/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/05/16/jaqueline_UATGxdN.jpg)
Jaqueline Barros foi morta no trabalho em maio do ano passado; ex é acusado de ser o mandante do crime (Foto: Arquivo pessoal)
Dez meses após a vendedora Jaqueline Barros ser morta a tiros no trabalho, o ex-marido dela, acusado de ser o mandante do crime, obteve na Justiça autorização para mudar de estado. Ele, que é médico, mudou para Paraisópolis, em Minas Gerais. Gustavo Sá, de 44 anos, nega envolvimento no crime e aguarda o julgamento em liberdade.
O pedido de transferência de residência é do fim do ano passado – e é necessário porque estando solto provisoriamente, o médico é obrigado a comparecer periodicamente em juízo e prestar informações sobre alteração de endereço ou viajens. O G1 teve acesso à ação, que tramita em segredo de Justiça.
A defesa do médico explicou que Sá, que morava em São José dos Campos, mudou de cidade para voltar a trabalhar, já que estaria tendo dificuldade de retornar ao mercado de trabalho. O advogado dele, Ary Bicudo, confirmou à reportagem que ele não vive mais no Vale do Paraíba.
Investigação
O médico foi apontado pela polícia como mentor do crime. Para a investigação, o motivo foi uma dívida de pensão que ele tinha com a vítima, de quem era separado.
Para execução da ex, ele teria feito um acordo para pagar R$ 7 mil ao assassino da mulher. Esse homem foi preso no Paraná junto com a namorada, apontada como comparsa, em agosto do ano passado.
Logo após o crime, em maio, Sá chegou a ser preso, mas obteve a liberdade provisória por meio de um habeas corpus em setembro de 2017.
Revolta
A irmã da vítima, Giselle Barros, lamentou que o ex-cunhado tenha conseguido deixar a região.
“Ele está tendo direito de refazer a vida dele [enquanto minha irmã está morta]. Sofremos todos os dias a falta dela, o tempo não está amenizando nada”, disse ao G1.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/f/B/Y2KAAZSJqLlHtLOZqTZA/medico.jpg)
Médico foi preso uma semana após o crime, mas obteve habeas corpus em setembro e responde pelo crime em liberdade (Foto: Divulgação/DIG)