
De acordo com a Associação Goiana de Municípios, pelo menos sete cidades foram alvo de criminosos. Prefeituras tentam reaver o dinheiro junto à Caixa Econômica Federal.
Pelo menos sete prefeituras goianas foram alvo de ataques hackers nos últimos três anos, gerando prejuízos que, somados, chegam a quase R$ 8 milhões. Segundo a Associação Goiana de Municípios (AGM), as invasões aconteceram entre 2024 e 2026.
De acordo com a TV Anhanguera, as cidades afetadas e os respectivos prejuízos foram:
- Damianópolis – R$ 400 mil
- Nazário – R$ 2,8 milhões
- Santa Rita do Araguaia – R$ 1,3 milhão
- Lagoa Santa- R$ 150 mil
- Castelândia- R$ 496 mil
- Cromínia- R$ 406 mil
- Caçu- R$ 3 milhões (dos quais R$ 600 mil foram recuperados)
De acordo com a AGM, todas as contas bancárias das quais os valores foram retirados pelos hackers são da Caixa Econômica Federal. O g1 entrou em contato com o banco, solicitando informações sobre as ocorrências e as medidas tomadas posteriormente, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Em entrevista à TV Anhanguera, o prefeito de Nazário, João Batista de Oliveira (União), contou que um dia antes do ataque cibernético a prefeitura havia terminado uma obra de recapeamento.
“Quando no outro dia eu vou caçar o dinheiro para pagar, o dinheiro tinha sido hackeado”, relatou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/7/9/OPCgCeTJaJ1gTKB6aEAA/cidades-goianas-alvo-de-hackers.jpeg)
Pelo menos sete cidades goianas tiveram prejuízos após serem alvo de ataques hackers desde 2024 — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera
O prefeito destaca que são vários os impactos do desvio da verba, como atraso de pagamento a fornecedores, compra de medicamentos e pagamento dos médicos. “E como você vai fazer para prestar contas de um dinheiro que foi desviado?”, desabafou.
A assessoria da AGM informou que houve caso de invasão tarde da noite, após as 23h. Após acessar a conta, os hackers conseguiam retirar os valores, por meio de PIX, em minutos. Em 2025, a TV Anhanguera mostrou o caso de Santa Rita do Araguaia, cujos recursos foram desviados para diversos estados por meio de 14 transações bancárias, com apenas segundos de diferença entre elas.
Segundo a AGM, no dia 9 de junho houve uma reunião de alguns prefeitos, em Brasília, com representantes da Caixa Econômica, que disseram que os casos seriam avaliados. O encontro aconteceu, a pedido dos prefeitos, no gabinete do senador Vanderlan Cardoso (PSD).
Procurada, a Polícia Federal disse que não fornece informações sobre investigações em andamento.
Por Rafaella Barros, John William, g1 Goiás e TV Anhanguera





