
Duplo homicídio ocorreu em Caarapó, no dia 1º de março – Crédito: Dourados News/Arquivo
A Polícia Civil concluiu inquérito que apurou o duplo assassinato ocorrido no dia 1º de março, em Caarapó, e indiciou Antônio Marques da Silva, 55, pela prática homicídio qualificado, por duas vezes.
Ele foi o autor dos disparos que atingiram e mataram Cássio de Souza e Hugo Centurião Enciso, após discussão ocorrida na região central da cidade, que em seguida evoluiu até a frente de uma residência.
“As investigações demonstraram que os homicídios foram precedidos por um desentendimento ocorrido na área central da cidade, nas imediações de uma conveniência, conflito que se prolongou até uma residência localizada na Rua Américo Vespúcio, onde os fatos tiveram desfecho. A partir da prova reunida, a Polícia Civil reconstituiu a dinâmica da ação, identificando a sequência dos disparos, a posição das vítimas e a forma como os fatos se desenvolveram. A arma de fogo utilizada no crime, um revólver calibre .38, foi apreendida no interior do veículo empregado na fuga pelo autor”, diz trecho de nota encaminhada pela Polícia Civil.
Antônio foi preso no dia seguinte pela Polícia Militar na companhia de um homem de 34 anos, dentro de um Fiat Pálio, no município de Juti.
O revólver estava no veículo, quando houve a abordagem.
Uma terceira pessoa, filho do acusado, se apresentou na sede do SIG (Setor de Investigações Gerais) em Dourados e contou sua versão dos fatos.
Após as investigações, a Polícia Civil concluiu os indícios que levaram a autoria do crime a Antônio.
“Ao final, com base no conjunto probatório produzido, a Autoridade Policial concluiu pela existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria em relação ao investigado Antônio Marques da Silva, que foi indiciado pela prática homicídio qualificado, por duas vezes, previsto no art. 121, § 2º, incisos II e IV, do Código Penal, em concurso material”, resume.
Com o relatório concluído, o inquérito foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.
Antônio permanece preso preventivamente desde 2 de março.
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