando problemas sociais futuros para Cassilândia.

Foi levantado que o local ideal seria em cima da serra, mas isso é muito caro e envolve questões de licenciamento ambiental, intervenção em área de APP (área de preservação permanente). Outras ideias, como fazer o traçado margeando o rio ou passando pelo estado de Goiás, também implicariam custos altos de logística.

A presença dos vereadores e do prefeito na reunião demonstrou preocupação, e foi destacado que os proprietários de postos de combustíveis na entrada da cidade precisam ser informados sobre onde sairá o novo rodoanel para que possam planejar seus negócios.

Cassilândia Notícias

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Justiça mantém bloqueio na conta de contador implicado em corrupção na Apae

apae

Ex-diretor da Apae está no centro de investigações do Gaeco (Reprodução / Arquivo, Jornal Midiamax)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou recurso e manteve bloqueio nas contas do contador João Antonio de Freitas Silva, acusado de ajudar o ex-diretor da Apae, Paulo Henrique Muleta de Andrade, a se desfazer de R$ 900 mil, que seria de origem ilícita.

Ele tentou alegar que a Justiça não poderia penhorar valores necessários para a subsistência. Ainda justificou que a decisão anterior que manteve o bloqueio não analisou questões como “Menor Preço em Concorrência Pública” e sua relação com o “Superfaturamento”.

No entanto, por unanimidade, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal negaram o recurso, chamado ‘embargos de declaração’. “A irresignação que traduz mero inconformismo com o resultado do julgamento não autoriza o manejo de embargos de declaração“.

Ex-coordenador também está com valores bloqueados

Em julho, a Justiça também negou pedido de Muleta para desbloquear R$ 42.415,52, já que seriam para o sustento de sua família. No entanto, o juiz Deyvis Ecco apontou que “há indícios de que os valores bloqueados, no montante de R$ 42.415,52, possuem origem ilícita“.

As investigações do Gaeco (Grupo de Apoio de Combate ao Crime Organizado) revelaram que Muleta e seu contador, João Antônio de Freitas Silva, ‘distribuíram’ R$ 1.117.509,99 em poucos dias após a deflagração da Operação Turn Off.

Assim que Muleta deixou a prisão, em 2023, ele tentou se desfazer dos valores para evitar bloqueio.

Os dois são investigados pelos desvios de R$ 8,9 milhões da Apae, entidade que auxilia crianças excepcionais.

Contador ajudou a se desfazer de R$ 900 mil para evitar bloqueio

Conforme as investigações, Paulo Henrique Muleta Andrade e seu contador João Antônio de Freitas Silva ‘distribuíram’ R$ 1.117.509,99 em poucos dias após a deflagração da Operação Turn Off, que resultou na prisão de Muleta, além de empresários e servidores por fraudes em contratos na saúde e educação com o governo do Estado.

Conforme investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), tão logo Muleta deixou a prisão, em dezembro de 2023, iniciou processo de ocultação de valores ilícitos, para evitar o bloqueio do dinheiro.

Consta no pedido de prisão assinado pelo juiz Robson Celeste Candeloro, que Muleta transferiu R$ 585.809,09 da conta de uma de suas empresas de fachada, a Estomacare Produtos Hospitalares, para sua conta pessoal.

Depois, transferiu R$ 198 mil da conta da JA Comércio de Produtos Hospitalares para a conta de João Antônio. Em seguida, mais R$ 333.700,00 da Mimedical Comércio e Distribuidora também para a conta do contador, que se desfez de R$ 900 mil para contas de terceiros.

Assim, o Gaeco ressalta que “em poucos dias, quase 01 (um) milhão de reais desviados da Apae, no âmbito do Convênio com o Estado, são transferidos para terceiro”.

A manobra considerada lavagem de capitais teve objetivo de evitar bloqueio de suas contas, já que passaram a ser investigadas após a Turn Off.

Midiamax

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Cassilândia Urgente: Morre Maria Aparecida Gonçalves

Morreu hoje, sexta-feira, 31 de outubro, em Cassilândia, Maria Aparecida Gonçalves, aos 91 anos.
Ela era viúva do Gerônimo Gaieiro e deixa filhos, netos, bisnetos, familiares e amigos.
O corpo está sendo velado na Funerária Unapaz e o sepultamento será amanhã, às 8h, no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia.
 
