Neymar precisa adaptar o seu jogo para sobreviver à Copa do Mundo

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Neymar

Após o empate entre Brasil e Suiça, na estreia de ambas as seleções na Copa do Mundo, muito se falou na quantidade de faltas sofridas pelo craque Neymar. Foram nada menos que 10 faltas sofridas pelo brasileiro, número que representa um recorde de faltas sofridas por um jogador em Copa desde o Mundial de 1998. Trata-se de um número expressivo, sem dúvidas, e que faz com que Neymar esteja sofrendo com dores no tornozelo nas vésperas do duelo contra a Costa Rica.

Porém, é preciso que se diga com clareza: Neymar precisa aprender a fugir das faltas se quiser sobreviver até o fim da Copa do Mundo e ajudar o Brasil. O brasileiro possui um estilo de jogo de prender muito a bola e buscar o contato, o que, além de prejudicar o desempenho da equipe, revela-se perigoso para um torneio de tiro curto em que o espaço de recuperação entre um jogo e outro é curtíssimo. De porrada em porrada, os adversários vão minando o jogador. Já foi assim em 2014, quando mesmo antes da joelhada de Zuniga (que não se podia evitar), Neymar já sentia incômodos depois de um “tostão” do chileno Aranguiz, nas oitavas de final.

E o que fazer para fugir das faltas? Ser mais objetivo, soltando a bola rápido, investindo em tabelas e deixando o um-contra-um para zonas mais decisivas do campo.Vai ser melhor para o time e para ele. Neymar precisa ser inteligente para entender o momento de reabilitação da forma por que ainda passa, jogar mais simples e se preservar. Mesmo jogando simples, ele ainda pode ser desequilibrante.

Não se quer aqui culpar a vítima. Acontece que reclamar das faltas e cobrar punição não vai mudar nada. Os adversários estão cientes que receberão cartões pelas faltas e concordam com isso. É o preço que aceitam pagar para parar um craque. Quanto a isso, não há o que podemos mudar. Quanto ao modo de jogar de Neymar, sim. É possível fazer adaptações ao seu jogo, sem que isso represente a perda da magia e do desequilíbrio. Caso Neymar não use sua inteligência para compreender isso, corre o risco de chegar nas fases mais decisivas do torneio destruído, o que todos nós não queremos. Doentes por Futebol

 

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