Anos depois de mortes em série, “Maníaco da Cruz” aparece irreconhecível

Dyonathan Celestrino, quando tinha 24 anos (Foto: Divulgação)

Quase duas décadas após os crimes em série que chocaram Mato Grosso do Sul, Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como “Maníaco da Cruz”, segue internado na ala psiquiátrica do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e volta a ser alvo da Justiça.

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Imagens recentes mostram um Dyonathan bem diferente daquele adolescente que ganhou notoriedade nacional em 2008. Hoje, ele aparece com o rosto mais cheio, cabelo curto e aparência distinta da fase em que tinha cabelos mais longos e visual marcante à época dos crimes.

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Ele será interrogado nesta terça-feira (28), às 14h20, em audiência por videoconferência, no âmbito de um termo circunstanciado por resistência, após episódio ocorrido dentro da unidade prisional em setembro de 2024.

Dyonathan Celestrino, quando tinha 24 anos (Foto: Divulgação)
Conforme boletim de ocorrência, Dyonathan se recusou a retornar para a cela depois do banho de sol e precisou ser contido por policiais penais com uso de escudo. Durante a ação, ele arremessou urina armazenada em uma garrafa contra um dos servidores, atingindo o olho do agente.

O comportamento agressivo é recorrente. Em 2023, ele já havia atacado outro policial com socos em situação semelhante, também ao resistir ao retorno para a cela.

A audiência desta terça marca o avanço do caso na Justiça, com oitiva do interno e de testemunhas. O ato será realizado por videoconferência, conforme determinação judicial.

Histórico — Dyonathan ganhou notoriedade em 2008, quando, aos 16 anos, matou três pessoas em Rio Brilhante, em crimes cometidos em sequência e com características semelhantes. As vítimas foram o pedreiro Catalino Gardena, a frentista Letícia Neves de Oliveira e a adolescente Gleice Kelly da Silva, de 13 anos.

Após ser apreendido, ele chegou a fugir da Unei de Ponta Porã em 2013, sendo recapturado semanas depois no Paraguai. Desde então, permanece sob custódia do Estado.

Ao longo dos anos, a permanência dele no sistema prisional já foi alvo de questionamentos judiciais. Em decisão de 2017, a Justiça chegou a determinar a transferência do interno, ao considerar inadequada a manutenção de pessoas com transtornos mentais em unidade prisional comum, apontando que a situação “não dá para tapar o sol com peneira”.

Apesar disso, ele segue até hoje no IPCG, onde é acompanhado por equipe de saúde e já participou de atividades de reinserção, como curso superior a distância.

Mesmo anos depois dos crimes, ele continua protagonizando episódios de indisciplina dentro da unidade, o que mantém o caso sob acompanhamento constante das autoridades.

Campo Grande News

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