Maria Aparecida Gonçalves
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Cassilândia Urgente: No escuro, moradores da Rua São João, na Vila Pernambuco, em Cassilândia, temem ladrões

Moradores da Rua São João, altura do número 500, na Vila Pernambuco, em Cassilândia, estão inseguros por causa da escuridão total.

É que as luminárias daquela rua estão apagadas e sem nenhuma manutenção.

Uma moradora cobra providências das autoridades competentes.

Com a palavra quem interessar possa.

Confira a imagem.

Foto enviada por moradora

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Cassilândia Urgente: Ex-vereador Nelson do CAC ajudou a melhorar a identificação das ruas de Cassilândia

Mesmo não se reelegendo vereador, Nelson Gomes, o popular Nelson do CAC, apresentou alguns projetos e indicações muito importantes durante o seu mandato na Câmara Municipal de Cassilândia.

Entre outras iniciativas, uma é de vital importância: das placas de identificação das ruas, avenidas e praças nas cores azul e branca, espalhadas por toda a cidade.

O trabalho foi feito nas gestões Jair Boni e Valdecy Costa, o que contribuiu muito para facilitar a vida dos moradores e principalmente dos carteiros e entregadores de mercadorias e serviços.

Hoje está muito mais fácil andar em Cassilândia, afinal em cada esquina tem placa de identificação das ruas.

Nelson do CAC
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Mãe questiona versão sobre morte em rio e diz que filho pode ter sido empurrado

Grupo dentro do rio momentos antes da mudança no tempo (Foto: BNC Notícias)

Três dias após o sepultamento do filho, Leusilene Andrade ainda tenta entender as circunstâncias que cercam a morte de Tiago Andrade Rezende, de 18 anos, que não sabia nadar e foi uma das duas vítimas do afogamento que comoveu Paraíso das Águas, a 277 quilômetros de Campo Grande. Ela afirma não acreditar na versão de que o jovem teria pulado no Rio Sucuriú para salvar uma amiga e diz que a história está “mal contada”.

“Cada um fala uma coisa. Nada tira da minha cabeça que meu filho foi jogado e o Igor tentou salvar”, desabafa a mãe, com a voz embargada. Tiago morreu ao lado do empresário Igor Pereira Rosa Paniago, de 32 anos, conhecido como Ferrinho, no domingo (26), durante um passeio entre amigos.

Segundo Leusilene, Tiago tinha medo de água e evitava entrar em rios. “Ele já foi com outras pessoas e as mesmas afirmaram que ele não entrava. Era companheiro, amigo, mas esse tipo de coisa ele não ia fazer. Se ele foi pro meio da água, é porque alguém jogou ele”, afirma.

Tiago Andrade Rezende e Igor Pereira Rosa Paniago, mortos no Rio Sucuriú (Foto: Redes Sociais)
A mãe também relata contradições nos depoimentos das pessoas que estavam no local. “Primeiro o rapaz falou que a usina tinha aberto e veio muita água. Depois negou. Já disseram que o tempo virou, que chovia, que o barco virou. Tá tudo bagunçado”, resume.
Ela afirma ainda que havia sete pessoas no grupo no momento da tragédia. “Agora já falam quatro que foram empurrados pela água, depois seis. E tem gente que estava lá e não aparece pra falar nada”, pontua.

Leusilene diz que só quer entender o que aconteceu e pede que tudo seja esclarecido pela polícia. “Não faz sentido o que estão dizendo. Quero saber a verdade”, reforça. Questionada sobre o que acredita que poderia ter levado alguém a empurrar o filho, ela responde: “Espero que tenha sido uma brincadeira.”

Apesar das suspeitas da mãe, há a possibilidade de que o episódio tenha sido um acidente ou uma brincadeira que terminou em tragédia. Questionado sobre as suspeitas levantadas pela mãe, o delegado Jhonny Monteiro, titular da Delegacia de Paraíso das Águas, informou apenas que o caso segue sendo apurado. “O inquérito é por natureza sigiloso. Eu não comento nada sobre investigação em andamento”, respondeu.

