
Corpo da vítima foi parar em canteiro da BR-262, na divisa entre Jardim Panorama e Noroeste.
O relato da sobrevivente Beatriz Souza de Paula marcou a primeira audiência de instrução do caso da execução de Janaína Sabino de Almeida, morta na BR-262, em Campo Grande. A testemunha chorou ao relembrar o crime, enquanto o principal acusado, Guilherme Barrios Pereira Eleutério, deixou o plenário durante o depoimento.
Beatriz estava na garupa da motocicleta e foi a única a presenciar a sequência que terminou na morte da amiga.
“Começou com as batidas. Das batidas, a gente acabou batendo numa placa, a gente caiu. Ela ficou desacordada, eu não. Eu consegui ver muito, mas não muito, vi tudo borrado”, disse.
Mesmo ferida, ela contou que ainda percebeu o momento do disparo.

Janaína Sabino, atropelada e morta com tiro na cabeça, em foto publicada dias antes do crime.
“Nessa que ele fez o disparo, eu ainda estava com a cabeça… ela caiu aqui nas minhas costas. Eu estava olhando para lá. Nessa que eu olhei para ver, ele já estava de costas indo para o carro”, relatou.
Apesar da proximidade, Beatriz afirmou que não conseguiu identificar o autor.
“Não vi ninguém porque eu só vi ele de costas”, disse.
O crime aconteceu, segundo estimativa dela, entre 20h e 21h.
Guilherme acompanhava a audiência, mas se retirou durante o depoimento da testemunha. Ele é apontado como autor do disparo. A outra ré no processo, Brunielly Acunha Chimenes, responde em liberdade.

Guilherme Barrios Pereira Eleutério, preso pelo crime (Foto: Clara Farias)
Briga antes do crime – Durante o depoimento, Beatriz também detalhou a confusão que antecedeu o assassinato e que é apontada pela investigação como motivação.
Segundo ela, o desentendimento começou em uma tabacaria, após um pedido de licença entre grupos.
“Era uma mesa redonda. Tava o Guilherme, acho que a mulher dele e outra mulher. Elas pediram licença por educação e acho que não gostaram”, contou.
A situação evoluiu para provocações.
“O Guilherme começou a provocar, falando que não sabia jogar. A Janaína tomou as dores das amigas e começou a discutir”, disse.
Mais tarde, já na rua, houve nova confusão. Alguém teria arremessado uma garrafa contra o carro do acusado.
“Ele desceu já falando que queria matar ela. Nessa, ela apareceu com uma faca e deu as facadas nele”, afirmou.
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