
Local onde a vítima morava. (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)
Dois homens, de 50 e 55 anos, foram presos na manhã desta quinta-feira (25), apontados como responsáveis pela morte e ocultação do corpo de Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, no Assentamento Conquista, às margens da MS-080, a 30 km de Campo Grande. A motivação do crime teria sido uma discussão banal após o consumo de bebidas alcoólicas.
Já no fim da manhã de quarta-feira (24), outros moradores realizaram buscas, quando localizaram uma bolsa de estopa exalando forte odor. Ao verificarem, encontraram o corpo de Antônio em estado avançado de decomposição e com várias lesões na região da cabeça.

Prisões
A DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa) então assumiu as investigações. Durante as diligências, os policiais falaram com alguns moradores, que relataram terem visto Antônio pela última vez na companhia de um vizinho — com quem, inclusive, teria discutido na oportunidade.
O mesmo suspeito não teria sido mais visto após ter pegado carona em direção à rodovia. Já na manhã desta quinta-feira, ele foi encontrado em uma propriedade rural de parentes, em Corguinho, a 96 km de Campo Grande.

O comparsa suspeito de auxiliar na ocultação do corpo foi localizado no mesmo assentamento onde o crime teria ocorrido. Ao ser abordado, confessou a participação e falou o local onde havia escondido o celular de Antônio, que teria ficado com ele desde o crime.
A companheira do suspeito responsável pela ocultação de cadáver também foi presa, pois estaria foragida da Justiça pelo crime de furto, com mandado de prisão em aberto.

Conhecido na região
Na região do sítio onde a vítima morava, vizinhos descreveram Antônio como uma pessoa querida e “gente boa”. Lamentaram também a crueldade cometida com o idoso, que teve o corpo encontrado em uma área de brejo do assentamento. “É muita maldade, arrastaram o corpo dele até lá”, disse um vizinho.
Devido ao carinho por Antônio, aquelas pessoas que o conheciam estão inconformadas com o fato de a última lembrança que têm do idoso ser o “o saco branco” onde o corpo dele foi encontrado, com diversas lesões na região da cabeça.
O militar conheceu Antônio quando ele morava em um assentamento na região de Jaraguari, a 47 km de Campo Grande. Posteriormente, Antônio se mudou para o Assentamento Conquista, localizado às margens da MS-080.
“Quem fez a mudança [para o Assentamento Conquista] dele fui eu. Levei as coisas dele, levei ele no meu carro. Ele não tinha conta bancária, ele tinha o dinheiro, as coisas dele, guardava assim, enrolado num saco plástico. O comportamento dele era assim, ele nunca ligou para documento, aquela pessoa que preferia se identificar como um anônimo”, relembrou o amigo, relatando a simplicidade em que Antônio vivia.

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