A reportagem também procurou a assessoria de comunicação da Polícia Civil e, até a publicação desta matéria, o retorno oficial não havia sido enviado. O espaço segue aberto. Leusilene, que mora em Chapadão do Sul, diz que deve retornar a Paraíso das Águas neste fim de semana para buscar informações diretamente na delegacia. “Não quero confusão, só quero entender o que realmente aconteceu.”

Campo Grande News

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Mãe acorda e encontra bebê de 4 meses sem vida

Caso será registrado como morte natural. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax)

Uma bebê de quatro meses foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (30), pela mãe, no bairro Nova Lima, região norte de Campo Grande. A mulher acordou e percebeu que a criança não respondia.

Desesperada, a mulher pediu ajuda a uma vizinha, que acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A equipe médica esteve no local e constatou o óbito.

De acordo com as primeiras informações, trata-se de uma morte natural. Como de praxe, o Samu comunicou a Polícia Civil, que foi ao local e não identificou sinais de crime. A bebê tinha um irmão de 1 ano. O corpo foi recolhido e levado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

A casa onde a família mora está fechada. Vizinhos informaram que os familiares estão muito abalados com a perda. O caso será registrado como morte natural.

Midiamax

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Atenção, pescadores: pesca será proibida em todos os rios de MS com o início da piracema

Com a proximidade da Piracema, Mato Grosso do Sul já definiu as datas do chamado período de defeso, quando a pesca fica proibida em todos os rios do Estado. Neste ano, a restrição começa neste sábado (1º), no Rio Paraná, e se estende aos demais rios a partir do dia 5 de novembro. A proibição segue até fevereiro 2026.

Em algumas regiões do Brasil, o período de defeso está em vigor desde o dia 1° de outubro. Em Mato Grosso do Sul, a Piracema está regulamentada pelo Decreto n.º 15.166, de fevereiro de 2019. A medida visa preservar a biodiversidade, já que a pesca durante o período reprodutivo representa sérios riscos à manutenção das espécies nativas, podendo comprometer tanto a economia pesqueira quanto a subsistência das populações ribeirinhas.

O termo ‘Piracema’ tem origem no Tupi-Guarani, derivado de pirá-acema, que significa ‘a saída do peixe’. A migração ocorre no início da estação das cheias e das chuvas, quando os peixes enfrentam longas jornadas rio acima, superando obstáculo como cachoeiras e corredeiras. Esse movimento intenso, marcado por saltos e barulhos, inspirou o nome dado ao fenômeno.

Piracema x Período de defeso

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Período de reprodução e defeso dos peixes (Divulgação, Imasul)

Embora os períodos estejam relacionados, a Piracema é o fenômeno da migração dos peixes, quando os cardumes sobem os rios em direção às cabeceiras para desovar e garantir a reprodução. Enquanto isso, o defeso é o período em que as espécies estão protegidas por lei. Ou seja, a pesca é regulamentada por regiões.

Por isso, a pesca de cada espécie depende da região. Por exemplo, nos rios de Mato Grosso do Sul, a pesca está listada como proibida ou restritiva por quilograma. Já no Rio Amazonas, somente os peixes listados têm autorização para a pesca.

Para entender o motivo da proibição, é importante considerar que a natureza segue sinais e precisa de proteção durante esse período. Em novembro, os dias tornam-se mais quentes e as chuvas se tornam frequentes, o que resulta em maior oxigenação da água nos rios.

Assim, os peixes começam a se agrupar em cardumes, preparando-se para subir os rios. Isso leva ao aumento do nível dos rios, facilitando sua chegada a cabeceiras, lagoas, margens e áreas alagadiças.

Última Piracema rendeu R$ 139 mil em multas

Durante o último período de defeso em Mato Grosso do Sul, as equipes de fiscalização lavraram 83 autos de infração e efetuaram 18 prisões em flagrante, totalizando R$ 139.774,00 em multas aplicadas.

A operação também resultou na apreensão de 725 quilos de pescado, sete embarcações, cinco motores de popa, além de 3.240 metros de redes de arrasto e 157 anzóis de galho — materiais proibidos durante a Piracema.

Ao todo, foram realizados 223 patrulhamentos fluviais, com 5.828 veículos abordados e 4.669 pessoas fiscalizadas em barreiras terrestres em diferentes pontos do Estado.

