Um colegiado inteiro composto por 11 vereadores não tem sido suficiente para tornar a administração municipal melhor em Cassilândia.
E há uma explicação clara para isso: a omissão da maioria dos vereadores nas discussões e votações, e, sobretudo, no papel fundamental da fiscalização que cabe a cada parlamentar.
Percebe-se claramente que o prefeito cassilandense não a mínima competência para administrar o município, a julgar pela falta de realizações importantes, pela má qualidade dos serviços públicos pretados e pela peculiar preguiça que se estabeleceu no poder executivo municipal.
As prometidas casas populares não chegaram, não há fomentação nem investimento na geração de empregos e não há perspectiva de que esse quadro venha a mudar.
Mas há um colegiado que poderia tomar as devidas providências, como, por exemplo, frear essa sanha de incompetência e má aplicação de verbas públicas em detrimento de uma saúde capenga, educação muito aquém do necessário, falta de investimentos na infraestrutura como estradas ruins e pontes a ponto de desabar a qualquer hora, a exemplo, do Indaiasão, e isso sem citar problemas crônicos como vazamentos de água, buracos, tapa-buraco feito com terra e tantos outros.
Diante dessa onda de assassinatos, furtos e roubos na cidade, não se percebe a presença dos vereadores diante de um gestor municipal perdido, sem rumo.
O que se percebe é que os vereadores estão satisfeitíssimos com as viagens, a exorbitância das diárias e outras benesses, ficando a impressão que estão atados a uma administração municipal muito distante da realidade da população.
Enquanto essa bolha que isola os vereadores dos contribuintes não for estourada, a vidinha cassilandense vai continuar assim: olhar nu crecimento dos municípios vizinhos e continuar comendo poeira.
Para concluir, percebe-se que os vereadores estão devendo na fiscalização, no enfrentamento a essa gestão perdulária e na defesa dos interesses dos moradores.
Se nada for feito, a getão municipal incompetente irá continuar fingindo que governa ao passo que o contribuinte cassilandense paga a conta.
E conta muito cara.
CORINO ALVARENGA
EDITOR DO CASSILÂNDIA URUGENTE






