Acusada de matar ex-marido e simular suicídio é condenada a 19 anos de prisão

Julgamento aconteceu nesta quarta-feira (08) (Foto: O Chapadense News)

Juscilene da Silva Gomes, acusada de matar o ex-marido, Leonardo Carneiro de Lima, o “Léo da Lojinha”, foi condenada a 19 anos e seis meses de prisão, em Tribunal do Júri nesta quarta-feira (08). O crime aconteceu agosto de 2024 em Chapadão do Sul, a 330 quilômetros de Campo Grande.

Ela se entregou à polícia um dia após o assassinato. Antes do crime, Juscilene chegou a postar um vídeo (abaixo) dizendo que era agredida, perseguida e ameaçada pela vítima, e que inclusive já havia solicitado medida protetiva.

O corpo da vítima foi encontrado na loja onde morava, na Rua Vinte e Cinco, no Centro. Ele foi asfixiado com um fio. Após o assassinato, a delegada Bianca Martins disse que o crime ocorreu por volta das 20h de um sábado, dia 3, após uma discussão entre os dois, que apesar de separados tinha uma convivência diária.

Em um acordo de separação, a mulher ficou com a loja e a vítima ficou com o 1º andar, onde morava. A polícia só tomou conhecimento do crime após a mulher se apresentar na tarde do domingo (4) na companhia de um advogado. Ela compareceu na delegacia e afirmou que havia matado o ex, e disse onde estava o corpo.

Assassinato e simulação de suicídio

Os policiais foram até o local, na casa dele, no andar em cima da loja. O imóvel estava trancado, mas conseguiram entrar e encontraram a vítima, em uma cena que simulava um suicídio. Sentado, com um fio, aparentemente de internet, enrolado no pescoço, pendurado na porta.

Durante depoimento, ela contou que eles brigaram e entraram em vias de fato quando ela o matou. Como se apresentou de forma espontânea, não havia elementos para uma prisão em flagrante, porém a delegada representou pela prisão preventiva da mulher, que foi indeferida pela Justiça, mas ordenou que utilizasse tornozeleira eletrônica.

No interrogatório, ela disse que cometeu o crime sozinha, e depois contou para a filha, que também foi ouvida.

Reconstituição

A polícia fez então a reconstituição simulada dos fatos, posteriormente. Juscilene participou de forma espontânea, porém, em certos momentos, alegava não se recordar.

Justificou dizendo que a relação era muito conturbada. Ela tinha boletim de ocorrência contra ele, inclusive com pedido de medida protetiva, mas segundo a delegada, como ele frequentava o local com consentimento dela, não era caso de descumprimento de medida.

Juscilene não morava mais no local, apenas trabalhava na loja embaixo da residência da vítima, porém tinha acesso à casa.

Relatos de agressões nas Redes Sociais

Duas semanas antes do crime, a acusada usou as redes sociais para relatar que vivia violência doméstica alegando que era agredida, perseguida e ameaçada pelo ex. Apareceu nos stories chorando e afirmando que a vida tinha virado ‘um inferno’ ao lado do ex. “Ele não está doente do coração. Ele só bebe, bebe pinga e tá devendo um monte de agiota, deve para Chapadão inteiro, para muitas pessoas”, disse.

Também esclareceu que não tinha nada com a vítima e que estava divorciada, mesmo assim, a vida tinha ‘virado um inferno’. Contou inclusive que era agredida com frequência.

“Ele já me agrediu muitas vezes, verbalmente, fisicamente, de me bater, de ficar roxa. Nunca falei para ninguém. Eu sempre escondi e as pessoas vê eu como vagabunda, que não vale nada, mas quem não presta aqui é ele”, afirma. “Ele vai me matar ou eu vou matar ele, uma das coisas vai acontecer”, disse.

Midiamax

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