A divulgação desses números tem caráter educativo e preventivo, servindo de alerta para que pescadores e a população em geral respeitem as regras do próximo período de defeso, contribuindo para a sustentabilidade da pesca e preservação das espécies em Mato Grosso do Sul.

O que pode durante a Piracema?

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Pesca esportiva. (Foto: Governo do Estado)

Conforme a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), na Piracema fica proibida a prática de todos os tipos de pesca em MS, incluindo modalidades como ‘pesque e solte’, pesca amadora e pesca profissional nos rios. Além disso, o transporte de pescado também está vedado.

Porém, há exceções, conforme ressalta capitão Ortiz, da PMMS: “A única exceção é para a captura de espécies exóticas nos lagos da usina de Jupiá e Sergio Mota”, explica.

Ainda, a pesca de subsistência, praticada por famílias ribeirinhas que dependem do peixe para sua sobrevivência, segue permitida. Mesmo assim, somente está autorizado retirar do rio o necessário para a alimentação, sem permissão para estocagem.

E, para aqueles que apreciam a pesca como passatempo ou profissão, há a opção de frequentar pesqueiros para continuar a prática neste período. Os pesqueiros operam de duas maneiras: a pesca esportiva, em que a pessoa captura o peixe e o devolve ao rio, e o pesque e pague, em que o cliente tem a oportunidade de comprar o peixe após capturá-lo.

Lethycia Anjos, Midiamax

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Cassilândia: Rodoanel terá novo estudo de traçado após impacto na zona urbana

Rodoanel de Cassilândia terá novo estudo de traçado após impacto na zona urbana

Reprodução

Evidentemente, na cidade todo mundo quer saber onde será o anel viário que será construído ligando a MS306 à BR158. Uma reunião foi realizada em Chapadão do Sul entre o Prefeito Rodrigo de Freitas, Vereadores e representantes da Way (empresa concessionária das rodovias) para discutir o projeto do Rodoanel em Cassilândia. A informação foi divulgada no Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, nesta quinta-feira, 30 de outubro.

O vereador Leandro explicou que um estudo já havia sido feito para o traçado, mas como ele impactaria diretamente a zona urbana do município, um novo estudo deverá ser realizado para definir um novo traçado. O prazo para a Way concluir este rodoanel é até o final de 2028. Nas próximas semanas, espera-se um posicionamento da Agência Reguladora de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Agems), após o qual deverá ser feito um novo estudo para traçar um novo projeto.

O traçado inicial, que é conhecido desde o início da aprovação da concessão, passava ao lado do Lar dos Idosos e contornando a serra, saindo perto do cemitério. Foi manifestada a preocupação de que este primeiro traçado não resolveria o problema a longo prazo, pois, se a cidade crescer, o rodoanel teria pouco tempo de utilidade. Além disso, a localização poderia incentivar a construção de casas nas ribanceiras, gerando problemas sociais futuros para Cassilândia.

Foi levantado que o local ideal seria em cima da serra, mas isso é muito caro e envolve questões de licenciamento ambiental, intervenção em área de APP (área de preservação permanente). Outras ideias, como fazer o traçado margeando o rio ou passando pelo estado de Goiás, também implicariam custos altos de logística.

A presença dos vereadores e do prefeito na reunião demonstrou preocupação, e foi destacado que os proprietários de postos de combustíveis na entrada da cidade precisam ser informados sobre onde sairá o novo rodoanel para que possam planejar seus negócios.

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Justiça mantém bloqueio na conta de contador implicado em corrupção na Apae

apae

Ex-diretor da Apae está no centro de investigações do Gaeco (Reprodução / Arquivo, Jornal Midiamax)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou recurso e manteve bloqueio nas contas do contador João Antonio de Freitas Silva, acusado de ajudar o ex-diretor da Apae, Paulo Henrique Muleta de Andrade, a se desfazer de R$ 900 mil, que seria de origem ilícita.

Ele tentou alegar que a Justiça não poderia penhorar valores necessários para a subsistência. Ainda justificou que a decisão anterior que manteve o bloqueio não analisou questões como “Menor Preço em Concorrência Pública” e sua relação com o “Superfaturamento”.

