Irmã conta que morta queimada com bebê dizia ter encontrado ‘o amor da vida dela’

Irmã de Vanessa Eugênio durante interrogatório. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

A irmã de Vanessa Eugênio e madrinha de Sophie Eugênio relatou sobre a dor que sente após a perda das vítimas, mortas no dia 26 de maio de 2025 por João Augusto de Almeida. O relatou foi feito durante o julgamento do réu, na manhã desta quarta-feira (27), em Campo Grande.

Wesla Kenia Lima afirmou que Vanessa e João Augusto mantiveram um relacionamento de dois anos. Não havia indícios de que o homem fosse agressivo, visto que, em brigas do casal, tudo era resolvido normalmente. No início do relacionamento, João era bem receptivo com a família dela e se mostrava feliz por ser companheiro de Vanessa.

Além disso, Wesla contou que tanto Vanessa quanto João Augusto receberam com alegria a notícia da gravidez, que aconteceu pouco mais de três meses após o relacionamento. “Ela estava feliz e ele também, falando que agora iriam começar a construir a família deles. Ela me disse que tinha encontrado o amor da vida dela”, relatou.

‘Não desejo para ninguém’

Ao relembrar os momentos com Vanessa, Wesla se emocionou. “É uma dor que não desejo para ninguém. É muito triste perder alguém que você viu nascer, crescer e correr atrás dos sonhos”, contou Wesla, que afirmou que Vanessa era a irmã caçula.

Além de irmã de Vanessa, Wesla era madrinha de Sophie e conta que, ao receber a notícia das mortes, torceu para que fosse mentira. “É como se tirassem um pedaço de mim. Foi muito doloroso, queria que fosse mentira.”

Crime

Vanessa Eugênio, de 23 anos, e Sophie, de 10 meses, foram mortas e carbonizadas por João Augusto, no dia 26 de maio de 2025. João Augusto foi preso no dia 27 de maio do mesmo ano, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.

Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.

“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou a criança e a esganou”, explicou.

Após matar a companheira e a filha, por volta das 16 horas, durante o intervalo de almoço do suspeito, ele trabalhou normalmente no dia 26 de maio, pois, conforme disse em interrogatório, acreditava que o crime seria descoberto somente após cerca de dois dias.

Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.

Midiamax

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