
Matheus foi executado. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Um agiota, de 18 anos, está sendo investigado pela polícia como o principal suspeito de envolvimento na execução de Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, no Parque dos Novos Estados, em Campo Grande. Inclusive, estava previsto que ele se apresentaria ao delegado de Polícia Civil na próxima segunda-feira (27), por videoconferência; no entanto, um mandado de prisão preventiva está expedido em seu nome.
Apesar de a dupla responsável pela execução não ter sido localizada até o presente momento, algumas linhas de investigação que estão sendo conduzidas pela 3ª DP (Delegacia de Polícia) levam a crer que o rapaz, de 18 anos, pode ter sido o mandante do crime.
Assim, a expectativa era que ele prestasse esclarecimentos na próxima segunda-feira, de Corumbá, cidade onde está neste momento. O seu depoimento seria realizado por videoconferência, uma vez que ele estaria recebendo ameaças; com isso, não deve voltar para a capital.
No entanto, conforme apurado, foi expedido um mandado de prisão preventiva em seu nome. “Ele é o principal suspeito da investigação que está sendo feita, e o delegado pode representar pela prisão dele a qualquer momento. A defesa vai entrar com habeas corpus preventivo, mas não capturaram os executores”, disse a defesa.

Policiais militares do Batalhão de Choque na casa de Matheus. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Ameaças
Com exclusividade, o Jornal Midiamax teve acesso a algumas capturas de tela em que supostos clientes são torturados pelo suspeito, de 18 anos. Inclusive, o vídeo de um rapaz com as mãos amarradas e apenas de cueca teria sido compartilhado no status do WhatsApp, como uma forma de exemplo para os demais clientes.
“Pego de exemplo”, dizia a legenda do vídeo. As imagens foram encaminhadas para a defesa, que afirmou que os registros são falsos.
Um dos pontos de argumento do suspeito é que Matheus pode ter sido morto justamente por um dos seus clientes, em decorrência das ameaças truculentas durante as cobranças.
“A questão de ameaças, como eles tinham muito dinheiro na rua, até é essa uma das teses que o investigado tem, de que qualquer pessoa pode ter matado o Matheus, pelo fato de ter muita cobrança e desentendimento entre as pessoas”, pontuou.
Suposta dívida
Na data dos fatos, ou seja, na quarta-feira (22), foi noticiado que a motivação do crime estaria relacionada a uma dívida no valor de R$ 600 mil. Matheus teria emprestado esse dinheiro para o suspeito.
No entanto, a defesa esclareceu que, na verdade, o valor mencionado era o que ambos tinham na praça — ou seja, que estava emprestado. Ainda, Willian Frata afirma que o investigado começou a trabalhar com 16 anos para Matheus. Na ocasião, ele era responsável pelas cobranças.
Para a reportagem, a defesa afirmou que os dois eram amigos e, inclusive, já teriam realizado viagem para a praia juntos. “Eles eram muito amigos; tinham fotos até na praia juntos”, disse.
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