No entanto, por unanimidade, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal negaram o recurso, chamado ‘embargos de declaração’. “A irresignação que traduz mero inconformismo com o resultado do julgamento não autoriza o manejo de embargos de declaração“.

Ex-coordenador também está com valores bloqueados

Em julho, a Justiça também negou pedido de Muleta para desbloquear R$ 42.415,52, já que seriam para o sustento de sua família. No entanto, o juiz Deyvis Ecco apontou que “há indícios de que os valores bloqueados, no montante de R$ 42.415,52, possuem origem ilícita“.

As investigações do Gaeco (Grupo de Apoio de Combate ao Crime Organizado) revelaram que Muleta e seu contador, João Antônio de Freitas Silva, ‘distribuíram’ R$ 1.117.509,99 em poucos dias após a deflagração da Operação Turn Off.

Assim que Muleta deixou a prisão, em 2023, ele tentou se desfazer dos valores para evitar bloqueio.

Os dois são investigados pelos desvios de R$ 8,9 milhões da Apae, entidade que auxilia crianças excepcionais.

Contador ajudou a se desfazer de R$ 900 mil para evitar bloqueio

Conforme as investigações, Paulo Henrique Muleta Andrade e seu contador João Antônio de Freitas Silva ‘distribuíram’ R$ 1.117.509,99 em poucos dias após a deflagração da Operação Turn Off, que resultou na prisão de Muleta, além de empresários e servidores por fraudes em contratos na saúde e educação com o governo do Estado.

Conforme investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), tão logo Muleta deixou a prisão, em dezembro de 2023, iniciou processo de ocultação de valores ilícitos, para evitar o bloqueio do dinheiro.

Consta no pedido de prisão assinado pelo juiz Robson Celeste Candeloro, que Muleta transferiu R$ 585.809,09 da conta de uma de suas empresas de fachada, a Estomacare Produtos Hospitalares, para sua conta pessoal.

Depois, transferiu R$ 198 mil da conta da JA Comércio de Produtos Hospitalares para a conta de João Antônio. Em seguida, mais R$ 333.700,00 da Mimedical Comércio e Distribuidora também para a conta do contador, que se desfez de R$ 900 mil para contas de terceiros.

Assim, o Gaeco ressalta que “em poucos dias, quase 01 (um) milhão de reais desviados da Apae, no âmbito do Convênio com o Estado, são transferidos para terceiro”.

A manobra considerada lavagem de capitais teve objetivo de evitar bloqueio de suas contas, já que passaram a ser investigadas após a Turn Off.

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Cassilândia Urgente: Morre Maria Aparecida Gonçalves

Morreu hoje, sexta-feira, 31 de outubro, em Cassilândia, Maria Aparecida Gonçalves, aos 91 anos.
Ela era viúva do Gerônimo Gaieiro e deixa filhos, netos, bisnetos, familiares e amigos.
O corpo está sendo velado na Funerária Unapaz e o sepultamento será amanhã, às 8h, no Cemitério Municipal Waldomiro Pontes, em Cassilândia.
 
Maria Aparecida Gonçalves
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Cassilândia Urgente: No escuro, moradores da Rua São João, na Vila Pernambuco, em Cassilândia, temem ladrões

Moradores da Rua São João, altura do número 500, na Vila Pernambuco, em Cassilândia, estão inseguros por causa da escuridão total.

É que as luminárias daquela rua estão apagadas e sem nenhuma manutenção.

Uma moradora cobra providências das autoridades competentes.

Com a palavra quem interessar possa.

Confira a imagem.

Foto enviada por moradora

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Cassilândia Urgente: Ex-vereador Nelson do CAC ajudou a melhorar a identificação das ruas de Cassilândia

Mesmo não se reelegendo vereador, Nelson Gomes, o popular Nelson do CAC, apresentou alguns projetos e indicações muito importantes durante o seu mandato na Câmara Municipal de Cassilândia.

Entre outras iniciativas, uma é de vital importância: das placas de identificação das ruas, avenidas e praças nas cores azul e branca, espalhadas por toda a cidade.

O trabalho foi feito nas gestões Jair Boni e Valdecy Costa, o que contribuiu muito para facilitar a vida dos moradores e principalmente dos carteiros e entregadores de mercadorias e serviços.

