MS registra 11 incidentes aéreos graves e 77 acidentes em dez anos

Em dez anos, Mato Grosso do Sul teve o total de 145 ocorrências envolvendo aeronaves registradas no Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Destes, 11 foram classificados como incidentes aéreos graves e 77 acidentes, sendo o restante incidentes de menor impacto.

Os casos mais comuns foram estouros de pneus, falha do motor em voo, problemas no trem de pouso, perda de controle no solo ou em voo, causas indeterminadas, falha em sistema, pane seca e colisões com obstáculos.

A maioria destes aconteceu em Campo Grande, 40 registros no Aeroporto Internacional e seis no Aeroporto Santa Maria

Os dados do sistema gerido pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) da Força Aérea Brasileira mostram ainda que a maioria dos casos envolve voos particulares ou agrícolas, realizados em aeronaves menores. Monomotores eram utilizados em 11 registros de fatalidades na última década, enquanto dois foram em bimotores.

O Sipar não trabalha com causa de acidente, mas com fatores contribuintes. Em todo o estado, esses motivos principais foram a inabilidade, indisciplina ou inexperiência do piloto, mas também condições meteorológicas adversas.

(Imagem: Sipaer/Cenipa)

Mortes em 2018

Casos graves mais recentes aconteceram em área rural de MS, como o acidente que ainda não teve causas divulgadas pelo Cenipa, mas que resultou na morte do piloto Gilsimar Ferreira Freitas (foto da capa), 41 anos. No dia 10 de dezembro de 2018, ele foi encontrado dentro de aeronave em que estava sozinho, em uma lavoura de soja de uma fazenda em Chapadão do Sul.

Duas outras mortes foram registradas no mesmo ano. No dia 1º de dezembro, uma aeronave foi encontrada em uma área alagada no Parque Estadual das Várzeas do Ivinhema, mas o acidente que vitimou o piloto Gustavo Henrique da Silva, 23 anos, foi registrado como acontecido no dia 29 de novembro.

Em 27 de fevereiro, o pecuarista Danilo Carromeu Domingues, 47 anos, morreu após o avião que pilotava cair em propriedade rural a 100 quilômetros de Brasilândia. Na época, testemunhas relataram que chovia bastante no dia e causa do acidente foi registrada como perda de controle em voo.

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