EDITORIAL Nem tudo está perdido

Já ouvi muita gente pessimista dizer que Cassilândia não tem jeito, que a cidade está fadada a nunca se desenvolver, que a classe política não tem compromisso com a nossa população.

Na condição de cassilandense, eu creio justamente no contrário. O que Cassilândia precisa para ser uma cidade melhor é possível e depende de cada um de nós.

Uma gestão pública eficiente depende primeiramente de cada morador, mormente através da escolha através do voto por representantes legislativos e gestores públicos que tenham qualidades como virtuosidade, caráter, competência e boa vontade.

Cassilândia precisa de ter partidos independentes e pessoas fortes prontas para trabalhar em prol do município.
Cassilândia tem que dar um basta nessa política coronelista, arcaica e perdulária que custa caro ao já enfraquecido cofre municipal.

Além de pessoas virtuosas e honradas, há a necessidade de se lançar um partido independente que não esteja submetido ao domínio dos diretórios estadual e federal, afinal boas candidaturas nos últimos tempos viraram areia devido à manipulação perversa do poder público quando prefeito, governador, presidente do diretório estadual do partido e outras raposas simplesmente impediram tais candidaturas em nome da velha política.

A verdade é que uma boa candidatura depende de articulação política envolvendo diretório municipal bem amparado pelo diretório estadual e daí por diante.

Não adianta só boa intenção; é preciso conhecimento do mecanismo político-partidário.

Resumo da ópera: não adianta ter bons candidatos em partidos fracos e dominados por políticos ruins.

Partido político é igual andar a cavalo: tem que ter o domínio da rédea.

É possível melhorar Cassilândia e a qualidade de vida dos moradores.

Desde que a transformação seja planejada com organização, seriedade, conhecimento e união de forças para fazer diferente.

Essa política apodrecida e natimorta que temos não passa de um eterno desserviço a Cassilândia e seus moradores.

A boa notícia é: nem tudo está perdido.

CORINO ALVARENGA

EDITOR DO CASSILÂNDIA URGENTE

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