Hoje está muito mais fácil andar em Cassilândia, afinal em cada esquina tem placa de identificação das ruas.

Nelson do CAC
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Mãe questiona versão sobre morte em rio e diz que filho pode ter sido empurrado

Grupo dentro do rio momentos antes da mudança no tempo (Foto: BNC Notícias)

Três dias após o sepultamento do filho, Leusilene Andrade ainda tenta entender as circunstâncias que cercam a morte de Tiago Andrade Rezende, de 18 anos, que não sabia nadar e foi uma das duas vítimas do afogamento que comoveu Paraíso das Águas, a 277 quilômetros de Campo Grande. Ela afirma não acreditar na versão de que o jovem teria pulado no Rio Sucuriú para salvar uma amiga e diz que a história está “mal contada”.

“Cada um fala uma coisa. Nada tira da minha cabeça que meu filho foi jogado e o Igor tentou salvar”, desabafa a mãe, com a voz embargada. Tiago morreu ao lado do empresário Igor Pereira Rosa Paniago, de 32 anos, conhecido como Ferrinho, no domingo (26), durante um passeio entre amigos.

Segundo Leusilene, Tiago tinha medo de água e evitava entrar em rios. “Ele já foi com outras pessoas e as mesmas afirmaram que ele não entrava. Era companheiro, amigo, mas esse tipo de coisa ele não ia fazer. Se ele foi pro meio da água, é porque alguém jogou ele”, afirma.

Tiago Andrade Rezende e Igor Pereira Rosa Paniago, mortos no Rio Sucuriú (Foto: Redes Sociais)
A mãe também relata contradições nos depoimentos das pessoas que estavam no local. “Primeiro o rapaz falou que a usina tinha aberto e veio muita água. Depois negou. Já disseram que o tempo virou, que chovia, que o barco virou. Tá tudo bagunçado”, resume.
Ela afirma ainda que havia sete pessoas no grupo no momento da tragédia. “Agora já falam quatro que foram empurrados pela água, depois seis. E tem gente que estava lá e não aparece pra falar nada”, pontua.

Leusilene diz que só quer entender o que aconteceu e pede que tudo seja esclarecido pela polícia. “Não faz sentido o que estão dizendo. Quero saber a verdade”, reforça. Questionada sobre o que acredita que poderia ter levado alguém a empurrar o filho, ela responde: “Espero que tenha sido uma brincadeira.”

Apesar das suspeitas da mãe, há a possibilidade de que o episódio tenha sido um acidente ou uma brincadeira que terminou em tragédia. Questionado sobre as suspeitas levantadas pela mãe, o delegado Jhonny Monteiro, titular da Delegacia de Paraíso das Águas, informou apenas que o caso segue sendo apurado. “O inquérito é por natureza sigiloso. Eu não comento nada sobre investigação em andamento”, respondeu.

A reportagem também procurou a assessoria de comunicação da Polícia Civil e, até a publicação desta matéria, o retorno oficial não havia sido enviado. O espaço segue aberto. Leusilene, que mora em Chapadão do Sul, diz que deve retornar a Paraíso das Águas neste fim de semana para buscar informações diretamente na delegacia. “Não quero confusão, só quero entender o que realmente aconteceu.”

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Mãe acorda e encontra bebê de 4 meses sem vida

Caso será registrado como morte natural. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax)

Uma bebê de quatro meses foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (30), pela mãe, no bairro Nova Lima, região norte de Campo Grande. A mulher acordou e percebeu que a criança não respondia.

Desesperada, a mulher pediu ajuda a uma vizinha, que acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A equipe médica esteve no local e constatou o óbito.

De acordo com as primeiras informações, trata-se de uma morte natural. Como de praxe, o Samu comunicou a Polícia Civil, que foi ao local e não identificou sinais de crime. A bebê tinha um irmão de 1 ano. O corpo foi recolhido e levado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

A casa onde a família mora está fechada. Vizinhos informaram que os familiares estão muito abalados com a perda. O caso será registrado como morte natural.

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Atenção, pescadores: pesca será proibida em todos os rios de MS com o início da piracema

Com a proximidade da Piracema, Mato Grosso do Sul já definiu as datas do chamado período de defeso, quando a pesca fica proibida em todos os rios do Estado. Neste ano, a restrição começa neste sábado (1º), no Rio Paraná, e se estende aos demais rios a partir do dia 5 de novembro. A proibição segue até fevereiro 2026.

