Costa Rica: Ex que matou Rose com golpes de facão no pescoço vai a júri popular

Juliano Pinheiro de Oliveira está preso desde junho do ano passado pelo feminicídio. (Reprodução, Polícia Civil)

Juliano Pinheiro de Oliveira, de 42 anos, réu pela morte de Rose Antônio de Paula, em Costa Rica, a 385 quilômetros de Campo Grande, vai a júri popular pelo crime de feminicídio.

Rose foi a 17ª vítima de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul no ano de 2025. Juliano fugiu após o crime, ocorrido em junho, e se escondeu em uma fazenda próximo de Alcinópolis, sendo localizado dias depois pelas polícias Civil e Militar.

Em fevereiro, foi realizada uma audiência de instrução e julgamento, ocasião em que Juliano continuou dizendo que o facão ‘escorregou’ no pescoço da vítima.

Na segunda-feira (6) a juíza de Direito Raíssa Silva Araújo Machado, da 1ª Vara de Costa Rica, determinou que o réu seja submetido a julgamento no Tribunal do Júri sob a acusação de feminicídio. A data do júri ainda não foi marcada.

Ao Jornal Midiamax, o advogado Lucas Arguelho Rocha, assistente de acusação que representa a família de Rose, ressaltou a importância da decisão judicial.

“Trata-se de uma resposta firme do Poder Judiciário à sociedade, bem como a medida traz alento aos familiares da vítima e à coletividade, ao demonstrar que a violência contra a mulher não será tolerada nem permanecerá impune”, destacou o advogado.

Feminicídio

Mulheres que costumavam tomar café da manhã com a vítima em um restaurante notaram sua ausência e tentaram contato por ligações telefônicas. No entanto, Rose não atendeu e as amigas foram até a quitinete onde ela morava.

Ao se aproximarem do imóvel, as mulheres perceberam marcas de sangue debaixo da porta. Quando entraram na casa, encontraram a amiga sem vida, caída no chão.

A PM (Polícia Militar) foi acionada para o local, mas o suspeito havia fugido em uma motocicleta, de cor vermelha. Juliano teria chegado em casa por volta das 20h de 27 de junho e, cerca de uma hora depois, saiu sozinho.

Denúncia por estupro

Em maio de 2023, Rose denunciou Juliano por estuprar uma criança, de 7 anos. Outra denúncia contra o suspeito foi feita quando os dois ainda mantinham um relacionamento.

Em outubro de 2022, Rose procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência contra ele. Na delegacia, contou que foi agredida com socos no rosto. A filha dela, de 8 anos, também foi agredida ao tentar defender a mãe. Juliano ameaçou matar Rose e chegou a ser preso na época.

O suspeito tem várias passagens por ameaça, lesão corporal dolosa no âmbito da violência doméstica e estupro de vulnerável.

Midiamax

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