
Depoimento foi realizado nesta segunda-feira (18). (Foto: Madu Livramento, Midiamax)
Fernando Augusto dos Santos Valhiente, acusado de matar a tiros Douglas Bragatto do Amaral, de 34 anos — filho de um policial civil aposentado —, alegou legítima defesa durante depoimento realizado nesta segunda-feira (18), na 2ª Vara Criminal do Tribunal do Júri, em Campo Grande.
“Ele foi tomar uma cerveja na conveniência. A vítima foi para cima dele, para dar um soco, e ele se defendeu. O Fernando se assustou, foi para trás. Ele diz que a vítima colocou a mão na cintura e, para não receber um tiro da vítima, que é no que ele acreditou, agiu dessa maneira. Em momento algum foi lá para cometer uma execução”, defende.
“Eu não sei se eles tinham algum desentendimento, mas havia rumores disso”, admitiu. Ele também afirmou que não imagina que a discussão entre Douglas e Fernando terminaria em execução.
“Não era para sair uma briga daquele porte, não era para tanto, parecia uma briga normal, sem chegar a tanto. Fiquei desesperado. Montei na minha moto e fui embora”, relatou.
No caminho para casa, Paulo teria decidido ir até a casa do irmão de Fernando para contar sobre o crime, mas teria sido interrompido pelo amigo, que chegou em seguida.
“Eu estava indo para casa e decidi ir à casa do irmão do Fernando para contar o que aconteceu, mas, chegando lá, ele [Fernando] chegou e me mandou ir embora, dizendo que essa bronca era dele. Então, eu fui embora”, contou.
Conforme o advogado de defesa dos envolvidos, Fernando responde pelo crime de homicídio qualificado, em razão do motivo torpe. Já Paulo é acusado de favorecimento pessoal. Uma nova audiência sobre o caso será marcada.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 30 de agosto de 2025. A execução foi gravada por câmeras de segurança. Nas imagens, é possível ver Douglas próximo a alguns homens. Eles conversam e, em determinado momento, inicia-se uma discussão.
Em seguida, a vítima sai de perto de um veículo e desfere um soco no rosto do suspeito, que imediatamente saca uma arma da cintura e inicia os disparos contra a vítima. No local, foram encontradas 20 munições de calibre 9 mm.
Douglas não resistiu aos ferimentos. Paulo, que estava na companhia de Fernando, foi preso no dia seguinte, mas atualmente está em liberdade.
Já Fernando foi preso em janeiro deste ano, pouco mais de quatro meses após o crime. Midiamax