Em algumas regiões do Brasil, o período de defeso está em vigor desde o dia 1° de outubro. Em Mato Grosso do Sul, a Piracema está regulamentada pelo Decreto n.º 15.166, de fevereiro de 2019. A medida visa preservar a biodiversidade, já que a pesca durante o período reprodutivo representa sérios riscos à manutenção das espécies nativas, podendo comprometer tanto a economia pesqueira quanto a subsistência das populações ribeirinhas.

O termo ‘Piracema’ tem origem no Tupi-Guarani, derivado de pirá-acema, que significa ‘a saída do peixe’. A migração ocorre no início da estação das cheias e das chuvas, quando os peixes enfrentam longas jornadas rio acima, superando obstáculo como cachoeiras e corredeiras. Esse movimento intenso, marcado por saltos e barulhos, inspirou o nome dado ao fenômeno.

Piracema x Período de defeso

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Período de reprodução e defeso dos peixes (Divulgação, Imasul)

Embora os períodos estejam relacionados, a Piracema é o fenômeno da migração dos peixes, quando os cardumes sobem os rios em direção às cabeceiras para desovar e garantir a reprodução. Enquanto isso, o defeso é o período em que as espécies estão protegidas por lei. Ou seja, a pesca é regulamentada por regiões.

Por isso, a pesca de cada espécie depende da região. Por exemplo, nos rios de Mato Grosso do Sul, a pesca está listada como proibida ou restritiva por quilograma. Já no Rio Amazonas, somente os peixes listados têm autorização para a pesca.

Para entender o motivo da proibição, é importante considerar que a natureza segue sinais e precisa de proteção durante esse período. Em novembro, os dias tornam-se mais quentes e as chuvas se tornam frequentes, o que resulta em maior oxigenação da água nos rios.

Assim, os peixes começam a se agrupar em cardumes, preparando-se para subir os rios. Isso leva ao aumento do nível dos rios, facilitando sua chegada a cabeceiras, lagoas, margens e áreas alagadiças.

Última Piracema rendeu R$ 139 mil em multas

Durante o último período de defeso em Mato Grosso do Sul, as equipes de fiscalização lavraram 83 autos de infração e efetuaram 18 prisões em flagrante, totalizando R$ 139.774,00 em multas aplicadas.

A operação também resultou na apreensão de 725 quilos de pescado, sete embarcações, cinco motores de popa, além de 3.240 metros de redes de arrasto e 157 anzóis de galho — materiais proibidos durante a Piracema.

Ao todo, foram realizados 223 patrulhamentos fluviais, com 5.828 veículos abordados e 4.669 pessoas fiscalizadas em barreiras terrestres em diferentes pontos do Estado.

A divulgação desses números tem caráter educativo e preventivo, servindo de alerta para que pescadores e a população em geral respeitem as regras do próximo período de defeso, contribuindo para a sustentabilidade da pesca e preservação das espécies em Mato Grosso do Sul.

O que pode durante a Piracema?

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Pesca esportiva. (Foto: Governo do Estado)

Conforme a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), na Piracema fica proibida a prática de todos os tipos de pesca em MS, incluindo modalidades como ‘pesque e solte’, pesca amadora e pesca profissional nos rios. Além disso, o transporte de pescado também está vedado.

Porém, há exceções, conforme ressalta capitão Ortiz, da PMMS: “A única exceção é para a captura de espécies exóticas nos lagos da usina de Jupiá e Sergio Mota”, explica.

Ainda, a pesca de subsistência, praticada por famílias ribeirinhas que dependem do peixe para sua sobrevivência, segue permitida. Mesmo assim, somente está autorizado retirar do rio o necessário para a alimentação, sem permissão para estocagem.

E, para aqueles que apreciam a pesca como passatempo ou profissão, há a opção de frequentar pesqueiros para continuar a prática neste período. Os pesqueiros operam de duas maneiras: a pesca esportiva, em que a pessoa captura o peixe e o devolve ao rio, e o pesque e pague, em que o cliente tem a oportunidade de comprar o peixe após capturá-lo.

Lethycia Anjos, Midiamax

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