Polêmica sobre filme leva à suspensão de diretor e professor de escola

Alunos na saída da Escola Estadual Maria Constança Barros Machado nesta manhã (Foto: Marina Pacheco)

Alunos na saída da Escola Estadual Maria Constança Barros Machado nesta manhã (Foto: Marina Pacheco)

A Secretaria Estadual de Educação suspendeu por 30 dias o professor Jó Medeiros de Aquino e o diretor Daniel da Silva Lemos da Escola Estadual Maria Constança Barros Machado, em Campo Grande, depois da polêmica envolvendo a exibição do filme “Crime Barato”.

A resolução foi publicada na manhã desta sexta-feira (5) no Diário Oficial do Estado. Além disso, a secretaria vetou a exibição do filme nas escolas estaduais.

Ainda sobre a polêmica, por meio de nota, a secretaria esclareceu que “todas as atividades pedagógicas a serem desenvolvidas nessa escola devem constar no planejamento de aula, com a devida avaliação e aprovação prévia da coordenação pedagógica, a qual considerará o conteúdo e o objetivo para a aprendizagem dos estudantes”.

O assunto ganhou repercussão depois que pais de alunos publicaram no Facebook um post repudiando a ação do professor em exibir o filme a uma turma de adolescentes. Na postagem com o enunciado “Denúncia Gravíssima”, um homem que se apresenta como pai de aluno fala sobre “um filme de sexo explícito de cunho homossexual onde os alunos não foram avisados de seu conteúdo sexual”.

Ainda de acordo com ele, além de não ser informada, após entrar no auditório, a turma teria sido proibida de sair durante a apresentação e ameaçada pelo responsável caso alguém filmasse ou fotografasse as cenas do “repugnante filme”.

Depois de ganhar a rede, o professor disse que foi ameaçado e ontem precisou registrar queixa na polícia.

Crime Barato, a trama – Crime Barato é sobre pessoas que precisam se reapresentar ao mundo todos os dias para serem vistas como realmente são.

Os protagonistas são interpretados pelos atores João Pedro Xavier, na pele de Michael, e Diogo Adriani que interpreta Elias, um casal que ao longo da trama vê os conflitos pessoais interferirem no relacionamento, falando também das relações familiares, amigos e cotidiano. Tudo pensado para trazer luz ao tema, que, a contar pela reação extremista nas redes sociais, em pleno 2018 ainda precisa de discussão e representatividade. Campo Grande News

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