O sistema de segurança da Escola Estadual Hermelina Barbosa Leal (HBL), em Cassilândia, tornou-se o centro de uma polêmica nesta semana após um incidente de perturbação do sossego que afetou os moradores da região central da cidade, onde fica localizada a escola. Um alarme da unidade escolar disparou na noite de quarta-feira e permaneceu tocando ininterruptamente por várias horas, cessando apenas na tarde do dia seguinte, segundo ouvintes.
Relato de uma noite sem sono
A moradora Silvia Paulino, que reside exatamente em frente à escola e trabalhou na instituição por 30 anos antes de se aposentar, utilizou o programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, nesta sexta-feira, 20 de março, para expressar sua indignação. Segundo Silvia, o barulho começou por volta das 21h. Desesperada com a impossibilidade de dormir, ela acionou a Polícia Militar às 2h da manhã, mas os oficiais informaram que não possuíam autorização para adentrar o recinto escolar. O alarme só foi desligado definitivamente por volta das 14h de quinta-feira, após Silvia conseguir contato com funcionários e insistir por uma solução. “A única função desse alarme é a perturbação do sossego dos vizinhos”, desabafou a moradora.
Falhas no monitoramento remoto
O caso revelou uma mudança estrutural na segurança das escolas estaduais, ao menos em Cassilândia: o Governo substituiu os antigos guardas concursados por um sistema de câmeras e alarmes monitorados 24 horas por dia diretamente de uma central da Secretaria de Estado de Educação, em Campo Grande. Entretanto, na prática, o sistema demonstrou falhas de comunicação local. Um funcionário de uma empresa de segurança (COSI – Centro de Operações Segurança Integrado) que compareceu no local, afirmou que o desligamento do alarme se dá diretamente por uma central da secretaria.

Insegurança e incômodo
A crítica central dos vizinhos, é que o alarme, ao tocar por tanto tempo sem uma resposta rápida, perde sua função de segurança. “Se você demora 10 minutos para desligar um alarme, o que você está protegendo já foi embora”, ponderou o apresentador Guilherme Girotto. Até o fechamento da edição do programa nesta sexta-feira (20), Silvia Paulino informou que havia conseguido o contato direto de um técnico do monitoramento para evitar que novas noites de sono fossem perdidas. A comunidade agora espera que o órgão estadual estabeleça um protocolo de desligamento local ou delegue a chave e os códigos para mais pessoas da administração escolar, evitando que a vizinhança seja penalizada por falhas técnicas ou ausência momentânea da diretoria. Cassilândia Notícias






