Defesa nega envolvimento de morto pela PM em duplo homicídio: ‘não participou’

Wellington dos Santos Vieira. (Foto: Fala Povo, Midiamax)

A defesa de Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, nega que ele tenha envolvimento no duplo homicídio que antecedeu a sua morte em Anastácio, a 123 km de Campo Grande. O suspeito foi morto ao ser baleado por uma equipe da Força Tática da PM (Polícia Militar) na madrugada da última terça-feira (31).

Imagens de câmeras de segurança registraram o exato momento em que o suspeito foi baleado e socorrido pelos próprios militares. Os policiais declaram que Wellington estaria envolvido no duplo homicídio de Maria Clair Luzini e Vilson Fernandes Cabral, que ocorreu no último sábado (28)

Inclusive contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto. No entanto, a defesa representada pelo advogado Walisson dos Reis nega o envolvimento do seu cliente nas mortes.

“Não estava envolvido e não participou. Hoje levamos na delegacia cinco testemunhas para a delegada ouvir e essas testemunhas não reconheceram Wellington como sendo a pessoa que tenha participado. Então não é verdade”, declarou a defesa.

Baleado por militares

O caso ganhou maior repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostram o suspeito sendo baleado pelas costas. No entanto, para defesa da vítima, a ação dos militares se trata de uma execução. Inclusive, o caso caso será levado para ser investigado no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

“A gente assiste ao vídeo e entende que foi uma execução praticada por policiais militares em serviço contra uma pessoa já rendida. Nas imagens não vemos ele com arma ou faca, e sim assistimos a uma execução. Graças ao vídeo, temos confirmado que houve sim, de fato, uma execução. Vamos procurar novamente o Ministério Público para apurar esse fato sobre a alegação de confronto”, pontuou.

Faca no calção

Os policiais militares que atuaram na abordagem relatam que ele teria sacado uma faca da cintura.

Conforme o boletim de ocorrência, no momento da abordagem e da voz de parada, Wellington, que estava com um mandado de prisão em aberto, teria sacado uma faca que estava em seu calção e investido contra um integrante da equipe.

Afastamento

Segundo a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) os policiais da Força Tática envolvidos na ocorrência serão afastados. A instituição informou que os militares agiram com “excesso” e que as condutas serão responsabilizadas.

Questionada sobre a conduta dos agentes envolvidos no caso, a PMMS informou, em nota, que ambos foram afastados de suas funções e que instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos.

Mandante do homicídio

Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, foi presa por suspeita de envolvimento na morte de três pessoas, entre elas, o casal encontrado morto em Anastácio. A mulher é filha de Maria Clair Luzini, morta com o companheiro na residência em que moravam. Ela é suspeita de planejar o crime e contratar outras pessoas para cometer as execuções. Além disso, Maria estaria envolvida na morte de David Vareiro Machado, morto na sexta-feira (27).

Conforme informações policiais, David estaria envolvido diretamente no assassinato do casal. O homem foi assassinado na sexta (27) após cobrar Maria pelo pagamento do crime. Além de David, outro homem, Wellington dos Santos Vieira, também teve envolvimento com a execução do casal. Wellington estava foragido e morreu em um confronto com a Polícia Militar na madrugada desta terça-feira (31).

O marido de Maria, Wendebrson Haly Matos da Silva, é suspeito de participar no assassinato de David. Há indícios de ele ser um dos mandantes da execução do casal encontrado morto em Anastácio.

Até o momento, Wendebrson Haly Matos da Silva está foragido.

Midiamax

 

 

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