Uma idosa de 61 anos enviou, nesta segunda-feira, 23 de março, áudios para denunciar a situação vivida por ela e seu esposo, também de 61 anos, na Casa de Acolhimento de Pacientes de Cassilândia em Três Lagoas, numa distância de 226 quilômetros.
A senhora relatou que “nós fomos na quarta-feira às 3 horas (15h), chegamos lá para pousar de quarta para quinta-feira, na quinta e na sexta o meu esposo tinha exame, eu tinha exame no domingo no mutirão que teve lá, eu falei com a mulher que a gente tinha que ficar lá e ela falou que a gente não podia ficar lá porque estava cheio, não tinha vaga e que a gente tinha que voltar na Van, vocês vão e voltam de novo, expliquei que não dava para voltar de novo no domingo, ela falou que não, que não podia, a gente ficou sentado na sombra, porque ela estava muito nervosa, não sei por que, o que aconteceu, a gente ficou sentado na sombra para não amolar, meu esposo faz uso de remédio e tem que ir no banheiro, pediu para ir no banheiro, mas ela estava fazendo a limpeza e não deixou ele entrar porque estava molhado, meu esposo estava apertado para fazer xixi porque o remédio dele solta urina, depois de esperar, ele não aguentando mais, entrou e uso ou banheiro, tivemos eu e meu esposo que arrumar um lugar para ficar porque não tinha como vim e voltar, não tinha como porque eu sou acompanhante dele e ele é meu acompanhante, a gente arrumou um lugar para ficar porque a gente estava sendo muito mal tratado, né, a gente já não está bem de saúde e ficar aguentando humilhação dos outros, diferente de Campo Grande, onde a gente é bem tratado lá, mas bem tratado mesmo, o homem da Van muito educado, foi uma viagem muito tranquila de ida e de volta, a gente ficou muito feliz, ele está de parabéns, mas foi lá que foi uma situação meio chata.”
Em seguida ela narrou em outro áudio que “nós ficamos lá de fora, beirando, sem saber para onde ir, aí eu e meu esposo procuramos um lugar para ficar, ela falou que vocês tem que ir embora, o ônibus vai a tarde, vocês vão e depois vocês voltam, meu esposo lá com os aparelhos, ele tem problema de pulmão, está tratando em Campo Grande, mas o médico pediu os exames de coração de Três Lagoas, ela queria que tirasse num dia, fosse embora para depois voltar, ela falou que não tinha vaga lá, eu olhei no quarto e tinha duas camas, são dois quartos, um de homem e outro de mulher, cada quarto tem uma pia de colchões, cada quarto com uns cinco ou seis colchões, a casa é grande, pode jogar no chão ou em qualquer lugar, a gente podia dormir no colchão ou dormir nem que seja na cadeira, mas tinha que acolher, é uma Casa de Acolhimento, no dia que a gente estava lá só tinha uma mulher para pousar lá, agora disse que no sábado e no domingo ia estar cheio, a gente não podia ficar lá, agora o prefeito faz uma coisa boa para a gente, que é a Casa de Acolhimento, mas não está acolhendo não, ela está deixando a desejar, e não sou só eu que estou reclamando, é uma casa que ninguém te recebe, não conversa, não oferece uma água, nada, lá em Campo Grande a mulher recebe a gente no portão, em Campo Grande é uma Casa de Acolhimento, em Três Lagoas não está acolhendo não, mas é difícil, uma situação crítica mesmo.”
Com a palavra quem interessar possa.

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